https://periodicos.ufam.edu.br/index.php/Canoa_do_Tempo/issue/feed Canoa do Tempo 2020-10-15T19:42:11+00:00 Davi Avelino Leal canoadotempo@gmail.com Open Journal Systems <p>Canoa do Tempo - Revista do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal do Amazonas</p> https://periodicos.ufam.edu.br/index.php/Canoa_do_Tempo/article/view/8170 HISTÓRIA ORAL E PÚBLICA 2020-10-13T01:38:28+00:00 Marta Gouveia de Oliveira Rovai martarovai88@gmail.com Glauber Cícero Ferreira Biazo glaubiazo@yahoo.com.br 2020-10-08T16:17:37+00:00 Copyright (c) 2020 Canoa do Tempo https://periodicos.ufam.edu.br/index.php/Canoa_do_Tempo/article/view/6939 O DEVIR PÚBLICO DA HISTÓRIA NO TEMPO PRESENTE: 2020-10-13T01:43:23+00:00 Ricardo Santhiago rsanthiagoc@gmail.com Viviane Trindade Borges vivianetborges@gmail.com Rogério Rosa Rodrigues rogerclio@gmail.com <p>O presente artigo problematiza o <em>métier</em> do historiador a partir da história pública e da história do tempo presente. Parte-se do pressuposto de que todo conhecimento histórico é produzido em diálogo com os problemas e questões do presente, mas que a noção de demanda social instiga a pensar mais diretamente sobre a relação entre a sociedade e os temas, posicionamentos e formas de atuação da comunidade de historiadores. Analisam-se alguns casos recentes em que historiadores problematizaram questões latentes da atualidade e enfrentaram o desafio de adaptar sua formação em construção de narrativas em linguagens e suportes não usuais.</p> 2020-10-07T22:20:58+00:00 Copyright (c) 2020 Canoa do Tempo https://periodicos.ufam.edu.br/index.php/Canoa_do_Tempo/article/view/7145 CONHECIMENTO HISTÓRICO DO HISTORIADOR E OUTROS CONHECIMENTOS HISTÓRICOS 2020-10-13T01:46:05+00:00 Bruno Flávio Lontra Fagundes parabrunos@gmail.com <p>O presente artigo trata dos conhecimentos históricos não-profissionais socialmente disseminados que concorrem com o conhecimento histórico do historiador profissional. A premissa de que se parte é reconhecer a legitimidade destes outros conhecimentos, abordando-os por meio de autores diversos, entre eles alguns autores que falam numa perspectiva americana, com a qual a maioria da historiografia da história pública brasileira inexplicavelmente pouco dialoga. Com isso, o objetivo maior é sopesar o conhecimento sábio do historiador profissional no Brasil, e suas pretensões, ponderando que a História Pública no Brasil tem sido sinônimo quase que exclusivamente de difusão e divulgação de conhecimento, baseado num postulado a meu ver perigoso, porque provavelmente hierárquico, em que o conhecimento do historiador ainda é visto como superior aos outros demais conhecimentos não produzidos na academia.</p> 2020-10-07T22:23:48+00:00 Copyright (c) 2020 Canoa do Tempo https://periodicos.ufam.edu.br/index.php/Canoa_do_Tempo/article/view/7163 QUANDO FALAR É PERIGOSO: 2020-10-13T01:50:31+00:00 Aliny Dayany Pereira de Medeiros Pranto alinydayany@gmail.com <p>Este artigo apresenta parte das discusões desenvolvidas durante nossa tese de doutorado, que analisava as relações dialógicas presentes entre os acampamentos da Campanha “De pé no chão também se aprende a ler” e os moradores das comunidades que os receberam. A Campanha educacional foi desenvolvida em Natal/RN, entre 1961 e 1964, e encerrada por força do golpe militar que a considerou subversiva. Seus líderes foram indiciados e presos, o que fez com que fosse construído um imaginário de medo. Muitos de seus integrantes, professoras leigas, diretoras e diretores, alunos e alunas e mesmo os moradores das comunidades que receberam os acampamentos passaram anos em silêncio, evitando falar publicamente sobre a iniciativa. Suas memórias eram guardadas, silenciadas, enterradas junto com possíveis documentos, e apenas compartilhadas em pequenos grupos, junto à família, ou amigos. Com o passar dos anos essas memórias foram emergindo, e no cenário democrático elas puderam vir à tona novamente. Neste trabalho, nosso objetivo é apresentar o percurso que seguimos para retomar algumas dessas memórias presentes nas narrativas de sujeitos que viveram o cotidiano da Campanha e aceitaram dividir conosco, e alguns até já o tinham feito com outros pesquisadores, as reminiscências e ressignificações daqueles anos distantes.