Edições anteriores

  • v. 13 (2021)

    Canoa do Tempo, Revista do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal do Amazonas, inicia hoje uma nova etapa de sua trajetória, assumindo o desafio da publicação em fluxo contínuo e, desta forma, colocando à disposição de seus leitores os primeiros artigos do volume 13 (2021).


    Periodizada, ampliando seus indexadores e avançando continuamente nas avaliações do Qualis Periódico, a revista espera fechar o volume ao final deste ano de 2021 alcançando a meta editorial da publicação de cinquenta trabalhos, entre artigos livres e resenhas (ambas no modelo de fluxo contínuo), além dos dossiês “Fronteiras étnicas e conflitos sociais no Rio Madeira”, “Experiências coloniais na África: Instituições dinâmicas e sujeitos” e “Religiões e religiosidades na Amazônia”, cuja publicação está prevista, respectivamente, para os meses de abril, julho e dezembro.


    Lembrado a existência de chamadas abertas para publicações em todas as modalidades que abriga (resenhas, artigos e dossiês), a revista convida a comunidade acadêmica a submeter colaborações através de sua página institucional e, desta forma, participar do processo de construção científica, cuja relevância tem sido inconteste não apenas para o debate historiográfico contemporâneo, como também para o conhecimento crítico do passado.


    Por fim, gostaríamos de externar nosso desejo de que nesses tempos de negacionismo, fake news e pandemia, possamos a partir de nosso campo profissional e de nossa atuação, reforçar insistentemente os ideais de defesa da vida, e projetar os valores humanistas, a ciência e o conhecimento como os vetores que podem nos habilitar à um futuro promissor.

  • O Complexo Madeira: diálogos interdisciplinares sobre região, fronteiras e diversidades
    v. 12 n. 2 (2020)

    Nas últimas décadas, a concepção de História Regional passou a se constituir como importante campo de estudos ao valorizar espaços sócio-históricos considerados periferias dos centros de tomadas de decisões políticas. Ao privilegiar noções como região, territorialidade, fronteira, etnicidade, dentre outras, a História Regional têm possibilitado a valorização de espaços até então invisibilizados por análises historiográficas generalizantes. O desdobramento destas últimas têm sido, em muitos casos, a construção de representações esvaziadas de especificidades sócio-históricas, as quais negligenciam as características de determinados espaços regionais marginalizados pelas estruturas das organizações sociais hierarquizantes e pelas tendências geopolíticas hegemônicas e homogeneizadoras.

    Considerando as reflexões apresentadas pelo editorial da Revista de História Regional (RHR), periódico do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Estadual de Ponta Grossa, a noção de “região” pode ser concebida como “uma produção de diferentes grupos, classes e culturas que a constroem mediante determinadas vivências e representações. [Assim,] uma região é tanto um espaço físico, ambiental e material quanto um espaço imaginário, simbólico e ideológico. E uma dimensão é inseparável da outra” (RHR, 2019).1 Nesse sentido, a proposta do presente dossiê é reunir trabalhos que se debrucem sobre as especificidades presentes na região denominada por Alfredo Vagner Berno de Almeida (2009) de “Complexo Madeira”2. As representações sobre esta parte da Amazônia compreendem diferentes espaços e perspectivas que informam particulares relações sócio-históricas desenvolvidas ao longo das relações de contato entre diferentes sujeitos e coletivos. Além disso, o espaço relacionado, inclui regiões fronteiriças entre os atuais estados do Amazonas, Rondônia e Acre, assim como áreas relacionadas ao Vale do Guaporé até a fronteira com a Bolívia, partindo de uma perspectiva que privilegia a História Regional e evidencia diferentes relações estabelecida na região.

