PARADIGMA INTERCIVILIZACIONAL EM PROL DO BEM COMUM

  • Suely Aparecidada Do Nascimento Mascarenhas Universidade Federal do Amazonas- UFAM
  • Valmir Flôres Pinto Universidade Federal do Amazonas- UFAM

Resumo

Este é o volume 4 da RECH- Revista Ensino de Ciências e Humanidades do PPGECH/UFAM, que publica temas livres neste domínio. Esta edição conta com a colaboração especial de pesquisadores de universidades do Brasil, Moçambique e México que nos honram com suas pesquisas e estudos.

            O propósito do periódico é se constituir como um espaço para reflexão sobre a sociedade na qual vivemos.  Refletir sobre que tipo de humanidade e de ciência estamos ajudando a produzir. A RECH vislumbra ser espaço para publicação de textos que ajudem a refletir sobre o papel do processo de ensino escolar e não escolar em todas as esferas possíveis, para a construção de comportamentos responsáveis, críticos e criativos em prol do bem estar pessoal, social e ambiental em sentido amplo.

            Que humanidade vislumbramos?

            Uma humanidade Intercivilizacional onde todos os povos se relacionem em nível de igualdade civilizacional e cultural, superando os diferentes racismos implantados pelo colonialismo e imperialismo: científico, epistemológico, cultural, ambiental, linguístico, alimentar, dentre outros.

            Uma humanidade que supere a mono teoria, a mono ciência, o mono pensamento, a mono realidade, os monos conceitos, os monos paradigmas, a mono epistemologia, a mono economia, a mono cultura, a mono linguagem científica.

            Uma humanidade que supere o euro centrismo racista, neocolonialista, imperialista e genocida que tenda se impor e dominar o contexto social e acadêmico, em prejuízo ao conjunto civilizacional que integra a sociedade humana. Que depreda o ambiente de modo insano e ganancioso sem respeito. Que está destruindo e degradando o ambiente e a vida não só dos seres humanos mas de todas as demais espécies e biomas do Planeta Terra e também lançando resíduos na Estratosfera ou seja degradando o próprio Cosmo/Universo. Há que se restaurar o respeito entre os seres que integram o planeta.

            Vislumbramos um ensino de ciências e Humanidades que fortaleça o sentimento de soberania pessoal, soberania na produção intelectual, artísticas, científica, soberania em todos os sentidos. Cada pessoa é soberana e tem o direito de ser estar no universo. Ser respeitada e valorada por sua condição de existir e integrar a família humana. Lembrando que a família humana não é um clube onde se entra quando se deseja, mas um estado natural de ser e estar no mundo. Que os estudos e pesquisas ajudem a restaurar o respeito que está sendo deixado de lado nas relações interpessoais, profissionais e com a natureza em geral.

            Sigamos com nossos estudos e pesquisas que certamente com alegria, serenidade e entusiasmo contribuirão para os avançarmos na construção de uma sociedade harmonizada com o Universo e o Cosmo. Descolonizemos nossas mentes, nossos currículos, nossas pesquisas, nossos estudos. Vislumbremos a riqueza civilizacional e os saberes que integram o conjunto da humanidade. Superemos a mentalidade colonizada que atua contra os antepassados, contra si, contra os descendentes e contra o meio ambiente em favor dos colonizadores e imperialistas.

            Que os textos inéditos aportados neste volume possam ser úteis a lideranças educacionais, acadêmicas e sociais interessadas profissional e academicamente nas temáticas.

                                                                                                                      Os editores

Publicado
2019-07-01