</p> 2020-10-07T22:45:09+00:00 Copyright (c) 2020 Canoa do Tempo https://periodicos.ufam.edu.br/index.php/Canoa_do_Tempo/article/view/7445 CORPO COMO MORADA: 2020-10-13T01:55:01+00:00 Marcela Boni Evangelista marcela.boni@gmail.com <p>O presente artigo é resultado de uma iniciativa coletiva das pesquisadoras do Grupo de Pesquisa em Gênero e História do Departamento de História da USP. A partir de ações que buscavam ir além das discussões teóricas, o grupo iniciou um processo de aproximação de mulheres militantes da luta por moradia em São Paulo. A partir deste contato, foram realizadas entrevistas de história oral de vida, sendo que a primeira delas foi o mote para a reflexão aqui apresentada. Busca-se valorizar, por meio da narrativa de uma liderança do movimento, a experiência compartilhada pelas mulheres que lutam por melhores condições de vida nas periferias das grandes cidades.</p> 2020-10-07T22:50:04+00:00 Copyright (c) 2020 Canoa do Tempo https://periodicos.ufam.edu.br/index.php/Canoa_do_Tempo/article/view/7449 ENTRE ANDANÇAS E LEMBRANÇAS: 2020-10-13T01:58:45+00:00 Patrícia Regina de Lima Silva prsilvahist@gmail.com <p>O presente artigo tem como objetivo refletir algumas peculiaridades acerca da migração de mulheres nordestinas para a região Norte, e a contribuição da história oral em suas trajetórias. Como fenômeno social, a migração, ocorre numa dinâmica de relações interpessoais, que abrange uma variada gama de elementos que a particulariza em momentos vividos pelos sujeitos, e que exige, de certa forma, uma análise das condições que surgem ou se processam diante da decisão de migrar. Por sua vez, a história oral aponta caminhos de análises a partir das experiências dos sujeitos tanto no âmbito individual quanto coletivo a partir dos sentidos registrados em suas memórias.</p> 2020-10-07T22:53:07+00:00 Copyright (c) 2020 Canoa do Tempo https://periodicos.ufam.edu.br/index.php/Canoa_do_Tempo/article/view/7444 AS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DAS DOCENTES ACERCA DE SEUS ALUNOS CAIÇARAS 2020-10-13T02:06:02+00:00 Vitor Paulo Fida da Gama profvitorgama@gmail.com <p>Os nativos dessa comunidade caiçara ainda preservam grande parte dos costumes, modos de vida, linguagem, atividades pesqueiras, extrativismo vegetal e agricultura familiar, mesmo diante das adversidades às quais estão sujeitos e que são provocadas, em parte, pelas políticas adotadas contrárias às práticas cotidianas do caiçara. Nesse contexto, a escola pública municipal da Vila de Pincinguaba lança suas redes para mesclar os conhecimentos curriculares aos conhecimentos da comunidade tradicional.</p> <p>Assim, nosso artigo apresenta, por meio das análises das narrativas e dos desenhos confeccionados pelas professoras, as representações sociais acerca dos seus alunos caiçaras, evidenciando a relação simbiótica entre o homem e a natureza.