CERIMÔNIA DO CHÁ JAPONESA: VALORES, RITUAIS E ASPECTOS ESPACIAIS

Palavras-chave: Cerimônia do chá, Valores rituais, Aspectos espaciais, Sen no Rikyu, Wabi-sabi

Resumo

A cerimônia de chá passou por mudanças essenciais ao longo de sua história abrangendo uma variada gama de participantes. “Uma vida, um encontro”: o lema que sintetiza o espírito da cerimônia de chá sugere uma atenção ao momento presente, uma valorização ao que se vive com o acolhimento de todas as imperfeições - wabi-sabi - que se sucedem da natureza, encontrados nos utensílios aos mais delicados gestos, além de olhar para o outro como alguém com quem se compartilha um pouco de si. Para o aprofundamento deste entendimento, tanto o zen-budismo, quanto o importante mestre de chá Sen no Rikyu, tiveram grande influência em uma transformação no cerne do ritual. De um item presente em banquetes burgueses ao purificar da alma em uma reunião intimista, a bebida se encontra há muito na sociedade japonesa e, com ela, é possível verificar uma mudança tanto na linguagem utilizada, quanto nas relações sociais, refletidas também nos espaços arquitetônicos destinados à sua realização.

Biografia do Autor

Izabela Brettas Baptista, Universidade de Brasília

Graduada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de Brasília (2015). Participou do desenvolvimento do Miniguia da Universidade de Brasília (2012). Fez um ano de graduação sanduíche pelo programa Ciência Sem Fronteiras na Budapest University of Technology and Economics (2013-2014), em Budapeste, Hungria. Atualmente, cursa mestrado pelo Porgrama de Pós-Graduação da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo na área de Teoria História e Crítica sob orientação do professor doutor Carlos Henrique Magalhães de Lima na mesma instituição, com foco em arquitetura japonesa.

Carlos Henrique Magalhães de Lima, Universidade de Brasília

Arquiteto e Urbanista pela Universidade de Brasília (2006), mestre pelo Programa de Pós-graduação da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília (2008) e Doutor pelo Programa de Pós-graduação em Urbanismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2016), com parte da pesquisa desenvolvida no Laboratório "Architecture, Culture et Société ? XIXe - XXIe siècles" , vinculado à "École nationale supérieure d'architecture Paris-Malaquais", em Paris. Foi professor substituto na Universidade Federal do Rio de Janeiro (2014-2015) e em instituições privadas de ensino em Brasília (2007-2012). É Professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília. Integrante do grupo de pesquisa "Arquivos, fontes e narrativas: entre cidade, arquitetura e design".

Referências

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Publicado
2021-03-18