    Dessa forma, o presente dossiê se propõe a privilegiar trabalhos que dialoguem com temáticas relacionadas às populações tradicionais e urbanas (indígenas; ribeirinhos, quilombolas e trabalhadores do campo); implantação de projetos desenvolvimentistas (ferrovias, rodovias, hidrelétricas, etc.) e seus consequentes impactos socioambientais; exploração mineral; colonizações e relações de produção; Projetos Integrados de colonização recente, seus empreendimentos e impactos socioambientais; processos migratórios e des/re/territorialização no Complexo Madeira, dentre outros correlacionais.

    1As publicações feitas pela Revista de História Regional desde 1996 e demais informações sobre o periódico podem ser acessadas através do endereço: https://www.revistas2.uepg.br/index.php/rhr/index; Acesso em: 14 nov. 2019.

    2DE ALMEIDA, Alfredo Wagner Berno (Org.). Conflitos sociais no" Complexo Madeira". Manaus: Projeto Nova Cartografia Social da Amazônia/UEA Edições, 2009. Disponível em: https://www.academia.edu/9030621/Conflitos_sociais_no_Complexo_Madeira_; Acesso em: 14 nov. 2019.

  • História Oral e Pública: escutas sensíveis em tempos desafiadores.
    v. 12 n. 01 (2020)

    O dossiê “História Oral e Pública: escutas sensíveis em tempos desafiadores” apresenta aos leitores artigos de pesquisadoras e pesquisadores que trabalham e representam a produção intelectual de diferentes universidades - UFAM, UFAC, UNIFAL, UNITAU, UNIFESP, UDESC, UNESPAR, UFRN, UNESP, USP, UNIVÁS - em busca de uma “atitude historiadora”, como bem nomeou a historiadora Ana Maria Mauad[1], voltada à reflexão sobre as demandas inclusivas do tempo presente e sobre os trabalhos de memória. Os artigos trazem subsídios que altercam, a partir de diversas fontes e perspectivas teóricas, os vários sujeitos e maneiras pelas quais as memórias são disputadas e filtradas no plano individual e coletivo: pesquisadores, militantes, professoras, festeiros, migrantes, e pessoas lgbts não são apenas objetos, mas sujeitos que pensam e nos provocam a pensar sobre a importância política do fazer histórico; sobre uma ciência que não deve abrir mão de sua função sensibilizadora em tempos desumanizadores. Isso significa pensar nos processos de envolvimento do público (ativo e atuante) e na autoria compartilhada (para usar aqui a expressão de Michael Frish[2]) quanto à produção, aos sentidos e ao acesso ao conhecimento construído pelas relações entre história e memória, mais do que nos produtos advindos da pesquisa solitária, apenas para serem consumidos sem questionamento.

    As discussões permitem uma avaliação compreensiva das questões subjetivas e das disputas políticas em jogo quando se trata de relações temporais que envolvem experiências passadas, presente e expectativas de futuro. Hoje, com certeza, as contribuições aqui publicadas assumem um papel essencial no combate à hegemonia das percepções de tempo “presentistas” e às práticas neoliberais, bem como demarcam uma posição de resistência às concepções revisionistas e negacionistas da história, trazendo ao público memórias e histórias de mulheres e homens não mais tratados como meros informantes ou coadjuvantes de “grandes histórias” vazias de vida.

    Uma excelente leitura a todas e todos!

     

    Os Organizadores,

    Marta Gouveia de Oliveira Rovai*

    Glauber Cícero Ferreira Biazo**

     

    * Professora de História da Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL-MG). Doutora em História pela Universidade de São Paulo (USP). Membro da Rede Brasileira de História Pública.

    ** Professor do Departamento de História e do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal do Amazonas (PPGH-UFAM). Doutor em História pela Universidade de São Paulo (USP). Bolsista do Programa PPP-004/2017 da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM).

     

    [1] MAUAD, A.M. Entrevista concedida a Ligia Conceição Santana e Hamilton Rodrigues dos Santos. Revista Perspectiva Histórica, jan/jun de 2016, n.7, p.151-155.

    [2] FRISH, Michael. A Shared Authority: Essays on the Craft and Meaning of Oral and Public History. New York: State University of New York Press, 1999.

