NOMOFOBIA, ADOLESCÊNCIA E DISTANCIAMENTO SOCIAL

  • Marcos Venicius Esper Universidade do Estado de São Paulo - USP

Resumo

O uso problemático e excessivo das tecnologias pode ter efeitos negativos na vida das pessoas, havendo a possibilidade de desencadear a Nomofobia, conceituada como uma fobia causada pelo desconforto ou angústia resultante da incapacidade de acesso à comunicação, através de aparelhos celulares, tablets ou computadores. Pesquisa realizada no Brasil com adolescentes afirma que 86% estão conectados, o que corresponde a 24,3 milhões de usuários da rede de internet, com a variação entre 94 e 95% nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste e 75% nas regiões Norte e Nordeste. O artigo objetiva trazer possíveis reflexões e apresentar contribuições da educação e psicopedagogia, como mediadoras entre possíveis sintomas da Nomofobia e o Distanciamento Social na adolescência. O momento de confinamento e distanciamento social pode ser propenso à ansiedade, às preocupações, tédio, sobre restrições quanto às modalidades de diversão, e tais elementos podem desencadear um aumento na dependência de celulares, aumentando a possibilidade de sintomas nomofóbicos. O vínculo entre Nomofobia e seu impacto psicopatológico ainda não está claro e mais pesquisas no campo são necessárias.

                                           

 PALAVRAS-CHAVE – Uso do telefone celular, Saúde do Adolescente, Distanciamento social.

Publicado
2021-07-01