</p> 2020-10-07T22:57:22+00:00 Copyright (c) 2020 Canoa do Tempo https://periodicos.ufam.edu.br/index.php/Canoa_do_Tempo/article/view/7110 OS DIFERENTES DISCURSOS E DISPUTAS DA/NA FESTA DE 16 DE JULHO NA CIDADE DE BORDA DA MATA, SUL DE MINAS GERAIS 2020-10-13T02:09:38+00:00 Cleyton Antônio da Costa cleytoncac@yahoo.com.br <p>O presente artigo visa refletir a acerca da ampliação e reorganização da festa do dia 16 de Julho na cidade de Borda da Mata, sul de Minas, problematizando os diferentes discursos e disputas da/na festa, que contém duas partes, uma dedicada à padroeira do município, Nossa Senhora do Carmo, e a outra à sua emancipação política administrativa, que constitui uma das práticas culturais mais esperada pelos sujeitos sociais que residem e ou visitam a cidade. Metodologicamente trabalhamos com as narrativas orais, que possibilitam investigar as memórias dos sujeitos sociais, que participam das festas em seus diferentes âmbitos, cruzando com outras fontes históricas como textos legislativos, documentos eclesiásticos, impressa local e obras memorialísticas.</p> 2020-10-08T00:25:09+00:00 Copyright (c) 2020 Canoa do Tempo https://periodicos.ufam.edu.br/index.php/Canoa_do_Tempo/article/view/7370 A [TELE] VISÃO DOS EXCLUÍDOS: 2020-10-13T02:11:10+00:00 Jéfferson Luiz Balbino Lourenço da Silva jefferson.balbino@hotmail.com <p>No presente artigo, abordaremos a recepção que as representações homossexuais nas telenovelas da TV Globo tiveram. No primeiro momento, isso será feito a partir da internet, espaço onde são discutidos diferentes assuntos. E, posteriormente, a análise se voltará para a ótica de um grupo de homossexuais selecionados para esta pesquisa. Portanto, pessoas comuns, as quais são consumidoras de telenovela. Assim poderemos constatar como esses sujeitos enxergaram as representações ficcionais da homossexualidade.&nbsp; Para tal intento faremos uso da História Oral Temática a partir dos estudos dos intelectuais Hans Robert Jauss (1994), Alessandro Portelli (2010) e Serge Moscovici (2015).</p> 2020-10-08T00:28:11+00:00 Copyright (c) 2020 Canoa do Tempo https://periodicos.ufam.edu.br/index.php/Canoa_do_Tempo/article/view/7436 HISTÓRIA PÚBLICA E IMPRENSA: 2020-10-13T02:12:50+00:00 Nedy Bianca Medeiros de Albuquerque biancaalbuquerquem@gmail.com <p>A partir da “Questão do Acre” retratada nos periódicos do capital federal, de Belém e Manaus publicados entre 1890 a 1909 se busca trazer reflexões acerca do contributo da escrita da trajetória acriana por meio da história pública. Com esse fito tomaram-se as pesquisas nos acervos hemerográficos estatais públicos de consultas físicas e digitais na Hemeroteca da Fundação Biblioteca Nacional do Brasil, tendo sido utilizados os cariocas <em>Jornal do Brasil, O Paiz, </em>acrescidos dos belenenses <em>O Pará</em>, <em>Correio Paraense,</em> <em>A Província do Pará,</em> <em>Folha do Norte&nbsp; </em>e as publicações manauaras <em>A Federação, Diário Official do Amazonas </em>e<em> Commércio do Amazonas</em>. O referencial foi composto por Albuquerque (2015, 2016); Almeida, Rovai (2011); &nbsp;Barbosa (2007, 2010,2016); Barros (2012); Cunha (1999); Galvão (1994); Luca (2005); Lucchesi (2014); Tocantins (2001); Silva (2017) dentre outros</p> 2020-10-08T00:30:54+00:00 Copyright (c) 2020 Canoa do Tempo https://periodicos.ufam.edu.br/index.php/Canoa_do_Tempo/article/view/6448 MULATAS, PRETAS E CRIADAS: 2020-10-13T02:21:40+00:00 Marcelo Ferreira Lobo m.lobo2013@outlook.com <p>Este artigo trata da relação entre os discursos produzidos acerca das mulheres negras, escravas e libertas, nas últimas décadas da escravidão e pós a abolição, e as estratégias de sobrevivência delas diante das visões negativadas a que eram submetidas. A presença continua destas mulheres no cotidiano urbano da cidade de Belém, como ganhadeiras, vendedoras, criadas e amas as tornaram essencial as dinâmicas de produção em um contexto de efervescia econômica devido a economia da Borracha. O processo de modernização na Amazônia esteve vinculado a aspirações burguesas modeladas pelo ideal de civilização europeu, em tal contexto a presença de libertas e negras no ambiente doméstico foi tida como um mal necessário. Mostrei as tensões entre o modelo de domínio senhorial e a aspirações de liberdade destas mulheres.