  • Histórias de mulheres negras no pós-abolição
    v. 11 n. 2 (2019)

    O dossiê que ora abrimos apresenta diálogos e reflexões sobre gênero e sentidos históricos atribuídos a/por mulheres negras no campo do pós-abolição como um problema histórico, evidentemente seguindo os passos trilhados anteriormente no texto homônimo de autoria de Ana Lugão Rios e Hebe Mattos (2004)[1]. Se naquele momento os balanços e perspectivas incidiam especialmente nas experiências de homens escravizados e seus descendentes, hoje as pesquisas têm se debruçado por vezes até exclusivamente sobre a compreensão das experiências de mulheres negras, enquanto sujeitas que viveram as emancipações e as décadas imediatas à abolição, mas também aquelas que se depararam com os significados de ser negra em décadas posteriores e no tempo presente, pois, ao que os estudos indicam, o pós-abolição ainda alcança nossos dias. Não obstante, chamamos atenção para dois outros pontos. A pluralidade dos espaços geográficos das pesquisas aqui apresentadas, nos permitindo melhor acessar conhecimentos sobre a Amazônia e a região norte de uma forma geral, sem deixar de lado novas pesquisas sobre espaços que já figuravam no cenário, como a região sudeste.

    Desejamos à todas e todos uma ótima leitura!

    [1] RIOS, Ana Maria; MATTOS, Hebe Maria. “O pós-abolição como problema histórico: balanços e perspectivas”. TOPOI, v. 5, n. 8, jan.-jun. 2004, pp. 170-198.

  • Fronteiras, trabalho e etnicidade
    v. 11 n. 01 (2019)

    A revista Canoa do Tempo traz ao público o dossiê Fronteiras, Trabalho e Etnicidade, com artigos que denotam a complexidade da discussão sobre a ideia de fronteira. Para além do entendimento sumário da categoria, usualmente articulada como linha divisória, há o indicativo do peso dos mundos do trabalho no estabelecimento de suas problemáticas. A Amazônia aparece como espacialidade privilegiada para a articulação de estudos desta natureza, ambientados entre o imaginário da opulência e as agruras de formas coercitivas da lida cotidiana. Ao longo do tempo, a floresta foi atravessada por diversos tipos de deslocamentos de fronteiras, cujos desdobramentos socioeconômicos e demográficos deixaram marcas indeléveis no tecido social de suas cidades, aldeias e rios.

     Não por acaso, a floresta por tempos pensada no terreno do fantástico perdeu força discursiva sob a sombra do colonialismo interno, quase sempre jungido a interesses capitalistas internacionais. O ethos das mulheres guerreiras que (re)batizou o vale ao gosto do imaginário europeu, teve seus sentidos transformados com as sucessivas devassas e esquadrinhamentos do espaço em busca de riquezas. As fronteiras do paraíso terreal tiveram de ser redimensionadas, restando apenas o invólucro da mensagem edênica, que traduziu a Amazônia como terreno inabitado, disponível e à margem da História.

     A diversidade de abordagens e aparatos teóricos aqui propostos demonstram a as possibilidades dos temas que abalizam o dossiê. Em tempos monocromáticos, refletir sobre a complexidade do conceito de fronteira vai na contramão de pensamentos que simplificam a realidade. Com isso, objetivamos fomentar ainda mais discussões que levem em conta o caráter movediço e múltiplo das experiências humanas no espaço e no tempo.

     

    Boa leitura!

     

    Capa: FAMÍLIA DE BARQUEIROS BOLIVIANOS EM MANAUS - Albert Frish (1867) - Instituto Moreira Sales

     

  • Experiências Missionárias em espaços africanos e amazônicos: perspectivas em diálogos contemporâneos
    v. 10 n. Nº 2 (2018)

    Este dossiê propõe-se  a problematizar a emergência do princípio da “promoção humana”, que se origina da orientação das missões AD GENTES (para todos os povos e culturas), como uma resposta a crítica do colonialismo na África e na Ásia e do envolvimento das Igrejas cristãs com esse processo, nos anos 60 do século XX.  A “Promoção Humana” seria a tradução cristã da ideia da auto-determinação dos povos e propiciou importantes diálogos no campo religioso, do que seria o fim da tutela colonial e o favorecimento das reivindicações e das singularidades dos povos não brancos que eram cristãos.

