Para se fazer nada: Iluminuras e Construção com uso de Traquinanas
Resumo
Como dizia o poeta Manoel de Barros (1989, p. 58), “as coisas mais insignificantes me dão ideias”. Justamente disso sentimos apreço, pois compreendemos a infância não apenas como um dos tempos da vida, mas também um estado para qual podemos retornar e mesmo praticar em nosso dia a dia. Nesse sentido, adultos e crianças podemos nos reconhecer em estado de infância. A literatura do poeta é um portal. Partimos de nossa presença no Projeto de Iniciação à Docência (PIBID) – Subprojeto Alfabetização (Pedagogia/UFPR), propondo oficina realizada durante a Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão do Setor de Educação da universidade (SEPE, 2025), junto a comunidade acadêmica, objeto deste relato. Momento oportuno agora rememorado. “Passadopresente” cuja proposta continua a ser a suspensão dos afazeres diários, e, nesse hiato, sentir o cotidiano diferente, e com o objetivo de tecer em nossas práticas educativas, possibilidades imaginativas como marcas propícias a criação, no ato de deixar-se atravessar por uma experiência partilhada, desejando tempos outros em nossas condições de vida, cada um de nós e uns com os outros, confeccionando objetos inventados e fanzines, sob a poética da infância para a qual caminhamos naquela fria manhã curitibana de outono.