“Eles são cristãos como nós”. O ser e o viver em comunidade na Serrinha

Authors

  • Camila Corrêa Félix Universidade Federal do Rio de Janeiro

DOI:

https://doi.org/10.29327/233099.11.2-7

Keywords:

comunidade, doença, sangue, Amazônia

Abstract

Durante os meses de trabalho de campo meu olhar esteve voltado para a existência de um mundo encantado no fundo das águas e para a forma pela qual a Serrinha, comunidade ribeirinha da Amazônia paraense, teoriza essa existência. Procurei investigar como o encante funda diversos âmbitos na vida da comunidade como a questão do sangue menstrual, aos elementos que fazem parte de um mundo em constante relação com as forças naturais e espirituais e que revelam práticas que suscitam uma conceituação da natureza não separada a priori da cultura. O material etnográfico em questão pretendeu “costurar” para o leitor as narrativas de alguns pontos de vista encontrados em campo.

Downloads

Download data is not yet available.

Author Biography

Camila Corrêa Félix, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Mestranda do Programa de Pós-graduação em Sociologia e Antropologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

References

ALVES, P. C.; SOUZA, M. C. Saúde e doença: Um Olhar Antropológico. Rio de Janeiro: Souza Minayo, 1994.BELAUNDE, Luísa Elvira. Viviendo Bien: Genero y fertilidad entre los Airo-Pai de la Amazonia peruana. Lima: Caaap, 2001.__________. El Recuerdo de Luna, género, sangre y memoria entre los pueblos amazonicos. Lima: Fondo Editorial de la Faculdad de Ciencias Sociales, 2001.__________. A força do pensamento, o fedor do sangue. Hematologia e gênero na Amazônia. Revista de Antropología, vol. 49, n.º 1, São Paulo, 2006.CLASTRES, Pierre. O Arco e o Cesto. In: A Sociedade contra o Estado. Rio de Janeiro: Editora Livraria Francisco Alves, 1990.__________. Crônica dos índios guayaki: o que sabem os aché, caçadores nômades do Paraguai. Rio de Janeiro: Editora 34, 1995.CONKLIN, B. Women’s Blood, Warriors’ Blood, and the Conquest of Vitality in Amazonia. In:Gender in Amazonia and Malanesia. An exploration of the comparative method. Edited by Gregor, T. A. University of California Press, 2001.CROCKER, C. Bororo cosmolog y, natural symbolism, and shamanism. University of Arizona Press, 1985. DOUGLAS, M. Pureza e perigo. Ensaio sobre as noções de poluição e tabu. Lisboa: Edições 70, 1966.DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Felix. Mil Platôs: Capitalismo e esquizofrenia. Vol 4. São Paulo: Ed. 54, 1995.LATOUR, B. Jamais Fomos Modernos. Rio de Janeiro: Editora 34, 1994.LÉVI-STRAUS, C. Antropologia Estrutural Dois. O Feiticeiro e a sua Magia. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1975.LIMA, T. S. O Dois e seu múltiplo: Reflexões sobre o Perspectivismo em uma Cosmologia Tupi. Revista Mana, número 2(2):21-47, 1996.MELATTI, J. C. Nominadores e genitores: um aspecto do dualismo Krakó. In: SCHADEN, Egon. Leituras de Etnologia Brasileira. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1976, p. 139 a 148.VIVEIROS DE CASTRO, E. Os pronomes cosmológicos e o Perspectivismo Ameríndio. Revista Mana: Estudos de Antropologia Social, número 2(2):115-144, 1996.__________. A imanência do inimigo. In: A inconstância da alma selvagem. São Paulo: Cosac & Naify, 1996.__________. O Nativo Relativo. Revista Mana: Estudos de Antropologia Social. 8(1):113 -14 8 , 2 0 02 .__________. O possível nativo: o outro sentido. Publicado em wikia amazone, 2005.

Published

2026-01-25

How to Cite

FÉLIX, C. C. “Eles são cristãos como nós”. O ser e o viver em comunidade na Serrinha. Somanlu: Journal of Amazonian Studies, Manaus, v. 11, n. 2, p. p. 127–140, 2026. DOI: 10.29327/233099.11.2-7. Disponível em: //periodicos.ufam.edu.br/index.php/somanlu/article/view/526. Acesso em: 6 feb. 2026.

Issue

Section

Articles