Foi o que dava para fazer na época, né?: memórias de chumbo na modernização da Amazônia
DOI:
https://doi.org/10.38047/rct.v17.FC.2025.dd15.p.1.20Palavras-chave:
Memória; Indigenismo; Movimento Indígena; Amazônia; Ditadura Militar.Resumo
Este artigo tem por objetivo discutir memórias de um missionário na Amazônia no período da Ditadura Militar no Brasil (1964-1985). A proposta justifica-se pela necessidade de reduzir as lacunas existentes para a percepção dos desdobramentos dos planos governamentais ufanistas para o território complexo e ocupado milenarmente por povos indígenas. Como resultados parciais pode-se indicar os intensos conflitos entre os missionários e a Funai e demais instituições governamentais, a importância da organização do movimento indígena por parte dos indigenistas, bem como a amplificação de suas lutas na imprensa nacional e internacional em um momento marcado pela proibição da livre organização, da repressão e da censura.
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