PRECIPITAÇÃO PLUVIOMÉTRICA E A DISTRIBUIÇÃO DE FITOFISIONOMIAS DE CERRADO NA ESCALA LOCAL

  • Cristiano Capellani Quaresma
  • Archimedes Perez Filho
Palavras-chave: Cerrado, Precipitação Pluviométrica, Escala Local

Resumo

Muitos estudos realizados empenharam-se à procura de métodos e teorias que pudessem explicar o porquê das atuais organizações espaciais paisagística do estado de São Paulo/Brasil, principalmente as relativas a fragmentos isolados de diferentes fisionomias de cerrado, que se distribuem de forma esparsa em meio a uma vegetação predominante de floresta tropical. O cerrado recebeu, por um longo período de tempo, o nome de campo seco, uma vez que fora considerado por alguns autores como uma vegetação adaptada às condições de clima seco. No entanto, outros trabalhos contradisseram a noção de que o cerrado fosse uma vegetação de predomínio em áreas de escassez de água, concluindo que esta não se trata de fator limitante a tal tipo de vegetação. Procurando contribuir para com tais estudos, que buscam entender e apontar os elementos ou conjuntos de elementos que respondem pela distribuição das fitofisionomias do cerrado lato sensu, o presente trabalho objetivou verificar a influência do elemento clima, em especial da variável precipitação pluviométrica, na ocorrência e distribuição de tais fitofisionomias. Foram selecionadas duas vertentes no interior da Estação Ecológica de Jataí, localizada no município de Luis Antônio/ SP – Brasil. A partir da realização de fotointerpretação em fotografias aéreas pancromáticas verticais datadas de 1962, da realização de trabalhos de campo e da obtenção e análise de dados pluviométricos de 1960 a 2000, o presente trabalho concluiu que, na escala local, a variável precipitação pluviométrica não apresentou relações com a ocorrência e distribuição das fitofisionomias de cerrado lato sensu identificadas.
Publicado
2012-12-05
Como Citar
Capellani Quaresma, C., & Perez Filho, A. (2012). PRECIPITAÇÃO PLUVIOMÉTRICA E A DISTRIBUIÇÃO DE FITOFISIONOMIAS DE CERRADO NA ESCALA LOCAL. REVISTA GEONORTE, 3(4), 238 - 247. Recuperado de https://periodicos.ufam.edu.br/index.php/revista-geonorte/article/view/1822