RESÍDUOS LUSITANOS NA POESIA DE RAQUEL NAVEIRA

  • Mary Nascimento Universidade Federal do Ceará
  • Elizabeth Dias Martins Universidade Federal do Ceará
  • Roberto Pontes Universidade Federal do Ceará

Resumo

Na produção literária da poeta sul-mato-grossense Raquel Naveira é possível identificar diferentes marcas da cultura portuguesa, sobretudo nos textos poéticos. Os traços observados são resíduos de tempos e espaços portugueses que marcaram o estilo da autora, contribuindo para que a hibridação cultural ocupasse grande parte de sua obra. A partir dos parâmetros norteadores da teoria da residualidade (PONTES, 1999), este artigo pretende ilustrar as características comprovadoras do entrecruzamento cultural mencionado. Assim, as discussões realizadas por Peter Burke (2006) e por Zilá Bernd (2004) acerca do tema são imprescindíveis ao presente estudo. Compreende-se, a partir da leitura dos textos naveirianos, a proximidade existente entre a autora e a tradição lusitana. Essa relação une indivíduo e cultura de tal modo que é possível notar um processo endocultural que construiu, e ainda constrói, a identidade da poeta.

PALAVRAS-CHAVE: Cultura portuguesa; Hibridismo cultural; Residualidade;

Biografia do Autor

Mary Nascimento, Universidade Federal do Ceará

Doutora em Letras pela Universidade Federal do Ceará com área de concentração em Literatura Comparada. Mestre em Letras pela mesma universidade. Graduada em Letras com habilitação em Português e Literatura também pela Universidade Federal do Ceará. Integrante do Grupo de Estudos de Residualidade Literária e Cultural (GERLIC - UFC).

Elizabeth Dias Martins, Universidade Federal do Ceará

Possui graduação em Letras pela Universidade Federal do Ceará (1986), mestrado em Letras pela Universidade Federal do Ceará (1995) e doutorado em Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC/Rio) (2000). Atualmente é professora associada do Departamento de Literatura da Universidade Federal do Ceará, com atuação, desde 2002, no Programa de pós-Graduação em Letras/Literatura. É membro GT de Estudos Medievais da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Letras e Linguística - ANPOLL, pesquisadora do Grupo de Estudos de Residualidade Literária e Cultural - GERLIC e sócia-pesquisadora da Associação Brasileira de Estudos Medievais - ABREM e da Associação Brasileira de Professores de Literatura Portuguesa - ABRAPLIP. Foi chefe do Departamento de Literatura (2004-2008). Foi Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Letras/Literatura Comparada da UFC (10/2010 - 05/2012). Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Literatura Portuguesa e Literatura Popular, atuando principalmente nos seguintes temas: Residualidade, Mentalidade, Medievalismo e Hibridação cultural.

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Roberto Pontes, Universidade Federal do Ceará

Poeta, crítico, ensaísta, tradutor. Professor na graduação e no Programa de Pós-Graduação, de Literatura Brasileira, Literatura Portuguesa e Literaturas Africanas de Língua Portuguesa da Universidade Federal do Ceará. Participante do grupo pioneiro dos estudos destas últimas, no Brasil. Introdutor do estudo das Literaturas Africanas, disciplina de caráter obrigatório, no currículo do Curso de Letras da UFC, tendo sido seu primeiro professor. É o criador do neologismo afrobrasiluso, para designar uma nova espécie de literatura de língua portuguesa. É membro da Cátedra UNESCO, da United Nations University - UNU, conveniada com a FACED/UFC. Sistematizador da Teoria da Residualidade, que já forneceu fundamentos teóricos para 32 dissertações de mestrado e 5 teses de doutorado tanto no Brasil quanto no exterior. Coordenador do Grupo de Estudos de Residualidade Literária e Cultural, que integra o Diretório de Pesquisas do CNPq. Outra contribuição teórica sua é a Teoria da Poesia Insubmissa. Integrou o Grupo SIN de Literatura que em 1968 imprimiu novo rumo às letras do Ceará. De 1995 a 1998 foi orientador das Oficinas de Poesia da Biblioteca Nacional (RJ). É mestre em Literatura Brasileira (UFC) e Doutor em Literatura Portuguesa (PUC-Rio). Membro efetivo do PEN Clube do Brasil (RJ) e representante do Brasil na Mesa Diretiva da Junta Mundial de Poesia em Defesa da Humanidade, sediada no Caribe. Sua atuação crítica e ensaística está em revistas e jornais brasileiros como Encontros com a Civilização Brasileira, Vozes, Poesia Sempre, Jornal de Letras, Tempo Brasileiro, Jornal de Letras, Suplemento Literário Minas Gerais, Poiésis, e inúmeras revistas acadêmicas. Em 2002 representou o Brasil no Primeiro Festival de Poesia de El Salvador, e em 2007, no XII Festival Internacional de Poesia de Havana-Cuba. Tem publicados 11 livros de poemas e 2 de ensaios.

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Publicado
2020-05-14
Seção
ARTIGOS