Levantamento de animais silvestres mantidos em ambiente doméstico no município de Coari/AM

Autores

  • Andreza Moraes Dias Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Campus Coari, Coari – AM
  • Natasha Verdasca Meliciano Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Campus Coari, Coari – AM
  • Olavo Pinhatti Colatreli

Resumo

A presente comunicação científica tem o intuito de fazer um levantamento dos animais silvestres mantidos em ambiente doméstico no município de Coari/AM e sensibilizar os alunos sobre as consequências causadas para o animal e o meio ambiente, resultante da manutenção de animais silvestres como de animais estimação, na forma de pets. A criação de fauna silvestre como animal doméstico se tornou um hábito comum em todo o Brasil, sendo mais evidente em regiões onde o acesso de animais é facilitado, como no estado do Amazonas, pois há uma facilidade para se conseguir animais desse tipo por conta da biodiversidade existente na região amazônica. O levantamento sobre o comportamento e entendimento sobre a fauna silvestre como animais pets foi realizado com alunos de Ensino Médio de uma Escola Estadual do Amazonas, no município de Coari/AM, E.E. Maria Almeida do Nascimento, com a participação de 137 alunos. Os dados coletados foram obtidos através de um questionário com perguntas majoritariamente fechadas e de múltipla escolha, baseado no modelo de Marconi e Lakatos (2002). A partir dos resultados obtidos, no questionário, foi desenvolvida uma palestra sobre animais silvestres e a conscientização de mantê-los na natureza. Após a verificação das respostas foi observado que: 76% (104) dos alunos afirmaram conhecer alguém que possui algum tipo de animal silvestre como pet e 33% (45) dos estudantes responderam que criam esse tipo de animal em sua residência, totalizando em 63 animais silvestres retirados da natureza, sendo de cinco grupos principais: 07 Araras, 05 Cobras, 12 Macacos, 27 Papagaios/Curica/Periquito e 12 Tartarugas/Jabuti. Das pessoas que criam esses animais: 76% responderam que os consideram como se fosse da sua própria família, sendo que 73% são reconhecidamente criados de forma ilegal. Com relação a maneira de criação: 53% dos entrevistados responderam que os animais são mantidos presos de alguma maneira, 24% afirmaram oferecer afeto e carinho e 37% dessas pessoas responderam que fazem a limpeza do ambiente em que o animal vive. Dentre os diversos motivos existentes para criar esse tipo de animal: 37% afirmaram que os tem pela companhia, que o mesmo lhe proporciona. No entanto, mesmo sob cuidados adequados, 20% dos criadores relataram episódios de agressividade por parte do animal. Apesar do hábito disseminado de extração da natureza e criação de animais silvestres em ambientes domésticos, 87% dos criadores/tutores responderam que acreditam que o animal viveria mais feliz se fosse livre na natureza. Diante dos resultados ficou evidente o hábito de retirar animais da natureza e transferi-lo para o meio doméstico, assim como existe certa carência da abordagem desse tema na sala de aula por parte dos professores, havendo, assim, a necessidade em se trabalhar esse tipo de problemática na Educação Ambiental, pois esta questão é importante e pertinente no contexto da região amazônica, onde está contextualizada a Escola estudada, para que comece a haver uma sensibilização por parte dos alunos, futuros adultos cidadãos, rumo às mudanças necessárias perante a realidade em que estão inseridos.

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Publicado

2019-06-27

Como Citar

DIAS, A. M.; MELICIANO, N. V.; COLATRELI, O. P. Levantamento de animais silvestres mantidos em ambiente doméstico no município de Coari/AM. Revista Ensino, Saúde e Biotecnologia da Amazônia, [S. l.], v. 1, n. especial, p. 1, 2019. Disponível em: //periodicos.ufam.edu.br/index.php/resbam/article/view/5613. Acesso em: 5 fev. 2023.

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