Somanlu: Revista de Estudos Amazônicos
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<p>A <strong>Somanlu: Revista de Estudos Amazônicos</strong> é um periódico semestral ligado ao Programa de Pós-Graduação em Sociedade e Cultura na Amazônia (<a href="https://www.ppgsca.ufam.edu.br/">PPGSCA</a>) da Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Criada em 2000, a revista é um espaço para divulgação científica sobre pesquisas em Humanidades produzidas sobre e na Amazônia.</p> <p>Com forte ênfase na Interdisciplinaridade, a <strong>Somanlu</strong> aceita contribuições para seus dossiês temáticos e em fluxo contínuo, publicando artigos inéditos, resenhas, relatos de pesquisa e entrevistas. São aceitos trabalhos em português, inglês e espanhol.</p> <p><strong>ISSN Eletrônico:</strong> 2316-4123 | <strong>DOI:</strong> 10.69696 | <strong>QUALIS:</strong> B3</p> <p> </p>UFAMpt-BRSomanlu: Revista de Estudos Amazônicos1518-4765<p>A <em>Somanlu: Revista de Estudos Amazônicos</em> faz uso de licença <a href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/">Creative Commons de atribuição (CC BY 4.0)</a></p>O Koumpo
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<p>A máscara koumpo desempenha um papel importante na vida cultural do povo de Ziguinchor. Ela é considerada um personagem místico, mítico, sagrado e secular. Ela acompanha os principais eventos da vida social e desempenha um papel na educação tradicional dos jovens, moldando sua imaginação cultural. Assim como o kankourang, ele combate os espíritos malignos e protege os habitantes. Como todas as máscaras, o koumpo obedece a um conjunto de rituais cujos segredos são conhecidos apenas pelos iniciados. A cidade de Ziguinchor já teve vários matos sagrados de koumpo, sendo os mais importantes os matos sagrados de Boucotte, Kandé, Santhiaba e Tilène. O objetivo deste artigo é proporcionar uma melhor compreensão dessa figura mítica e revisitar seu lugar no espaço cultural de Ziguinchor, uma região considerada uma das mais multiculturais e cosmopolitas do Senegal.</p> <p> </p>Eugène TavaresHorace Dacosta
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2025-04-032025-04-03242274310.69696/somanlu.v24i2.16349Ressignificação Linguística de Moçambique
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<p>Ressignificação Linguística de Moçambique – Caso <em>Nyungwe</em> aborda aspetos linguísticos e culturais de Moçambique que têm a ver com a colonização portuguesa e a atuação dos sucessivos governos de Moçambique independente com o objetivo de tentar assinalar, corrigir e ressignificar imprecisões culturais, linguísticas, simbólicas, mitológicas cometidas nesses dois períodos e que afetaram negativa e definitivamente as questões acima indicados. Visa ainda apelar à reafricanização dos espéritos dos africanos e o fortalecimento da identidade cultural. Esta abordagem usa a metodologia adequada e adaptada às culturas e tradições orais cujas fontes estão inscritas na natureza e na sociedade, em que o(s) autor(es) é/são a comunidade linguística, são os mais velhos, guardiões, bibliotecas vivas de saberes ancestrais. Sendo esta uma pesquisa sobre Moçambique – África, não faria muito sentido usar uma metodologia descontextualizada da realidade Subsariana. Parece ser uma abordagem inovadora e pode ter algum interesse para a academia na medida em que se inscreve nas lutas dos povos do Sul global pela sua libertação e descolonização cultural, linguística, académica, epistemológica, mental, espiritual e a consequente reafricanização dos espíritos (Amílcar Cabral) e a reivindicação das epistemologias afrocêntricas, consentâneas com as realidades destes espaços em jogo, condição <em>sine</em> <em>qua</em> <em>non</em> para o desenvolvimento destes países. Os dados analisados são corruptelas de antropónimos, cronómios, epónimos, topónimos, etc. espalhados pelo Moçambique inteiro e o que destruíram deliberadamente e substituído por etiquetagens portuguesas, tentando apagar as memórias ancestrais africanas, que importa procurar corrigir e repor. Impuseram seus nomes em territórios ou pessoas como Américas, Brasil (Pindorama), Moçambique, António, Conceição, Domingos, Patrícia, com batismos, padrões, ferro quente, quando já possuíam seus nomes étnicos. Colocar outra identidade ou nomear é a arte de destruição da autenticidade, dominação, ocupação mais subtis (Nêgo Bispo); acabar as línguas indígenas nos locais colonizados, aniquilar ou pilhar os saberes locais, alienar povos inteiros constituem estratagemas dos mesmos crimes contra a humanidade. Inclusive criminalizaram (proibiram) culturas, línguas, religiões dos colonizados. Eles deviam ser únicos detentores de culturas, línguas, saberes, religiões, civilizações. Os escritos dos colonialistas sobre os povos colonizados estão cheios de distorções, armadilhas. Todos os povos são providos de saberes/ fazeres, conhecimentos, mas a cosmovisão monolítica de Deus único, verdade ou certeza (O Princípio da Incerteza) única, modo de ser e estar único não reconhecem o politeísmo, as verdades múltiplas e fluídas, outras maneiras de ser e estar. Para essas forças, todos os outros povos são sub-humanos, destituídos de saberes, pagãos, etc. A ausência de registos escritos por autóctones de Moçambique complica o resgate do que foi destruído. Mas não é impossível. Alguns saberes chegaram até aos dias de hoje através de cosmologias politeístas e da transmissão de geração em geração (Nêgo Bispo). Este artigo, escrito a partir da oralidade, com fontes orais, é um esforço na direção da revitalização das memórias ancestrais destruídas, apagadas pelos invasores e colonizadores, aprendendo com a oralidade a fim de reescrever para restituir os destruídos. Porque “não há quem diga sobre a vida de um povo melhor que as suas cantigas” (Nêgo Bispo). Por isso, aparecem poucas fontes escritas. Neste sentido, os conceitos e as metodologias utilizadas foram revistas e atualizadas por forma a se adequarem a espaços de tradições e culturas orais, em que a escrita é marginal, limitada e restrita a domínios oficiais e elitistas. Isto tem implicações diretas na bibliografia escrita, que acaba por ser escassa, à força das fontes orais, estas são originais/ primeiras porque obtidas em primeira mão dos próprios protagonistas – a comunidade cultural e linguística. É pouco sensato que os paradigmas ocidentais considerem não culturas as culturas orais milenares da maior parte dos povos do mundo inteiro. Isso fez escola e tem arredado das ciências muitos saberes que dariam valiosos.</p>Sóstenes Valente Rêgo
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2025-04-012025-04-0124282610.69696/somanlu.v24i2.17074Editorial
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Ludolf Waldmann Júnior
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2025-04-012025-04-0124212Apresentação do Dossiê "Amazônia(s) e África(s): conexões políticas, econômicas e socioculturais"
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Manuel Henriques MatineJosé Gil Vicente
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2025-04-032025-04-032423710.69696/somanlu.v24i2.10788