História de Mulheres Negras no pós-abolição

  • Corpo Editorial Canoa do Tempo Universidade Federal do Amazonas (UFAM)
  • Júlio Cláudio da Silva UEA/PPGH - UFAM
  • Cláudia Maria de Farias Universidade Estácio de Sá - RJ
  • Fernanda Oliveira da Silva Universidade Federal do Rio Grande do Sul - RS

Resumo

O dossiê que ora abrimos apresenta diálogos e reflexões sobre gênero e sentidos históricos atribuídos a/por mulheres negras no campo do pós-abolição como um problema histórico, evidentemente seguindo os passos trilhados anteriormente no texto homônimo de autoria de Ana Lugão Rios e Hebe Mattos (2004)[1]. Se naquele momento os balanços e perspectivas incidiam especialmente nas experiências de homens escravizados e seus descendentes, hoje as pesquisas têm se debruçado por vezes até exclusivamente sobre a compreensão das experiências de mulheres negras, enquanto sujeitas que viveram as emancipações e as décadas imediatas à abolição, mas também aquelas que se depararam com os significados de ser negra em décadas posteriores e no tempo presente, pois, ao que os estudos indicam, o pós-abolição ainda alcança nossos dias. Não obstante, chamamos atenção para dois outros pontos. A pluralidade dos espaços geográficos das pesquisas aqui apresentadas, nos permitindo melhor acessar conhecimentos sobre a Amazônia e a região norte de uma forma geral, sem deixar de lado novas pesquisas sobre espaços que já figuravam no cenário, como a região sudeste.

Desejamos a todos e todas uma ótima leitura. 

[1] RIOS, Ana Maria; MATTOS, Hebe Maria. “O pós-abolição como problema histórico: balanços e perspectivas”. TOPOI, v. 5, n. 8, jan.-jun. 2004, pp. 170-198.

Publicado
2020-05-08
Como Citar
Canoa do Tempo, C. E., da Silva, J. C., de Farias, C. M., & Silva, F. O. da. (2020). História de Mulheres Negras no pós-abolição. Canoa Do Tempo, 11(2), 1-5. https://doi.org/10.38047/rct.v11i2.7456