A alegria como regência do chão afro-brasileiro da Acadêmicos do Salgueiro

  • Vítor Gonçalves Pimenta LEECCC/UFF

Resumo

Neste trabalho, busco pensar o saber corporal do chão afro-brasileiro da escola de samba Acadêmicos do Salgueiro, tratando principalmente de analisar a “alegria” dos/as componentes no dia do desfile. O chão da escola corresponde à comunidade do Salgueiro, ou seja, um grande grupo de corpos, que se subdividem nas diversas alas que compõem a agremiação, responsável pelo assentamento da escola. A comunidade é formada pela ala das baianas, a ala da Velha Guarda, os três casais de mestre-sala e porta-bandeira, a ala dos/as passistas, a ala da bateria, as alas que contam o enredo da escola e, ainda, os componentes das alegorias, a equipe do carro de som, formada por músicos e intérpretes e os diretores de harmonia. Assim, partindo de uma observação participante e dançante, o objetivo é refletir sobre a “alegria” da comunidade como sentimento positivo diante do mundo, ou seja, ela é um recurso para enfrentar a vida.

Publicado
2021-02-21