OS RESÍDUOS MEDIEVAIS DO CORPO GROTESCO EM DONA FLOR E SEUS DOIS MARIDOS, DE JORGE AMADO

  • Iêda Carvalhêdo Barbosa Universidade Federal do Ceará/Instituto Federal do Ceará
  • Elizabeth Dias Martins Universidade Federal do Ceará

Resumo

Busca-se, no presente trabalho, analisar o corpo grotesco no romance de Jorge Amado, Dona Flor e seus dois maridos, no que respeita à liberdade da mulher no trato com seu corpo e na relação estabelecida entre comida e sexo na narrativa. No desejo de compreender como a mentalidade medieval acerca dessa  temática  manifesta-se  ativamente nessa  obra,  nos baseamos em  Baktin (2010) e na Teoria da Residualidade Literária e Cultural, proposta teórico-investigativa sistematizada por Roberto Pontes. Esta pode ser resumida no seguinte: na cultura e na literatura nada é original, tudo é residual; e faz uso dos seguintes conceitos operativos: resíduo, cristalização, mentalidade e hibridação cultural.     

Biografia do Autor

Iêda Carvalhêdo Barbosa, Universidade Federal do Ceará/Instituto Federal do Ceará

Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal do Ceará; Mestra em Linguística pela mesma Universidade; Especialista em Escrita Literária pela Universidade Farias Brito; professora efetiva do Instituto Federal do Ceará; membro pesquisador do Grupo de Estudos de Residualidade Literária e Cultural (GERLIC-UFC), grupo cadastrado no diretório de pesquisa do CNPq e orientado pela Dra. Elizabeth Dias Martins (UFC) e pelo Dr. Roberto Pontes (UFC).

Elizabeth Dias Martins, Universidade Federal do Ceará

Professora Dra. do Departamento de Literatura da UFC e do Programa de Pós-Graduação da mesma universidade; coordenadora e idealizadora do GERLIC em parceria com o Professor Dr Roberto Pontes também da UFC; coordenadora do Projeto de extensão Grupo Verso de Boca e da Jornada de Residualidade Literária e Cultural (JORLIC), evento que acontece a cada dois anos e que já teve sua 9ª edição em 2019.

Publicado
2020-05-14
Seção
ARTIGOS

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