    Neste processo, importantes experiências de interação com a sociedade civil e com espaços missionários africanos e da América Latina, enriqueceram as práticas pastorais e a emergência de novos protagonistas na ação evangelizadora. Diálogos começaram a surgir em diferentes espaços religiosos de uma mesma congregação missionária, como a da Congregação do Espírito Santo, por exemplo que tem presença na cidade de Tefé (AM) e também em espaços missionários do Sul de Angola, entre outras áreas na África e no Brasil atendidas pela ação desta instituição.

    Investigar esses diálogos possíveis entre experiências missionárias em espaços amazônicos e africanos, pós Concilio Vaticano II, é o desafio lançado para os artigos que comporão esta sessão da Revista Canoa do Tempo.

     

  • “Teoria da história e história da historiografia: debates e desafios do conhecimento histórico no século XXI”
    v. 10 n. 1 (2018)

    A Canoa do Tempo – revista do Programa de Pos-Graduação em História da Universidade Federal do Amazonas (PPGH/UFAM) – tem a satisfação de comunicar o lançamento do Vol. 10, de julho de 2018, tendo como destaque o dossiê “Teoria da História e História da Historiografia: debates e desafios do conhecimento histórico no século XXI”, organizado pelos professores Glauber Cicero Biazo (UFAM) e Evandro Santos (UFRN). Essa é a segunda edição após a reformulação da revista, que passou a ser editada no formato eletrônico. Destacamos também a seção especial que faz uma homenagem póstuma ao Prof. Dr. Geraldo Pantaleão Sa Peixoto Pinheiro, com textos de Jose Ribamar Bessa Freire e Aloysio Nogueira de Melo. Salientamos que a revista recebe, em fluxo contínuo, trabalhos para a seção de artigos livres. Aproveitamos para convidar os pesquisadores e demais interessados a acessar o site para aproveitar nosso conteúdo e a se cadastrar no sistema.

  • TRABALHISMO, POPULISMO E DEMOCRACIA NA AMÉRICA LATINA. TRABALHISMO, POPULISMO E DEMOCRACIA NA AMERICA LATINA
    v. 9 n. 1 (2017)

    UMA NOVA CANOA

    A partir dessa edição, a Canoa do Tempo, revista do Programa de Pós-Graduação em História (PPGH/UFAM), inicia uma nova viagem. Pelos rios e igapós amazônicos, a revista passará a ser publicada apenas na versão digital. Com isso, imaginamos poder alcançar um público maior e atingir um patamar ainda mais elevado no que concerne à divulgação das pesquisas, em especial daquelas realizadas no âmbito da Amazônia. Ademais, esperamos superar os problemas de periodicidade que vínhamos enfrentando.

    Tendo sido lançada no ano de 2007, a revista desempenhou – e continua a desempenhar – um importante papel no sentido de publicizar as pesquisas que vêm sendo realizadas não apenas sobre a Amazônia, tendo contado com a participação de diversos pesquisadores renomados nesses dez anos de atividades. A fim de recuperar essa bonita trajetória, optamos por disponibilizar os números anteriores – que só estavam disponíveis na versão física – aos usuários do site e leitores em geral.

    Aproveitamos a oportunidade para convidar o público a participar dessa viagem conosco, cadastrando-se no site como usuários, autores ou avaliadores. Desejamos uma excelente viagem pelos rios e igapós da História da Amazônia.

