RESÍDUOS MÍTICOS E O AMOR-PAIXÃO EM TRISTÃO E ISOLDA

  • Aline Leitão Moreira Universidade Federal do Ceará/SEDUC
  • Elizabeth Dias Martins Universidade Federal do Ceará

Resumo

O presente artigo tem como base O Romance de Tristão e Isolda, de Joseph Bédier. A obra foi publicada em 1900, contudo retoma versões do medievo. Objetiva-se demonstrar que, deste modo, o autor reconstitui residualmente as versões anteriores, já que o faz a partir de elementos histórico-culturais. A Teoria da Residualidade foi cunhada e sistematiza por Roberto Pontes com base em conceitos formulados pela École des Annales, Raymond Williams, Peter Burke, James D. Dana, entre outros. Tal teoria diz respeito a elementos do passado retomados no presente. Ademais, busca-se aqui, vislumbrar um olhar sobre o amor-paixão mítico que permeia as personagens, já que tal sentimento funciona como elemento residual em toda a narrativa.

Biografia do Autor

Aline Leitão Moreira, Universidade Federal do Ceará/SEDUC

Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal do Ceará; Mestra em Letras pela mesma Universidade; Especialista n’O Ensino de Literatura pela Universidade Estadual do Ceará; professora efetiva da Educação Básica da Secretaria de Educação do Estado do Ceará; membro pesquisador do Grupo de Estudos de Residualidade Literária e Cultural (GERLIC-UFC), grupo cadastrado no diretório de pesquisa do CNPq e orientado pela Dra. Elizabeth Dias Martins (UFC) e pelo Dr. Roberto Pontes (UFC); Editora da Revista Entrelaces da UFC.

Elizabeth Dias Martins, Universidade Federal do Ceará

Professora Dra do Departamento de Literatura da UFC e do Programa de Pós-Graduação da mesma universidade; Coordenadora e idealizadora do GERLIC em parcecria com o Professor Dr Roberto Pontes também da UFC; também do Projeto de extensão Grupo Verso de Boca e da Jornada de Residualidade Literária e Cultural (JORLIC), evento que acontece a cada dois anos e que já teve sua 9ª edição em 2019.

Publicado
2020-05-14
Seção
ARTIGOS