GEODIVERSIDADE NA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO TENENTE AMARAL – MT

Geodiversity in the hydrographic basin of the River Tenente Amaral – MT

  • Cleberson Ribeiro de Jesuz Universidade Federal de Mato Grosso
  • Ingrid Regina da Silva Santos Secretaria de Educação do Estado de Mato Grosso
Palavras-chave: Análise integrada; Geografia; Feições geomorfológicas

Resumo

As intervenções das últimas décadas dos agentes sociais na constituição dos aspectos naturais se tornam cada dia mais intenso e danoso para o resguardo dos patrimônios geológicos, isto é, da geodiversidade terrestre. Assim, propõe-se em escala de bacia hidrográfica determinar os principais pontos de geodiversidade de um determinado território no sudeste do estado de Mato Grosso, a bacia do rio Tenente Amaral, utilizando de técnicas de sensoriamento remoto e geoprocessamento foram levantados cerca de 48 possíveis pontos de interesse. Que devido as suas características naturais foram divididas em três momentos, quedas d’água/aproveitamento energético, cachoeiras/ecoturismo e escarpas/afloramentos rochosos. Os principais resultados obtidos ainda que preliminares apontam que os patrimônios analisados necessitam de maiores levantamentos, e práticas de estudos/conhecimentos para determinar ações de resguardo e proteção por serem importantes para a vida social dos habitantes, e com grande apelo a ações de turismo.

