ENSINO DA HISTÓRIA E CULTURA INDÍGENAS: INCLUSÃO CONTRA O PRECONCEITO.

  • Paulo Marreiro dos Santos Júnior

Resumo

Este artigo foi fruto da pesquisa apresentada na 13ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, no IFAM Campus Presidente Figueiredo, intitulada VII Ciência na Serra, através do PIBIC JR, Edital N° 001/2015. Esta pesquisa avaliou a implementação da Lei n° 11.645/2008, que versa sobre a obrigatoriedade de estudo da História e culturas indígenas, sendo alvos da pesquisa o IFAM Campus Presidente Figueiredo e outras escolas locais. Docentes, discentes e pedagogos foram os segmentos investigados. Foi feita uma análise comparativa entre instituições de ensino locais. Contudo, para fins deste artigo, foram selecionadas apenas os dados referentes ao IFAM. Questionou-se também se havia preconceito e discriminação étnica contra alunos com características fisionômicas indígenas, rotulados coloquialmente como “cabocos”. Foram avaliadas as consequências pedagógicas e no cotidiano da sociabilidade escolar com a implementação da Lei n° 11.645/2008. Indagou-se as razões históricas para a criação e aplicação da Lei nº 11.645, ou seja, a origem da marginalização, preconceito, discriminação que foram projetadas sobre alunos de caracteres indígenas. Através de aparatos metodológicos, como a Pesquisa Exploratória, o problema do preconceito tornou-se mais explícito, construindo hipóteses. Mediante levantamento bibliográfico, entrevistas aos segmentos docentes, discentes e pedagogos, construiu-se Estudos de Caso sobre alunos alvos do preconceito étnico. Foram feitas as qualificações de dados quantitativos, resultados de pesquisa de cunho explicativa. O artigo é relevante pela sua proposta de respeito às diferenças, diminuição de preconceitos, amadurecimento dos princípios democráticos e anseio por um país mais justo e menos desigual étnica e socialmente. Outra importância é questionar e minorar a desqualificação decorrente do fenótipo ético-sociais no cotidiano escolar, possibilitando abordar outros ambientes de dimensões sociais. Como resultados da pesquisa, foram percebidas mudanças de comportamento no universo escolar e social do IFAM, Campus Presidente Figueiredo, com a implementação da pesquisa, com resultados satisfatórios contra o preconceito e marginalização de alunos com características indígenas, ou “cabocas”. A exposição dessa problemática em outros universos acadêmicos e sociais é de máxima importância para trazer à luz a realidade da discriminação étnica que ainda é vivenciada no Brasil. As Instituições de Ensino são fundamentais para o empreendimento da tolerância e do respeito às diferenças.

Publicado
2020-06-29