PRÁTICAS DO TURISMO DE BASE COMUNITÁRIA COMO FERRAMENTA DE PRESERVAÇÃO AMBIENTAL

  • C. V. Loureiro
  • A. Gorayeb
Palavras-chave: Litoral, Manguezal, Turismo comunitário

Resumo

Os manguezais, localizados nas áreas estuarinas de zonas tropicais do planeta, apresentam imenso valor ecológico e ambiental e possuem, muitas vezes, estreita relação com a sobrevivência de comunidades tradicionais, porém possuem elevada fragilidade frente às intervenções humanas. Além de serem áreas preferencialmente escolhidas para assentamento humano, os usos distribuídos no litoral como um todo, como a carcinicultura, a produção industrial, o turismo de massa, entre outros, o torna permanentemente ameaçado. Como estratégia para a manutenção de um setor do estuário da Bacia Hidrográfica do Rio Acaraú (BHA), a Comunidade de Curral Velho, localizada no setor oeste do litoral do município de Acaraú, vem desenvolvendo o Turismo de Base Comunitária (TBC). Os princípios apropriados por essa modalidade de turismo propiciam a luta pela propriedade de terra litorânea, onde de forma associativa organizam arranjos produtivos locais, possuindo o controle efetivo das terras e das atividades econômicas associadas à exploração do turismo (CORIOLANO et al., 2009). A Comunidade se vê cercada por atividades que exercem pressão sobre as zonas litorâneas, como a carcinicultura e a instalação de torres eólicas, e tem se apropriado do TBC como mecanismo de fortalecimento de sua autonomia, aproveitando as vocações que cada comunidade possui e utilizando-as de forma compatível com suas limitações. Diante das questões apresentadas, esse estudo, por meio de trabalho de campo de levantamento bibliográfico, traz uma análise dos agentes que exercem impactos sobre a Comunidade em epígrafe e a estratégia de resistência utilizada pela mesma.
Publicado
2016-09-10
Como Citar
Loureiro, C. V., & Gorayeb, A. (2016). PRÁTICAS DO TURISMO DE BASE COMUNITÁRIA COMO FERRAMENTA DE PRESERVAÇÃO AMBIENTAL. REVISTA GEONORTE, 7(26), 220 - 232. Recuperado de https://periodicos.ufam.edu.br/index.php/revista-geonorte/article/view/2769