Biografia do Autor

Ingrid Regina da Silva Santos, Secretaria de Educação do Estado de Mato Grosso

Doutorado em Geografia

Mestre em Geografia

Licenciada e Bacharel em Geografia

Referências

ALVES, J. E. D. A transição demográfica e a janela de oportunidade. São Paulo, Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial. Disponível em: < https://fernandonogueiracosta.files.wordpress.com/2010/08/transicao_demografica.pdf. 2008 Acesso em: Agosto de 2017.
BENTO, L. C. M.; RODRIGUES, S. C. Geoturismo em unidades de conservação: uma nova tendência ou uma necessidade real? – estado da arte. Revista do Departamento de Geografia – USP, Volume 25 (2013), p. 77-97.
BORBA, A. W. Geodiversidade e geopatrimônio como bases para estratégias de geoconservação: conceitos, abordagens, métodos de avaliação e aplicabilidade no contexto do Estado do Rio Grande do Sul. Revista Pesquisa em Geociências, v.38, nº1; p.3-14, jan/abr. 2011.
BRASIL. DEPARTAMENTO NACIONAL DA PRODUÇÃO MINERAL. PROJETO RADAMBRASIL. Folha SD. 21. Cuiabá. Rio de Janeiro, 1982.
BRASIL. MINISTÉRIO DO TURISMO. Turismo rural: orientações básicas. / Ministério do Turismo, Secretaria Nacional de Políticas de Turismo, Departamento de Estruturação, Articulação e Ordenamento Turístico, Coordenação Geral de Segmentação. – 2.ed – Brasília: Ministério do Turismo, 2010.
BRILHA, J. B. R. Patrimônio geológico e geoconservação – a conservação da natureza na sua vertente geológica. Braga: Palimage, 2005. 190 p.
CAMARGO, L (Org.). Atlas de Mato Grosso: abordagem socioeconômico-ecológica. Cuiabá – MT: Entrelinhas, 2011.
DELPHIM, C.F.M. Patrimônio Cultural e Geoparque. Geol. USP, Publ. espec., São Paulo, v. 5, p. 75-83. 2009.
DREW, D. Processos interativos Homem-Meio Ambiente. (Tradução: João Alves dos Santos. Revisão: Suely Bastos). – São Paulo: DIFEL, 1986.
FONTANA, R. C.;MENEGAT,R.; MIZUSAKI, A. M. P. Geoconservação em grandes cidades e proposição dos itinerários geológicos de Porto Alegre: contribuições metodológicas para valoração integrada de unidades geológicas. São Paulo, UNESP, Geociências, v. 34, n. 4, p.897-918, 2015.
GRAY, J. M. Geodiversity: valuing and conserving abiotic nature, 2nd edn. John Wiley& Sons, Chichester, 2013.
JESUZ, C. R.; CABRAL, I. L. L. A morfodinâmica da Bacia Hidrográfica do Rio Tenente Amaral – MT. Ra’e Ga, Curitiba, v. 38, p321-344, Dez/2016..
LAMBIN, E. F.; GIBBS, H. K.; FERREIRA, L., GRAU, R.; MAYAUX, P.; MEYFROIDT, P.; MORTON, D. C.; RUDEL, T. K.; GASPARRI, I.; MUNGER, J. Estimating the world's potentially available cropland using a bottom-up approach.Global Environmental Change-HumanandPolicyDimensions. 23 (5): 892-901, 2013.
LATRUBESSE, E. M., RODRIGUES, S. C., MAMEDE, L. Sistema de classificação e mapeamento geomorfologicos: Uma nova proposta. Geosul. vol. 14 (17), 682-687. 1998..
LÓPEZ-RICHARD, V.; CHINÁGLIA, C. R. Turismo de Aventura: conceitos e paradigmas fundamentais. Turismo em Análise, v. 15, n. 2, p. 199-215, novembro 2004.
NASCIMENTO, M. A. L.; RUCHKYS, Ú. A.; MANTESSO-NETO,V. (Orgs).Geodiversidade, geoconservação e geoturismo: trinômio importante para a proteção do patrimônio geológico. Ed. UFRN, 2008.
OLIVEIRA, P. C. A.; PEDROSA, A. S.; RODRIGUES, S.C. Uma Abordagem Inicial Sobre os Conceitos de Geodiversidade, Geoconservação e Patrimônio Geomorfológico.R. Ra’e Ga - Curitiba, v.29, p.92-114, dez/2013.
PEREIRA R. G. F. A.; RIOS D. C.; GARCIA P. M. P. Geodiversidade e Patrimônio Geológico: ferramentas para a divulgação e ensino das Geociências. TERRÆ DIDATICA 12-3, 196-208, 2016.
PEREIRA, E. O.; RUCHKYS, U. Quantificação e análise da geodiversidade aplicada ao geoturismo na área de proteção ambiental sul da região metropolitana de Belo Horizonte, Minas Gerais. R. Ra’e Ga – Curitiba, v. 37, p. 207 - 226, Ago/2016.
RUCHKYS, U.A. Patrimônio geológico e geoconservação no Quadrilátero ferrífero, Minas Gerais: potencial para a criação de um Geoparque da Unesco. Instituto de Geociências, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, Tese de Doutorado, 2007, 211p.
SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL (CPRM). Geodiversidade do Brasil: conhecer o passado para entender o presente e prever o futuro. Rio de Janeiro: CPRM, 2008.
SILVA, B. B.; GOMES, H. B.; SILVA, S. T. A. Alterações climáticas decorrentes de mudanças no uso da terra mediante sensoriamento remoto. Mercator (Fortaleza. Online), v. 9, p. 91-106, 2010.
SILVA, J.M.F.; GÂNDARA, J.M.G. Geotecnologia aplicada à conservação, divulgação e uso de atrativos geoturísticos de Prudentópolis (PR). Revista Brasileira de Ecoturismo, São Paulo, v.7, n.2, maio/jul 2014, pp.374-393.
SOUZA, A. S.; LUCENA, M. M. A.; NASCIMENTO, M. A. L. Caracterização da geodiversidade de um sítio arqueológico: potencialidades para o geoturismo e geoconservação. In: SEABRA, G.(Organizador). Terra - paisagens, solos, biodiversidade e os desafios para um bom viver. Ituiutaba: Barlavento, 2016. 1568p.
TARIFA, J. R. Mato Grosso: clima: análise e representação cartográfica. (Série recursos naturais e estudos ambientais). Cuiabá, MT: Entrelinhas, 2011.
VASCONCELOS, T. N. N. Interpretação morfopedológica da Bacia do Rio Tenente Amaral - Jaciara/MT: condição básica para sua caracterização ambiental. Cuiabá, 1998.162 p. Dissertação (Mestrado). Universidade Federal de Mato Grosso, Cuiabá 1998.
WWF- BRASIL. Monitoramento das alterações da cobertura vegetal e uso do Solo na Bacia do Alto Paraguai – Porção Brasileira – Período de Análise: 2012 a 2014 Iniciativa: Instituto SOS Pantanal, WWF- Brasil. Brasília, 2015.
Publicado
2020-07-08
Como Citar
Jesuz, C. R. de, & Santos, I. R. da S. (2020). GEODIVERSIDADE NA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO TENENTE AMARAL – MT: Geodiversity in the hydrographic basin of the River Tenente Amaral – MT. REVISTA GEONORTE, 11(37), 115-131. https://doi.org/10.21170/geonorte.2020.V.11.N.37.115.131
Seção
Artigos