CAPRICHOSO, O BOI DE NEGRO: DOS TERREIROS DE AXÉ, NOSSO BRADO DE FÉ!

  • Ericky da Silva Nakanome Universidade Federal do Amazonas (UFAM)
  • Adan Renê Pereira da Silva Universidade Federal do Amazonas (UFAM)

Resumo

Pensando no que muitos acreditam (não) poder ser dito sobre a Amazônia dentro do universo dos bois de Parintins, o texto objetiva debater, com base nas discussões sobre representações religiosas e/ou das fés do espetáculo do Caprichoso 2019 – “Um canto de esperança para a mátria brasilis”, os sentidos atribuídos ao campo africano e afro-indígena. Para tanto, a metodologia empreendida foi a de revisão bibliográfica crítica diante dos comentários esboçados por torcedores e “críticos” da apresentação, apreendidas nas redes sociais, blogs e outros meios de comunicação, além de análise das apresentações do Boi-Bumbá Caprichoso e de documentos do bumbá, em um recuo histórico. Os dados possibilitam mostrar o quanto estas discussões estão presas a estereótipos e preconceitos sobre o que seria essa ampla e complexa Amazônia, em relação com tudo aquilo que a compõe. Pode-se concluir pela necessidade do debate sobre o assunto, urgente e necessário, vendo-se na história do boi-bumbá Caprichoso que o tema não é novo para o bumbá, estando-se, na verdade, diante de um cenário marcado pelo avanço de ideias conservadoras e que confundem a Amazônia com algo estanque e idealizado.

Palavras-chave: Festival Folclórico de Parintins; Arte; Boi Caprichoso; Religiões; Africanidades; Afro-indigenismo.

Biografia do Autor

Ericky da Silva Nakanome, Universidade Federal do Amazonas (UFAM)

Mestre em Artes Visuais pela Universidade Federal da Bahia. Docente do Curso de Artes Plásticas da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), campus ICSEZ, Parintins e Presidente do Conselho de Artes do Boi-Bumbá Caprichoso.

Adan Renê Pereira da Silva , Universidade Federal do Amazonas (UFAM)

Doutor em Educação e Mestre em Psicologia pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM).

Publicado
2021-07-01