Discutindo sociedade civil, identidade, participação e movimentos sociais organizados através de um fenômeno cultural na Amazônia brasileira

  • Mauricio Brilhante de Mendonça Universidade Federal do Amazonas - UFAM
Palavras-chave: Festival Folclórico de Parintins

Resumo

Este artigo aborda o caso da cidade de Parintins que em virtude de suas tradições folclóricas tornou-se nas últimas décadas não só uma atração turística, mas um caso diferente. O objetivo do artigo, portanto, é investigar as diversas formas de organização da sociedade civil envolvidas no planejamento e realização do Festival Folclórico de Parintins. Assim como relacionar a atuação destas com as Teorias da Organização e as Teorias Sociais no que tange às formas de organização da Sociedade Civil; e avaliar a preocupação destas instituições e pessoas que fazem o festival com a identidade indígena, cabocla, amazônida e parintinense. A metodologia usada foi a realização de entrevistas abertas de caráter qualitativo com dirigentes e ex-dirigentes das organizações identificadas e com pessoas que no decorrer do processo de pesquisa foram identificadas como detentoras de conhecimento e informações importantes para a solução do problema e análise de documentos. Espera-se que do processo de investigação seja possível obter 4 artigos a serem submetidos em revistas e/ou congressos no campo da Administração e das Ciências Sociais. Talvez sem perceber, o povo parintinense organizado em torno de sua festa folclórica influencia sobremaneira o poder público, o planejamento, o orçamento público e a execução das políticas públicas. E, ao mesmo tempo, deixa claro para aqueles que visitam a cidade ou que vão ao festival folclórico a certeza de que são um povo de costumes e cultura diferentes.

Referências

Abong. (12 de Janeiro de 2012). Associação Brasileira de ONGs. Fonte: Associação Brasileira de ONGs: https://abong.org.br/

Andrade, O. (2002). Arte e cultura regional. Somanlu: revista de estudos amazônicos, 2(2), 185-212. doi:https://doi.org/10.17563/somanlu.v2i2.270

Araujo , N. Y. (1985). "O milagre dos manauaras": Zona Franca de Manaus: (uma análise do processo de industrialização implantado em Manaus e da universidade como formadora da mão-de-obra especializada). Dissertação de Mestrado em Educação. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas. Fonte: http://hdl.handle.net/10438/9339

Associação Cultural Boi-Bumbá Caprichoso. (2012). Boi Caprichoso. Fonte: Boi Caprichoso: http://boicaprichoso.com/

Azevedo, L. E. (2002). Uma viagem ao boi-bumbá de Parintins: do turismo ao marketing cultural. SOMANLU. Revista de Estudos Amazônicos, 2(2), 59-76. doi:10.17563/somanlu.v2i2.261

Braga, S. I. (2002). O boi é bom para pensar: estrutura e história nos bois-bumbás de Parintins. Somanlu: Revista de Estudos Amazônicos, 2(2), 13-26. doi:https://doi.org/10.17563/somanlu.v2i2.257

Brito, L. M., Ribeiro, E. M., & Souza, T. d. (2010). Bois-bumbás de Parintins: síntese metafórica da realidade? Revista de Administração Pública, 44(1), 7-30. doi:10.1590/S0034-76122010000100002

Della Porta, D., & Diani, M. (2006). Collective action and identity. Em D. Della Porta, & M. Diani, Social Movements An Introduction (2 ed., pp. 89-113). Malden, MA: Blackwell Publishing.

Gohn, M. d. (1997). Teorias dos movimentos sociais: paradigmas clássicos e contemporâneos. São Paulo: Edições Loyola.

Gohn, M. d. (2007). Teorias dos movimentos sociais: paradigmas clássicos e contemporâneos (6 ed.). São Paulo: Edições Loyola.

Hannigan, J. A. (1985). Alain Touraine, Manuel Castells and social movement theory: A critical appraisal. Sociological Quarterly, 26(4), 435-454. doi:10.1111/j.1533-8525.1985.tb00237.x

Ianni, O. (2001). A era do Globalismo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.

IBGE. (2011). Sinopse do censo demográfico: 2010. Rio de Janeiro: Instituto Brasileiro de Geografi a e Estatística - IBGE. Acesso em 05 de julho de 2020, disponível em Censo Demográfico: https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/saude/9662-censo-demografico-2010.html?=&t=o-que-e

IBGE. (2012). PNAD 2012: Pesquisa nacional por amostra de domicílios. Rio de Janeiro: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE. Fonte: https://biblioteca.ibge.gov.br/biblioteca-catalogo.html?id=52969&view=detalhes

O Jornal da Ilha. (2009). O Jornal da Ilha de Parintins para o mundo ver. Fonte: O Jornal da Ilha de Parintins para o mundo ver: https://ojornaldailha.com/

Pinto, R. F. (2005). As representações científicas da Amazônia: o lugar das etnociências. Em M. d. Freitas, Amazônia: a natureza dos problemas e os problemas da natureza (pp. 169-193). Manaus: Universidade Federal do Amazonas.

PNUD. (2012). Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento . Fonte: Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento : https://www.br.undp.org/

SECRETARIA DE ESTADO DE CULTURA DO AMAZONAS. (2012). Secretaria de Estado de Cultura do Amazonas. Fonte: Secretaria de Estado de Cultura do Amazonas: https://cultura.am.gov.br/portal/secretaria-de-estado-de-cultura-do-amazonas-sec/

Souza, M. (2010). A expressão Amazonense – do Colonialismo ao neocolonialismo (3 ed.). Manaus: Valer.

TRE-AM. (2012). Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas. Fonte: Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas: http://www.tre-am.jus.br/

Publicado
2020-09-23
Como Citar
Mendonça, M. B. de. (2020). Discutindo sociedade civil, identidade, participação e movimentos sociais organizados através de um fenômeno cultural na Amazônia brasileira. UFAM Business Review - UFAMBR, 2(3), 79-102. https://doi.org/10.47357/ufambr.v2i3.6534
Seção
Artigos