https://periodicos.ufam.edu.br/index.php/Canoa_do_Tempo/issue/feed Canoa do Tempo 2020-09-10T18:16:01+00:00 Davi Avelino Leal canoadotempo@gmail.com Open Journal Systems <p>Canoa do Tempo - Revista do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal do Amazonas</p> https://periodicos.ufam.edu.br/index.php/Canoa_do_Tempo/article/view/7456 História de Mulheres Negras no pós-abolição 2020-09-10T15:04:23+00:00 Corpo Editorial Canoa do Tempo mirranakivia@gmail.com Júlio Cláudio da Silva canoadotempo@gmail.com Cláudia Maria de Farias canoadotempo@gmail.com Fernanda Oliveira da Silva canoadotempo@gmail.com <p>O dossiê que ora abrimos apresenta diálogos e reflexões sobre gênero e sentidos históricos atribuídos a/por mulheres negras no campo do <em>pós-abolição como um problema histórico</em>, evidentemente seguindo os passos trilhados anteriormente no texto homônimo de autoria de Ana Lugão Rios e Hebe Mattos (2004)<a href="#_ftn1" name="_ftnref1"><sup>[1]</sup></a>. Se naquele momento os <em>balanços e perspectivas</em> incidiam especialmente nas experiências de homens escravizados e seus descendentes, hoje as pesquisas têm se debruçado por vezes até exclusivamente sobre a compreensão das experiências de mulheres negras, enquanto sujeitas que viveram as emancipações e as décadas imediatas à abolição, mas também aquelas que se depararam com os significados de ser negra em décadas posteriores e no tempo presente, pois, ao que os estudos indicam, o pós-abolição ainda alcança nossos dias. Não obstante, chamamos atenção para dois outros pontos. A pluralidade dos espaços geográficos das pesquisas aqui apresentadas, nos permitindo melhor acessar conhecimentos sobre a Amazônia e a região norte de uma forma geral, sem deixar de lado novas pesquisas sobre espaços que já figuravam no cenário, como a região sudeste.</p> <p>Desejamos a todos e todas uma ótima leitura.&nbsp;</p> <p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1">[1]</a> RIOS, Ana Maria; MATTOS, Hebe Maria. “O pós-abolição como problema histórico: balanços e perspectivas”. <em>TOPOI</em>, v. 5, n. 8, jan.-jun. 2004, pp. 170-198.</p> 2020-05-08T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2020 Canoa do Tempo https://periodicos.ufam.edu.br/index.php/Canoa_do_Tempo/article/view/6680 Léa Garcia, narrativas sobre uma dama negra do teatro e cinema 1952-1957 2020-09-10T17:03:54+00:00 Júlio Claúdio da Silva julio30clps@gmail.com <p>O presente artigo busca recuperar aspectos da história do movimento negro e das relações raciais e de gênero na sociedade brasileira na década de 1950, a partir da trajetória da atriz de teatro, cinema e televisão Léa Garcia Lucas de Aguiar. Adotamos como corte cronológico o seu ingresso no Teatro Experimental do Negro e a sua atuação no filme Orfeu do Carnaval. Elegemos como corpus documental os documentos das coleções Abdias Nascimento/IPEAFRO-RJ e a de Periódicos da FBN-RJ, bem como entrevistas concedidas por Jorge Coutinho, Cacá Diegues, Haroldo Costa e Léa Garcia. Ao iluminarmos o universo das artes cênicas, é possível identificamos a contribuição da atriz Léa Garcia ao processo de criação e de ampliação da presença de atores, personagens e temáticas negros nos palcos e nas telas brasileiras.