</p> <p>&nbsp;</p> <p><strong>Palavras Chaves:</strong> Libertas, conflitos, Cidadania.</p> 2020-10-08T00:35:39+00:00 Copyright (c) 2020 Canoa do Tempo https://periodicos.ufam.edu.br/index.php/Canoa_do_Tempo/article/view/6522 ISABEL VALENÇA, ESTRELA MAIOR DA CONSTELAÇÃO DAS MULHERES NEGRAS DOS ACADÊMICOS DO SALGUEIRO NOS ANOS 1960-70 2020-10-13T02:23:23+00:00 Guilherme José Motta Faria gguaral68@gmail.com <pre style="text-align: justify; background: white; margin: 0cm 5.65pt .0001pt 8.5pt;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: 'Times New Roman',serif;">A trajetória de Isabel Valença, popularizada no carnaval como “Chica da Silva” nos permite perceber a importância da relação estabelecida entre a cultura e a mídia, para o debate sobre gênero e raça nos anos 1960\70. Utilizando jornais, entrevistas com antigos sambistas e livros de jornalistas e pesquisadores desenvolvi as bases deste artigo. Representando uma escrava no período colonial, Isabel sintetizou a força de superação das mulheres, se tornando um exemplo a ser seguido. A imprensa ajudou a construir o mito e até os dias atuais continua a reverenciar essa personagem no cenário cultural do Rio de Janeiro. </span></pre> 2020-10-08T00:40:52+00:00 Copyright (c) 2020 Canoa do Tempo https://periodicos.ufam.edu.br/index.php/Canoa_do_Tempo/article/view/6666 “GAROTAS BONITAS, DE COR DE CANELA OU DE JABUTICABA MADURA...” 2020-10-13T02:24:44+00:00 Maybel Sulamita Oliveira maybelsulamita@yahoo.com.br <p>O presente artigo tem por objetivo analisar e discutir os concursos de beleza negra “Rainha das Mulatas” e “Boneca de Pixe” realizados pelo Teatro Experimental do Negro entre 1947 e 1950. A partir dos concursos destinados às mulheres negras da cidade do Rio de Janeiro, pretendemos analisar quais seriam os objetivos dos concursos, quem eram as candidatas, quais diferenças separavam os dois concursos. Destacamos também a importância de apontar as especificidades dos concursos, devido a organização dos mesmos pertencer a um espaço expressivo de afirmação da identidade negra e luta contra racismo durante as décadas de 40 e 50 no Brasil. Dentro deste contexto, as questões ligadas ao intercruzamento de raça, classe e gênero contribuem para conhecermos as “rainhas” e “bonecas negras” do Teatro Experimental do Negro.</p> 2020-10-08T00:51:51+00:00 Copyright (c) 2020 Canoa do Tempo https://periodicos.ufam.edu.br/index.php/Canoa_do_Tempo/article/view/6514 O TEMPO, TRABALHO E O DIVERTIMENTO: 2020-10-13T02:26:28+00:00 Jhucyrllene campos dos Santos Rodrigues prof.jhucy@gmail.com <p>O presente tema está inserido no capítulo que antecederá a dissertação de mestrado intitulada “ As práticas sexuais de mulheres boemicas e turbulentas nas casas de brinquedos do bairro Porto em Cuiabá 1860-1899”, que está em fase de acabamento pelo Programa de Pós-Graduação de História, sob a linha de pesquisa “O Ensino de História Patrimônio e Subjetividade”. Dessa forma o trabalho vem analisar a partir das Fontes históricas entre os documentos relacionados aos processos crimes do Cartório do 6º Ofício de Cuiabá, do Tribunal das Relações e dos Jornais locais. E essas analises documentais observadas se dá partir do cotidiano vividos por mulheres e homens, que frequentavam e trabalhavam nos bares, tavernas, botequins na Segunda Freguesia de Dom Pedro II. Buscando assim compreender o por que, que essa região era considerada lugar “pecaminoso, turbulentos”, da cidade de Cuiabá durante o século XIX, sendo que essa região era rica nas transações comerciais, pela sua proximidade do Porto Geral de Navegação.