Ocorrência de complicações respiratórias no pós-operatório de cirurgias abdominais

Occurrence of respiratory complications in the postoperative period of abdominal surgeries

Autores

  • Edson de Oliveira Andrade UFAM
  • Elaine Cristina Marinho da Fonseca FAPEAM
  • Ângela Maria Melo da Silva HUGV
  • Fábio Arruda Bindá FAPEAM
  • Diego Carvalho UEA
  • Cristiane de Brito Vieira UEA

Palavras-chave:

Complicações, Pós-Operatório, Pulmonares, Espirometria.

Resumo

As complicações pulmonares no pós-operatório (CPP) devem ser consideradas como uma segunda doença, que ocorrem até trinta dias após o procedimento, ou a exacerbação de uma mesma doença preexistente em decorrência da cirurgia. A incidência de CPP está relacionada ao tipo de cirurgia, à alteração da mecânica respiratória do diafragma e padrão respiratório apical e superficial, à custa de um volume respiratório baixo. As cirurgias de tórax e abdome superior foram as grandes responsáveis pelas complicações pulmonares. As principais CPPs encontradas são atelectasia, infecção traqueobrônquica, pneumonia, insuficiência respiratória aguda, ventilação mecânica e/ou intubação orotraqueal prolongadas, e broncoespasmo. OBJETIVO: verificar a incidência e tipos de complicações pulmonares em pacientes no pós-operatório de laparotomias eletivas na Fundação Hospital Adriano Jorge. MÉTODOS: Trata-se de um estudo de coorte, prospectivo, que investigou 54 pacientes submetidos a cirurgias abdominais, nos quais se investigou fatores de risco relacionados aos pacientes, ao ato anestésico-cirúrgico, bem como a função pulmonar pré e pós-operatória. Os pacientes foram classificados pela escala de Torrington-Henderson. RESULTADOS: Todos os pacientes foram classificados como baixo risco pela escala de Torrington e Henderson. Foi verificada a ocorrência de um caso CPP (atelectasia sintomática), de diminuição do VEF e da VEF6 no pós-operatório quando comparado com as medidas no pré-operatório, sendo essas diminuições mais intensas nas cirurgias supraumbilicais. CONCLUSÃO: Foi observada uma baixa incidência de CPP em nosso estudo, que provavelmente está relacionada ao baixo risco apresentado na escala de Torrington-Henderson pela população estudada.

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Publicado

2021-10-08

Edição

Seção

Artigo Original