</p> 2020-05-08T18:52:21+00:00 Copyright (c) 2020 Canoa do Tempo https://periodicos.ufam.edu.br/index.php/Canoa_do_Tempo/article/view/6650 Coema Hemetério dos Santos: 2020-09-10T17:06:53+00:00 Luara dos Santos Silva luarasantos.07@gmail.com <p>analiso aspectos da trajetória de vida da professora Coema Hemetério dos Santos Pacheco, problematizando as relações raciais, de gênero e classe no imediato pós-abolição na cidade do Rio de Janeiro. Inúmeros registros nos contam sobre a constante racialização das pessoas negras em geral, especialmente pela literatura ficcional e (pseudo) científica, além de publicaç 2020-05-08T18:54:24+00:00 Copyright (c) 2020 Canoa do Tempo https://periodicos.ufam.edu.br/index.php/Canoa_do_Tempo/article/view/6675 Da educação primária ao Ensino Superior: 2020-09-10T17:08:37+00:00 Jucimar Cerqueira dos Santos jucimar18@yahoo.com.br Mayara Priscilla de Jesus dos Santos maypjs22@hotmail.com <p>Esse texto tem o objetivo de discutir proposições e iniciativas de escolarização para mulheres entre o final do século XIX e início do século XX, partindo de algumas experiências de educação na Bahia a partir da década de 1870 e sobre a entrada das mulheres no ensino superior. Em sequência, aproximaremos nossa lente sobre o assunto, ao evidenciarmos o caso de Maria Odília Teixeira, a primeira mulher negra a se formar na FAMEB (Faculdade de Medicina da Bahia) em 1909.&nbsp;</p> 2020-05-08T19:04:18+00:00 Copyright (c) 2020 Canoa do Tempo https://periodicos.ufam.edu.br/index.php/Canoa_do_Tempo/article/view/6659 Entre diferenças e desigualdades: 2020-09-10T17:12:21+00:00 Cláudia Maria de Farias cdfarias@ig.com.br <p>O trabalho reafirma a importância dos estudos de gênero para a compreensão dos processos históricos contemporâneos através dos quais se deram a inserção, a permanência e a ampliação da participação das mulheres no campo esportivo brasileiro, entre os anos 1940 e 1950. Através das narrativas orais de duas atletas negras – Melânia Luz e Deise Jurdelina de Castro –, pioneiras em Olimpíadas, representando o Brasil, são examinadas as múltiplas intersecções do gênero com outros componentes de diferenciação social, como classe, raça/etnia e geração, fundamentais para a reconstrução do protagonismo dessas mulheres negras durante o pós-abolição, bem como das suas experiências, projetos, carreiras, memórias e trajetórias de vida.</p> 2020-05-08T19:07:10+00:00 Copyright (c) 2020 Canoa do Tempo https://periodicos.ufam.edu.br/index.php/Canoa_do_Tempo/article/view/6619 "Sempre Elas!" 2020-09-10T17:44:41+00:00 Juliana da Conceição Pereira jcpereira@id.uff.br <p class="Default" style="text-align: justify; text-indent: 35.15pt; vertical-align: baseline;">Na madrugada do dia 29 de setembro de 1912, após um baile na Sociedade Recreativa Carnavalesca Flor da Romã, situada no bairro de Botafogo, o pintor João Gonçalves Dantas assassina sua namorada Octavia Cecília da Silva por motivos de ciúme. O caso, noticiado nas páginas policiais dos jornais da época, deixa evidente como o comportamento das jovens frequentadoras dessas associações era a justificativa para atos de violência que pareciam ser comuns em bailes como esses. Sem tomar essas narrativas como verdade, o objetivo desse artigo é analisar como se forjavam, principalmente nas colunas jornalísticas, as relações de homens e mulheres nos bailes frequentados por trabalhadores no início do século XX, no Rio de Janeiro.