Pessoas trans, identidade de gênero, autopertencimento
olhar fenomenológico
##semicolon##
Transfobia##common.commaListSeparator## enfrentamento##common.commaListSeparator## superação##common.commaListSeparator## LGBTQIAPN ##common.commaListSeparator## método fenomenológico##common.commaListSeparator## psicologia fenomenológico-existencial要旨
Pessoas transgênero sofrem constantes violências, sendo estigmatizadas e marginalizadas da sociedade por subverterem os padrões de papéis de gênero. Os mais variados tipos de violência são impetrados, contudo, a discussão permanece à margem, literalmente periférica, principalmente na esfera das políticas públicas. Entretanto, elas conseguem ir além do fato e redimensionam seu olhar sobre si mesmas e sobre a vida. Desse modo, a presente pesquisa mostra-se relevante nessa temática devida exiguidade de referencial teórico e a lacuna de conhecimento no cenário da região norte do Brasil. Portanto, este projeto objetivou compreender a percepção de pessoas transgênero acerca de sua historicidade e seus modos de enfrentamento e superação. A pesquisa tem caráter qualitativo, descritivo e exploratório e utilizou os parâmetros do método fenomenológico da pesquisa em psicologia. A obtenção dos dados foi realizada através da entrevista fenomenológica áudio gravada. A entrevista partiu de questão norteadora e apresentou desdobramentos onde foram identificados sentidos e significados dos discursos. Foram considerados participantes 3 pessoas transgênero e a análise dos dados ampara-se no referencial teórico do filósofo alemão Martin Heidegger. Foram elaboradas 5 categorias de análise: 1. Ser reconhecido como quem eu realmente sou; 2. O medo da violência: a violência por meio das palavras e indagações ;3. O atendimento psicológico como apoio; 4. A importância da rede de apoio; 5. Meu conselho: seja você mesmo apesar de tudo. Conclui-se que o enfrentamento e superação de situações transfóbicas, preconceituosas e discriminatórias possibilita que as pessoas possam ir além de sua orientação sexual e identidade de gênero e se percebam como seres de possibilidade, inclusive com a capacidade de contribuir para que o outro que está em sofrimento, possa enfrentar e seguir adiante. Da impossibilidade se fez possibilidade.