</p> 2020-10-08T00:56:16+00:00 Copyright (c) 2020 Canoa do Tempo https://periodicos.ufam.edu.br/index.php/Canoa_do_Tempo/article/view/7236 A CIVILIZAÇÃO DO AMAZONAS NO PENSAMENTO DE TORQUATO TAPAJÓS (1853-1897) 2020-10-13T02:28:03+00:00 Luís Francisco Munaro luismunaro@ufrr.br <p>Este artigo busca interpretar a obra do intelectual amazonense Torquato Tapajós (1853-1897), dando especial destaque para os recursos que ele utilizou para entender a natureza, a sociedade e a política da província do Amazonas. Antes disso, procura traçar um panorama social do Amazonas quando do período de juventude de Torquato, até a sua mudança para o Rio de Janeiro, onde completaria os seus estudos e ingressaria no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Na sua obra de caráter fundamentalmente geopolítico, evidenciam-se a exaltação da natureza e do povoamento do Amazonas, bem como as promessas econômicas inerentes à ocupação da “estrela do norte”.</p> 2020-10-08T17:35:57+00:00 Copyright (c) 2020 Canoa do Tempo https://periodicos.ufam.edu.br/index.php/Canoa_do_Tempo/article/view/7098 O POVO APURINÃ CONTRA O PODER COERCITIVO 2020-10-13T02:30:00+00:00 Rogério Sávio Link rogerio.link@unir.br <p><sup>Este artigo discute o controle social do povo Apurinã em relação ao poder coercitivo. O objetivo é analisar como a sociedade apurinã estava e ainda está estruturada para delimitar o poder das lideranças políticas e religiosas evitando, assim, o aparecimento do poder coercitivo e da sociedade dividida em classes sociais. Para alcançar esse objetivo, a análise apoia-se principalmente nos trabalhos de Pierre Clastres, Hélène Clastres e Marcel Gauchet. Pierre Clastres chega à conclusão de que todo poder nas sociedades indígenas emana da comunidade. As lideranças seriam desprovidas de poder coercitivo e, dessa forma, as sociedades indígenas seriam “sociedades contra o Estado”, a forma mais acabada de poder coercitivo que institui o aparecimento das classes e do trabalho alienado. A partir de dados históricos e etnográficos, este artigo dialoga com a tese de Clastres buscando apresentar o ponto de vista dos Apurinã visibilizado em sua história e em suas narrativas míticas. Mas, diferente de Clastres, para quem o poder coercitivo parece provir mais substancialmente do grupo dos guerreiros, para os Apurinã, ele parece provir perigosamente da religião. As principais fontes históricas e etnográficas aqui utilizadas são de duas ordens: extratos de cartas e relatórios produzidos por missionários da <em>South American Missionary Society</em> entre as décadas de 1870 e 1880; e observações de campos decorrentes de minha convivência com os Apurinã do Médio Purus.</sup></p> 2020-10-08T00:59:25+00:00 Copyright (c) 2020 Canoa do Tempo https://periodicos.ufam.edu.br/index.php/Canoa_do_Tempo/article/view/7102 JOÃO DUELO: 2020-10-13T02:31:47+00:00 José Bento Rosa da Silva bentorosa.ebano@gmail.com <p>No artigo, investiga-se, através de um processo-crime e publicações em periódicos, as ações de um malfeitor no bairro do Recife no período compreendido entre 1887 e 1903. Através dessas fontes, foi possível construir um fragmento do cotidiano da cidade do Recife e das denominadas pessoas comuns na transição do Império para a República. E mais: a movimentação em torno de um dos maiores portos do Império do Brasil e posteriormente da República. A documentação possibilitou reconstituir uma página, talvez esquecida, da então freguesia do Recife, hoje, o turístico bairro do Recife Antigo.