</p> 2020-05-08T19:08:44+00:00 Copyright (c) 2020 Canoa do Tempo https://periodicos.ufam.edu.br/index.php/Canoa_do_Tempo/article/view/6640 O Engenho Bom Fim e o Lugar Social da Mulher Negra no Pós-Abolição (AREIA-PB, 1890-1920) 2020-09-10T17:46:50+00:00 Geilza da Silva Santos ilza.sts@hotmail.com <p>Resumo: O presente artigo tem por finalidade central abordar sobre o lugar social das mulheres negras no munícipio de Areia - PB no pós-abolição, precisamente no local em que viria se constituir a Comunidade Negra do Bonfim. Apesar da posse oficial das terras pelos quilombolas ter ocorrido apenas em 2011, já estão naquela região a mais de cem anos, pois seria no período entre 1913-1920 que os primeiros moradores chegam à propriedade Engenho Bonfim. Dessa forma, em busca de respostas á problemática a que nos propomos, utilizaremos os censos no munícipio de Areia de 1872 á 1920 que juntamente com uma historiografia local, o relatório antropológico da Comunidade (2007), e os relatos orais de algumas moradoras dessa localidade nos nortearão sobre a vida das mulheres negras nesse munícipio no pós - abolição.</p> <p><strong>Palavras-Chave:</strong> Invisibilidade; Mulheres negras; Pós-abolição.</p> 2020-05-08T19:12:19+00:00 Copyright (c) 2020 Canoa do Tempo https://periodicos.ufam.edu.br/index.php/Canoa_do_Tempo/article/view/6665 Vozes da Mata 2020-09-10T17:51:18+00:00 João Marinho da Rocha jmrocha.hist@hotmail.com <p>Este texto aborda o movimento social quilombola do Rio Andirá (2005-2018), a partir das memórias de mulheres que estiveram envolvidas no processo de luta. Situamos nossa narrativa no campo da história social do pós-abolição e nos diálogos interdisciplinares entre história e ciências sociais, a partir de perspectivas metodológicas como história oral. Essa emergência étnica da história do tempo presente, implica, ações que nos convidam a (re)pensar os modelos teórico-metodológicos que explicam as presenças negras na Amazônia.</p> 2020-05-08T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2020 Canoa do Tempo https://periodicos.ufam.edu.br/index.php/Canoa_do_Tempo/article/view/6655 Mulher negra na arena pornô-erótica do pós-abolição carioca: 2020-09-10T17:53:37+00:00 Marina Vieira de Carvalho marinacarvalhohist@gmail.com <p>Essa pesquisa analisa o imaginário pornô-erótico sobre a mulher negra no pós-abolição carioca. Nessa ordem discursivase confrontaram o que chamamos de “potências pornô-eróticas masculinas” – o periódico Rio Nu(1898-1916)– e “potências pornô-eróticas femininas” – a poesia de Gilka Machado. Tais produções, recorrendo a diferenciadossignificados para as performances de gênero - interseccionados por questões de classe e raça - criaram diferentes tipos ficcionais de mulher na disputa pela construção de uma sensibilidade erótica moderna. A irrupção da poesia erótica de Gilka Machado – mulher, afrodescendente e socioeconomicamente vulnerável -, transgrediu a própria tradição pornô-erótica ao alterar a condição feminina - de objeto para sujeito; bem como ao possibilitar outras representações para mulheres negras e pobresna alvorada da modernidade carioca.</p> 2020-05-08T20:00:26+00:00 Copyright (c) 2020 Canoa do Tempo https://periodicos.ufam.edu.br/index.php/Canoa_do_Tempo/article/view/6022 O Sagrado no Feminino: 2020-09-10T17:57:04+00:00 José Bento Rosa da Silva bentorosa.ebano@gmaill.com <p>O artigo investiga o protagonismo da mulher negra na religião de matriz africana, -candomblé -, no Recôncavo da Bahia. Através de fontes orais, jornais,iconografias e bibliografia, revisita-se&nbsp; personagens que estão na memória coletiva da população, malgrado toda a perseguição que estas práticas religiosas sofreram ao longo da República por parte do Estado, e ainda nos dias de hoje são as ‘vítimas preferenciais’ da intolerância religiosa.