DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DA BIODIVERSIDADE DE MACRÓFITAS AQUÁTICAS NOS LAGOS DA REGIÃO NORDESTE DO ESTADO DE RORAIMA

  • Maria das Neves Magalhães Pinheiro
  • Maiene Magalhães Hortêncio
  • Renato Augusto Oliveira Evangelista
Palavras-chave: biodiversidade. lagos. morfologia. morfometria.

Resumo

Na porção nordeste do Estado de Roraima, encontra-se uma extensa área aplainada, coberta por savanas, onde estão situados diversos lagos de formas, profundidades e extensões muito variáveis. A área de estudo foi dividida em A e B para facilitar a pesquisa. As medidas morfométricas foram feitas por meio de trabalhos de campo, isto é, diretamente nos lagos selecionados, durante o período seco (março) e o período chuvoso (julho) cujas coordenadas geográficas foram obtidas utilizando GPS Garmim modelo: GPS map 76 CS. Partindo dessa conjuntura, a presente pesquisa tem por objetivo evidenciar a biodiversidade vegetal presente, a forma de distribuição espacial conforme morfometria e morfologia dos lagos. Os lagos apresentam formas circulares, subcirculares e subretangulares e estão ligados a um ou dois canais de drenagem, apresentam uma grande biodiversidade de macrófitas aquáticas que se distribuem ao longo dos lagos, fisiograficamente atrelados a solos areno-argilosos em relevos suaves-ondulados a ondulados, incidindo também a presença de lateritas na área A. Esses lagos aumentam substancialmente seu volume de água estocada no período chuvoso. A partir de pesquisas realizadas in loco, averiguou-se que quanto menor a profundidade dos lagos, maior é a quantidade de macrófitas aquáticas presentes nesses ambientes. Os lagos de maior profundidade apresentaram um espelho d'água com macrófitas aquáticas presentes em maior quantidade nas margens, independente da morfologia.
Publicado
2012-12-05
Como Citar
Magalhães Pinheiro, M. das N., Magalhães Hortêncio, M., & Oliveira Evangelista, R. A. (2012). DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DA BIODIVERSIDADE DE MACRÓFITAS AQUÁTICAS NOS LAGOS DA REGIÃO NORDESTE DO ESTADO DE RORAIMA. REVISTA GEONORTE, 3(4), 162 - 174. Recuperado de https://periodicos.ufam.edu.br/index.php/revista-geonorte/article/view/1815