     

  • SUMÁRIO  DOSSIÊ HISTÓRIA DAS MULHERES  Diário de uma mulher viajante do século XIX: a memória perpetuada na palavra escrita Maria Ester de Siqueira Rosin Sartori  As primeiras expedições científicas do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia-Inpa (1954-1955): a contribuição feminina e imagens fotográficas Ângela Nascimento dos Santos Panzu  A trabalhadora imigrante na cidade de Manaus, 1880-1920 Valdirene Aparecida Pires Porto  Entre o labor e a dor: trabalho feminino na fábrica mineira de tecelagem - 1900/1920 Mônica Maria Lopes Lage  DOSSIÊ PODE E CULTURA POLÍTICA  Manuel da Gama Lobo D’Almada e a defesa militar nos confins da Amazônia Portuguesa Francisco Jorge dos Santos  Homens de “qualidade”: a nomeação dos oficiais da tropa regular do Estado do Maranhão e Grão-Pará no século XVII (1640-1684) Rafael Ale Rocha  Entre procedimentos: os espaços de poder do governador e do ouvidor Stephanie Lopes do Vale  De chefes tribais a índios principais: as representações sobre as lideranças indígenas no Estado do Maranhão na primeira metade do século XVII Fernando Roque Fernandes  ARTIGOS LIVRES  Trabalhadores do comércio em Manaus: uma voz na multidão (1906-1929) Kleber Barbosa de Moura  Ensaio sobre a cultura da magia no Grão Pará e Maranhão no século XVIII Arthur Narciso Bulcão da Silva  “Galeras” e “galerosos”: ou, no tempo em que uma parte da juventude de Manaus era realmente violenta (1985-1995) Marcos Roberto Russo de Oliveira v. 7/8 - nº 1, 2013/2014: Histórias das mulheres e Poder e Cultura Política
    2015

    SUMÁRIO


    DOSSIÊ HISTÓRIA DAS MULHERES


    Diário de uma mulher viajante do século XIX: a memória perpetuada na palavra escrita
    Maria Ester de Siqueira Rosin Sartori


    As primeiras expedições científicas do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia-Inpa (1954-1955): a contribuição feminina e imagens fotográficas
    Ângela Nascimento dos Santos Panzu


    A trabalhadora imigrante na cidade de Manaus, 1880-1920
    Valdirene Aparecida Pires Porto


    Entre o labor e a dor: trabalho feminino na fábrica mineira de tecelagem - 1900/1920
    Mônica Maria Lopes Lage


    DOSSIÊ PODE E CULTURA POLÍTICA


    Manuel da Gama Lobo D’Almada e a defesa militar nos confins da Amazônia Portuguesa
    Francisco Jorge dos Santos


    Homens de “qualidade”: a nomeação dos oficiais da tropa regular do Estado do Maranhão e Grão-Pará no século XVII (1640-1684)
    Rafael Ale Rocha


    Entre procedimentos: os espaços de poder do governador e do ouvidor
    Stephanie Lopes do Vale


    De chefes tribais a índios principais: as representações sobre as lideranças indígenas no Estado do Maranhão na primeira metade do século XVII
    Fernando Roque Fernandes


    ARTIGOS LIVRES


    Trabalhadores do comércio em Manaus: uma voz na multidão (1906-1929)
    Kleber Barbosa de Moura


    Ensaio sobre a cultura da magia no Grão Pará e Maranhão no século XVIII
    Arthur Narciso Bulcão da Silva


    “Galeras” e “galerosos”: ou, no tempo em que uma parte da juventude de Manaus era realmente violenta (1985-1995)
    Marcos Roberto Russo de Oliveira

  • v. 5/6 - nº 1, 2011/2012: Trabalho e Movimentos Sociais
    2012

    Editorial


    Trabalho e movimentos sociais: velhas, novas, outras questões
    Luís Balkar Sá Peixoto Pinheiro

    Maria Luiza Ugarte Pinheiro

     

    Dossiê: Trabalho e Movimentos Sociais


    De Rebeliões a Sedições: protesto popular e construção do Estado no Brasil oitocentista 
    Monica Duarte Dantas


