O cotidiano de uma unidade de terapia intensiva sob a ótica de um estudante de enfermagem

Autores

  • Carlos Eduardo Bezerra Monteiro Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Campus Coari, Coari – AM
  • Francisca Moreira Dants Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Campus Coari, Coari – AM
  • Priscilla Mendes Cordeiro Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Campus Coari, Coari – AM

Resumo

Introdução: A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) é o local onde é realizado o cuidado intensivo a pacientes em estado crítico, que necessitam de cuidados individualizados e monitorização constante, exigindo, assim, uma equipe multidisciplinar especializada e tecnologia adequada para a manutenção da vida. Diante disso, o trabalho aborda um relato de experiência construído em virtude da vivência em uma UTI. Objetivo: Relatar a vivência na prática de campo da disciplina Enfermagem na Atenção Integral ao Paciente na Alta Complexidade realizada em uma UTI na cidade de Manaus-AM. Método: Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, desenvolvido através da prática de campo da disciplina Enfermagem na Atenção Integral ao Paciente na Alta Complexidade, com a carga horária de 30 horas, ocorrido em uma UTI do Hospital Universitário Getúlio Vargas, localizado na cidade de Manaus-AM. A prática aconteceu com os estudantes de enfermagem do 9º período do Instituto de Saúde e Biotecnologia da Universidade Federal do Amazonas nos dias 22 e 25 de Agosto de 2017, sob a supervisão de uma preceptora Enfermeira. Os acadêmicos estiveram desenvolvendo algumas atividades, como: identificando a estrutura do Centro de Terapia Intensiva (CTI), equipamentos e materiais utilizados, transporte do paciente para exames ou transferências, gestão na UTI, segurança do paciente, assistência de enfermagem ao paciente, monitorização e controles, parâmetros avaliados, medidas para prevenir lesão por pressão, principais comorbidades, principais terapias e os principais diagnóstico de enfermagem encontrados, conforme o quadro clínico. Resultados: Neste período foi reconhecido o papel do enfermeiro em campo de terapia intensiva, onde o enfermeiro deve ter um conhecimento vasto que vai desde sua principal função que é a implementação da Sistematização da Assistência de Enfermagem, diante disso visar a segurança do paciente até o funcionamento e adequação de aparelhos, entremeando o campo de gerenciamento do trabalho em equipe multidisciplinar, atividades estas que integram a rotina de um enfermeiro desta unidade e deve ser por ele dominado. Além disso, foi possível conhecer a realidade de um CTI, compreendendo a dinâmica de funcionamento da respectiva unidade e entendendo a complexidade da atuação do enfermeiro e de sua equipe na assistência ao cliente, tendo em vista que, o município de Coari não dispõe de uma UTI adulta. Tornando assim, uma experiência única e essencial na formação do acadêmico de Enfermagem. Conclusão: Nessa vivência foi possível unir a teoria com a prática no que se refere à importância do cuidado integral aos pacientes que se encontram ali devido ao alto potencial de gravidade, bem como a assistência humanizada tratando e cuidando não somente a enfermidade, mas o paciente como um todo. Por isso, reconhecemos a importância da vivência em UTI, pois foi possível fazer reflexões acerca da nossa prática no campo e conseguimos externar a contribuição para nosso aprendizado, pautado em conhecimentos previamente discutidos e socializados em aulas teóricas da graduação. Acredita-se que esta vivência é primordial e extremamente válida para a consolidação dos conhecimentos necessários para um bom desempenho e, portanto, para formação profissional, juntamente com uma boa base teórica.

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Publicado

2019-06-27

Como Citar

MONTEIRO, C. E. B.; DANTS, F. M.; CORDEIRO, P. M. O cotidiano de uma unidade de terapia intensiva sob a ótica de um estudante de enfermagem. Revista Ensino, Saúde e Biotecnologia da Amazônia, [S. l.], v. 1, n. especial, p. 1, 2019. Disponível em: //periodicos.ufam.edu.br/index.php/resbam/article/view/5679. Acesso em: 5 fev. 2023.

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