Dos encontros nas fronteiras do sertão e da floresta - cenas da travessia em Guimarães Rosa e Milton Hatoum

  • Amilton José Freire de Queiroz Colégio de Aplicação – Universidade Federal do Acre
  • Henrique Silvestre Soares Universidade Federal do Acre
  • Simone de Souza Lima Universidade Federal do Acre

Resumo

O ensaio tem por meta e alvo garimpar as cenas da travessia nos contos A Terceira margem do rio e Uma estrangeira de nossa rua, respectivamente de Guimarães Rosa e Milton Hatoum. Para perambular nessas paisagens, conjugam-se as bússolas teórico-metodológicas de Cornejo Polar, Antonio Candido, Tania Franco Carvalhal, Benjamim Abdala Júnior, Marli Fantini, Ligia Chiappini, Homi Bhabha e Edward Said. Aproveitando as chaves de leitura desses intelectuais, espera-se mapear os laços de solidariedade entre a figuração de personagens que modulam na frequência do pensamento da fronteira, do rizoma, da errância e das redes, suportes da travessia. Passeando na encruzilhada desse rizoma de solidariedade, quer-se, em última instância, projetar um olhar que culmine por flagrar as passagens e os transportes interculturais operados no conto contemporâneo, de tal forma a esmiuçar o jogo da travessia das fronteiras do sertão e da floresta reelaborados e imaginados, ficcionalmente, pelos dois escritores brasileiros.

Palavras-chave: Representação. Errância. Margem. Literatura.

Biografia do Autor

Amilton José Freire de Queiroz, Colégio de Aplicação – Universidade Federal do Acre
GRADUADO em Letras/Vernáculo pela Universidade Federal do Acre (2002/2006). MESTRE EM LETRAS: LINGUAGEM E IDENTIDADE (2007/2009) - UFAC. DOUTORANDO pelo PPG-Letras da UFRGS, na especificidade Literatura Comparada, linha de pesquisa Literatura, História e Imaginário. Como membro do Grupo Amazônico de Estudos da Linguagem - GAEL, participou, em 2008, da Jornada de Estudo na UNESP-Araraquara, através do convênio Procad-Amazônia, junto ao GEADA - Grupo de Análise do Discurso de Araraquara. Durante sete anos, foi professor efetivo de Língua Portuguesa e Literatura na Rede Estadual de Ensino, tendo atuado, de janeiro de 2011 a fevereiro de 2012, como coordenador pedagógico da Escola Clícia Gadelha. Na Universidade Federal do Acre, ministrou as disciplinas Língua Portuguesa I e II, Teoria da Literatura e Introdução aos Estudos Literários. Atualmente, atua como docente da Universidade Federal do Acre, lotado no Colégio de Aplicação (CAp). No âmbito da Secretaria de Educação, trabalhou, de março de 2008 a fevereiro de 2010, na Coordenação de Educação Indígena, inscrito na linha de pesquisa Etnogênese dos Povos Indígenas do Acre (Apolima , Jaminawa Arara e Kontanawa). Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Literatura Comparada, Teoria da Literatura, Literaturas de Língua Portuguesa (brasileira, portuguesa, moçambicana e amazônica) e Estudos Pós-coloniais, pesquisando, principalmente, os seguintes temas: margens, Amazônias, Áfricas, corpos, estrangeiros, diáspora, errância, exílio, nomadismo, desenraizamento, olhar, redes e travessias.
Henrique Silvestre Soares, Universidade Federal do Acre
Doutorado em Estudos Literários, pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2007). Professor adjunto 4 da Universidade Federal do Acre, atuando nos cursos de Letras, Pedagogia, e no mestrado em Letras: Linguagem e Identidade
Simone de Souza Lima, Universidade Federal do Acre

Doutorado em Letras (Teoria Literária e Literatura Comparada) pela Universidade de São Paulo (2001), Mestrado em Letras pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1996). Atualmente é professora  da Universidade Federal do Acre, professor associado II da Universidade Federal do Acre e docente da Universidade Federal do Acre.

Publicado
2015-03-25