</p> 2020-05-08T20:13:08+00:00 Copyright (c) 2020 Canoa do Tempo https://periodicos.ufam.edu.br/index.php/Canoa_do_Tempo/article/view/6661 Marcadas pela Cor e pela honra: 2020-09-10T18:00:50+00:00 Cleudiza Fernandes Souza cleosouzalh@gmail.com <p><strong>Resumo: </strong>Durante anos, parte da historiografia sobre Minas Gerais reproduziu uma hipótese de ordem eminente e passividade em relação ao processo da abolição, fruto de influências de um projeto político elitista construído sobre a região. Além disso, observando nichos como literatura e Imprensa, percebe-se que haviam ideias pré-concebidas em torno dos sujeitos ex-escravizados, onde a mulher negra, por exemplo, surgia como ser limitado e objetificado aos olhos das elites. O objetivo deste texto então, é expandir a noção de atuação social, contribuindo para estudos recentes sobre a região e para a desmitificação desses estereótipos a partir de dois estudos de casos judiciais envolvendo ex-escravizadas e ocorridos em Oliveira, Minas Gerais, no contexto do imediato pós-emancipação. Veremos que suas potencialidades e experiências de liberdade eram diversas, indo contra as noções impostas pelas camadas abastadas do período.</p> <p>&nbsp;</p> <p><strong>Palavras-chave: </strong>Pós-abolição, gênero, Minas Gerais.</p> 2020-05-08T20:46:12+00:00 Copyright (c) 2020 Canoa do Tempo https://periodicos.ufam.edu.br/index.php/Canoa_do_Tempo/article/view/6106 A experiência missionária da Companhia de Jesus nas Terras do Cabo Norte (Amapá) no século XVII 2020-09-10T18:04:01+00:00 Bruno Rafael Machado Nascimento professorbrunohistoria8@gmail.com <p>Este artigo tem por objetivo compreender os meandros da presença jesuítica nas terras do cabo Norte na segunda metade do século XVII. Enfocam-se as relações com os indígenas e busca-se compreendê-los como protagonistas diante do processo de colonização e catequização, ou seja, valorizou-se as suas táticas de sobrevivência. Caso emblemático analisado foram as mortes de dois missionários ocasionadas por povos indígenas que resistiram à dominação. Percebeu-se que as relações com os ameríndios foram complexas e exigiram negociações entre os envolvidos. O pano de fundo que perpassa toda a pesquisa é a disputa pela posse do território contra os franceses.</p> 2020-05-08T22:56:07+00:00 Copyright (c) 2020 Canoa do Tempo https://periodicos.ufam.edu.br/index.php/Canoa_do_Tempo/article/view/6657 Instituições Disciplinares para a Infância na Manaus Varguista: 2020-09-10T18:12:36+00:00 Alba Barbosa Pessoa alba_pessoa@yahoo.com.br <p>O objetivo deste artigo é refletir sobre algumas das instituições disciplinares que se voltaram para infância na cidade de Manaus dos anos 30 e 40, bem como, sobre o cotidiano vivenciado dentro desses estabelecimentos. Seguindo diretrizes do Governo Federal, tais instituições foram criadas com a finalidade de “regenerar” crianças e jovens considerados delinquentes pelo Código de Menores vigente. Na perspectiva de incutir valores morais e cívicos aos filhos das famílias empobrecidas, meninas e meninos foram encaminhados a reclusão. &nbsp;</p> 2020-05-08T22:57:51+00:00 Copyright (c) 2020 Canoa do Tempo https://periodicos.ufam.edu.br/index.php/Canoa_do_Tempo/article/view/6557 “Mulheres de cor” no centro da luta por liberdade legal em Havana e no Rio de Janeiro 2020-09-10T18:14:08+00:00 KARINE TEIXEIRA DAMASCENO karitd@yahoo.com.br 2020-05-08T23:00:09+00:00 Copyright (c) 2020 Canoa do Tempo https://periodicos.ufam.edu.br/index.php/Canoa_do_Tempo/article/view/7459 Entrevista com a Dra. Juliana Barreto Farias 2020-09-10T18:16:01+00:00 Revista Canoa do Tempo canoadotempo@gmail.com Júlio Cláudio da Silva canoadotempo@gmail.com Cláudia Maria de Farias canoadotempo@gmail.com Fernanda Oliveira da Silva canoadotempo@gmail.com 2020-05-08T23:12:42+00:00 Copyright (c) 2020 Canoa do Tempo