Política de Uso de Inteligência Articial Generativa (IA)
A Revista Decifrar reconhece que o avanço tecnológico proporcionou aos estudos científicos ferramentas significativas, como programas, softwares e sistemas capazes de apoiar o desenvolvimento da pesquisa. Nesse contexto, a Inteligência Artificial Generativa (IA) desponta como um recurso relevante para otimizar atividades humanas, por sua capacidade de simular processos cognitivos e executar tarefas de maneira similar à atuação das pessoas: “são potencialmente capazes de imitar ou mesmo exceder as habilidades cognitivas humanas, incluindo detecção, interação linguística, raciocínio e análise, resolução de problemas e até criatividade”. Comissão Mundial da UNESCO sobre a Ética do Conhecimento Científico e Tecnológico (2019). Estudo preliminar sobre a ética da inteligência artificial. Disponível em: https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000367823
Contudo, determinados desafios decorrentes do uso dessa tecnologia suscitam reflexões e debates éticos no âmbito científico, impactando, em diversos cenários, a credibilidade pública na ciência e em seus resultados.
Esta política define as normas para o uso da Inteligência Artificial Generativa na redação, avaliação e revisão de textos acadêmicos submetidos à Revista Decifrar, com o objetivo de assegurar a integridade acadêmica, bem como promover a transparência e a responsabilidade entre autores e leitores cadastrados neste periódico.
Os autores da Revista Decifrar podem usar ferramentas de Inteligência Artificial Generativa, como assistentes de escrita, tradutores automáticos, suporte à formatação, edição de imagens, tais como [Large Language Models (LLM)], como ChatGPT ou DeepSeek, e/ou a ferramentas especializadas como, por exemplo: geradores de imagens, softwares de análise estatística, desde que informem esse uso como suporte de forma clara:
- No item metodologia do trabalho, quando usada no processo de construção dos resultados;
- Em nota de rodapé, quando usada na normatização, revisão, formatação, tradução e edição de gráficos e imagens;
- O(s) autor(es) e somete o(s) autores(es) são responsáveis pela integridade dos dados gerados mesmo que seja pelo apoio de IA. Casos de distorções, invenções e manipulações de dados serão tratados como má conduta.
- De preferência em uma declaração de uso responsável inserida imediatamente antes das referências. Nela, os autores devem especificar a ferramenta utilizada, o motivo e a forma de aplicação, evidenciando cada etapa da pesquisa que teve o uso de IA.
Exemplo de declaração proposta por (Sampaio; Sabbatini; Limongi, 2024):
“Durante a preparação deste trabalho, o(s) autor(es) utilizou(aram) [nome da ferramenta/modelo ou serviço] versão [número e/ou data] para [justificar o motivo]. Após o uso desta ferramenta/modelo/ serviço, o(s) autor(es) revisou(aram) e editou(aram) o conteúdo em conformidade com o método científico e assume(m) total responsabilidade pelo conteúdo da publicação.”
É expressamente proibido utilizar IA para geração de conteúdo científico, incluindo hipóteses, análises e conclusões, já que a inteligência artificial não pode responder pela autoria e coautoria do texto. Reforça-se que os artigos submetidos à revista devem ser originais e inéditos.
Para mais informações acerca do uso responsável de IA recomenda-se fortemente a leitura do livro Diretrizes para o uso ético e responsável da Inteligência Artificial Generativa: um guia prático para pesquisadores, escrito por Rafael Cardoso Sampaio Marcelo Sabbatini Ricardo Limongi, publicado pela Intercom.
Essa política estará em contante atualização