    “Com muita e Diferente Gente” - entre experiências e territórios numa mesma Floresta: revisitando a memória histórica dos mocambos de índios e as nomenclaturas coloniais na Amazônia, século XVIII
    Daniela Yabeta

    Flávio Gomes

     

    O Movimento Operário Brasileiro e a Inspiração Internacional (1870-1920)
    Claudio H. M. Batalha


    Trabalho, controle e resistência: os portuários de capatazia riograndinos na luta por direitos (1959-1969)
    Edgar Ávila Gandra

    Lidiane E. Friderichs

     

    Violência contra os Povos Indígenas em Roraima e luta pela homologação da Reserva “Raposa Serra do Sol” (1970-2009)
    Jaci Guilherme Vieira

    Paulo Sérgio Rodrigues da Silva

    José Victor Dornelles Mattioni


    As Políticas de Reestruturação do Território na Amazônia Sul-Ocidental e o Desenvolvimento Sustentável
    Márcio Roberto Vieira Cavalcante


    Artigos e pesquisas


    “Pacíficos e carentes de um Estado protetor e provedor”: os trabalhadores amazonenses na propaganda estadonovista
    Hosenildo Gato Alves


    A criança no mundo do trabalho na cidade de Manaus (1890-1920)
    Alba Barbosa Pessoa


    Educação para o trabalho: O caso do Instituto Benjamin Constant
    Josali do Amaral


    A construção da greve dos metalúrgicos de 1985 em Manaus
    Célia Santiago


    História, direito, cultura e relações de trabalho nos Seringais do Acre: uma abordagem teórico-metodológica

    Francisco Pereira Costa

  • v. 3/4 - nº 1, 2009/2010: História, Narrativa e Viagem
    2010

    SUMÁRIO

    Apresentação

    Sínval Carlos Mello Gonçalves


    A Narrativa e as imagens da história

    Jean-Claude Schmitt

     

    Dossiê: História, Narrativa e Viagem

    São Brandão, a Visão de Túndalo e o Purgatório de São Patrício: o paraíso perdido nas narrativas de viagens ao Além

    Maria Eugenia Bertarelli

     

    A viagem e a construção do saber no Islã Medieval

    Beatriz Bissio

     

    Elementos do maravilhoso na visão de Frei Gaspar de Carvajal sobre a Fauna Amazônica (séc. XVI)

    Auxiliomar Silva Ugarte

     

    A experiência de Omagua e Dorado nas crônicas de três sobreviventes da expedição Pedro de Ursua-Lope de Aguirre (1560-1561)

    Lígia Maria Ferreira Amazonas

     

    Alfred Russel Wallace: um viajante-naturalista em (trans) formação

    Carla Oliveira de Lima

     

    Artigos

    O segundo coro das Troianas de Sêneca (vv. 371-408)

    José Eduardo dos Santos Lohner

     

    O discurso sexual num texto árabe do século XII

    Marina Juliana de Oliveira Soares

     

    Gregório de Tours e suas Histórias

    Edmar Checon de Freitas

     

    Mulheres “bem guardadas” e mulheres “de coração”: gênero, política e identidade na produção cronística de Fernão Lopes

    Miriam Coser

  • v. 2 - nº 1, 2008: O Antigo Regime no Império Atlântico Português
    2008

    Conforme apontaram Marcia Eliane Alves de Souza e Mello e Patrícia Maria Melo Sampaio,

    "O novo número da Canoa do Tempo se propôs a contribuir para um debate fundamental na historiografia brasileira contemporânea e que diz respeito às múltiplas formas de interpretação da natureza do Império colonial que se estabeleceu no Novo Mundo." (Mello & Sampaio, 2008).

    Assim, convidamos os leitores a se debruçarem sobre mais este trabalho organizado pelo Programa de Pós-Graduação em História da UFAM.

    Boas leituras...

    Os editores.