</p> 2020-10-08T01:01:27+00:00 Copyright (c) 2020 Canoa do Tempo https://periodicos.ufam.edu.br/index.php/Canoa_do_Tempo/article/view/7250 TRANSGREDINDO A NORMA 2020-10-13T02:33:23+00:00 Luciane Campos professoralucianecampos@gmail.com <p>O presente artigo tem por finalidade apresentar uma breve discussão sobre a luta sufragista brasileira nas primeiras décadas do século XX e sobre o impacto social e político que isso acarretou. A conquista dos direitos políticos foi o resultado de uma longa e árdua luta que envolve as relações de gêneros e entendida como mais uma conquista emancipatória para o sexo feminino e que dividia opiniões da sociedade. O objetivo é apresentar fatos e sujeitos nessa importante conquista.</p> 2020-10-08T01:04:21+00:00 Copyright (c) 2020 Canoa do Tempo https://periodicos.ufam.edu.br/index.php/Canoa_do_Tempo/article/view/6669 O CASO DE ALEXANDRINA FRANCISCA DA TRINDADE EM BUSCA DE LIBERDADE E DE UMA “COR” PARA SI 2020-10-15T19:42:11+00:00 Bárbara da Fonseca Palha babipalha@gmail.com <p>Em abril de 1845, Alexandrina Francisca da Trindade deu entrada em duas ações cíveis de liberdade no Juízo Municipal da cidade de Belém: a primeira em favor de seu filho Prudêncio, e a segunda em conjunto com sua mãe, Francisca da Trindade, e irmã, Carolina Maria do Rozário. Além da busca pela liberdade, o que também estava em jogo para Alexandrina era a busca de uma “cor” para si, na medida em que foi classificada de diferentes formas nas ações de liberdade no que diz respeito a sua cor/qualidade, tais como “mulata”, “parda liberta” e “parda”. Na hierarquia da escravidão e da mestiçagem havia diferenças entre os termos de classificação de cor e Alexandrina pretendia, ao mesmo tempo em que se livrava do cativeiro, ocupar um novo lugar nesta hierarquia social.</p> <p>Palavras-chave: escravidão; mestiçagem; ação cível de liberdade.</p> 2020-10-08T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2020 Canoa do Tempo https://periodicos.ufam.edu.br/index.php/Canoa_do_Tempo/article/view/7421 A ESCUTA DO OUTRO EM TEMPOS DISSONANTES 2020-10-15T19:40:57+00:00 Lucas Carvalho Soares de Aguiar Pereira lucas.pereira@ifmg.edu.br <p>Resenha do livro <span class="fontstyle0">HERMETO, Miriam; AMATO, Gabriel; DELLAMORE, Carolina. </span><span class="fontstyle2">Alteridades em tempos de (in)certezas</span><span class="fontstyle0">: escutas sensíveis. São Paulo: Letra e Voz, 2019. 180p.</span></p> <p>&nbsp;</p> 2020-10-08T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2020 Canoa do Tempo https://periodicos.ufam.edu.br/index.php/Canoa_do_Tempo/article/view/8168 HISTÓRIA ORAL NA PANDEMIA: 2020-10-15T19:39:46+00:00 Juniele Rabêlo de Almeida junielerabelo@gmail.com <p>O acervo “História Oral na Pandemia” é composto por narrativas públicas, autobiográficas, de idosos com vida social ativa - em situação de isolamento social frente aos desafios do novo COVID 19. Trata-se de trajetórias de vida que expressam, qualitativamente, os impactos sociais da pandemia sobre esse grupo vulnerável. Tais narrativas (gravadas em áudio e enviadas para um portal público – storage do Laboratório de História Oral e Imagem da Universidade Federal Fluminense - Labhoi/UFF) são entrevistas (história oral de vida) a partir de uma escuta sensível das experiências em espaço virtual aberto (domínio público); os idosos assumem os desafios e as perspectivas de se narrar aspectos de seu cotidiano no contexto da pandemia.</p> <p>Olympia Ávila Salsa se apresentou e buscou contextualizar os desafios da pandemia. Vale observar as suas escolhas narrativas no processo de significação da sua trajetória na pandemia. Apresentamos, a seguir, uma edição da narrativa autobiográfica da professora Olympia.</p> 2020-10-08T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2020 Canoa do Tempo