     

    SUMÁRIO

    Apresentação

    Márcia Eliane de Souza e Mello & Patrícia Melo Sampaio


    DOSSIÊ: O ANTIGO REGIME NO IMPÉRIO ATLÂNTICO PORTUGUÊS


    As Cortes e o Reino: da União à Restauração

    Antônio Manuel Hespanha


    Nas ilhas de Cabo Verde: A pequena nobreza na construção do império atlântico português

    Miguel Jasmins Rodrigues


    O Apóstolo S. Tomé, o Império português e o lugar do Brasil

    Maria Lêda Oliveira


    O Direito como instrumento de colonização: Uma política para o Brasil no centro do Império

    Rafael Ruiz


    Poder e Burocracia nas Capitanias do Estado do Brasil – Perspectivas de um estudo: o caso da capitania do Rio de Janeiro, 1677-1735

    Maria de Fátima Silva Gouvêa


    Reforma monetária e rapto de noivas: notas sobre a gestão numa monarquia pluricontinental lusa no século XVII

    João Luis Ribeiro Fragoso


    Os sertões do ouro e as estradas reais do Império luso-brasileiro

    Anderson de Freitas Fonseca


    A Amazônia Colonial e as Ilhas Atlânticas

    Rafael Chambouleyron


    Caminhos e “descaminhos” da colonização portuguesa em São José do Rio Negro no governo de Joaquim Tinoco Valente (1763-1779)

    Fabiano Vilaça dos Santos


    Os Limites da Igualdade: a inserção indígena na sociedade colonial paraense do Diretório dos Índios (1757-1798)

    Mauro Cezar Coelho

     

    NOTAS DE PESQUISA

    Explorando Acervos

    Otoni Mesquita


    Um cenário plural para os Museus Históricos

    James Roberto Silva

     

    RESENHAS

    Estudos sobre Fredrik Barth

    Mônica da Silva Ribeiro


    O Sol e a Sombra

    David Salomão Feio

  • v. 1 - nº 1, 2007: Cidades
    2007

    O primeiro número da Revista Canoa do Tempo que ora se apresenta foi publicado em 2007, trazendo importantes contribuições de Pesquisadores e Professores da região amazônica. Nas palavras do Professor Dr. Sínval Carlos Mello Gonçalves, Coordenador do Programa de Pós-Graduação em História da UFAM, na época:

    "Em sua primeira viagem, nossa canoa aportou nas cidades e, em suas múltiplas manifestações e formas de vida, defrontou-se com as áfricas imaginárias na belle époque paulistana, adentrou os igarapés setecentistas dos líderes indígenas da colônia e foi ainda mais longe em busca dos indivíduos medievais. E este foi apenas o início de sua viagem, esperemos, então, que muitas outras se sigam a esta."

    Seguem as contribuições...

     

    Dossiê Cidades

    Na contramão da história: mundos do trabalho na cidade da borracha (Manaus, 1920-1945) 

    Luís Balkar Sá Peixoto Pinheiro


    Evas, vadios e moleque: outras histórias da Belle Époque Baré

    Leno José Barata Souza


    Nos meandros da cidade: cotidiano e trabalho na Manaus da borracha, 1880-1920

    Maria Luiza Ugarte Pinheiro


    História e ação social: moradia e ameaça urbana

    Paulo Marreiro


    A imagem da cidade

    Otoni Moreira de Mesquita

     

    Artigos

    Líderes indígenas no mundo cristão colonial

    Almir Diniz de Carvalho Júnior

     

    O olhar europeu: África no imaginário da Belle Époque e a “desafricanização” da sociedade paulistana (1890-1920) 

    Paulo Koguruma

     

    O indivíduo: a perspectiva dos estudos medievais 

    Sínval Carlos Mello Gonçalves

     

    RELATOS DE PESQUISAS

    Por uma arqueogenealogia dos seringais: os seringueiros na historiografia regional 

    Davi Avelino Leal


    Da arquitetura ordinária à cultura ordinária 

    André Neves

    Armstrong da Silva Santos

    Márcio Roberto Vieira Cavalcante