CORPOS DAS MULHERES NEGRAS: CABELOS CRESPOS E A HETERONORMATIVIDADE

  • Daiana de Moura Bernardes Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR)
  • Viviane Melo de Mendonça Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)

Resumo

Discorreu sobre o conceito de heteronormatividade como instituição que regimenta e regula os corpos na sociedade e produz normas de gênero que são introjetadas e naturalizadas. Assim, o objetivo deste artigo é o de analisar como a heteronormatividade afeta os corpos negros e, de modo mais específico, os corpos das mulheres negras que são atrizes. Centrou as análises nas experiências dos cabelos crespos de cinco mulheres negras e atrizes da região de Sorocaba. Evidenciou em suas histórias de vida que estas experiências se tornam um dispositivo de produção de normas e controles heteronormativos na vida dessas mulheres e que o cabelo crespo para as mulheres negras é símbolo de luta contra as discriminações racista e heteronormativas da sociedade e que, portanto, a quebra do silêncio desses corpos negros nas artes cênicas aponta também para a necessidade de ouvir e aprender sobre suas trajetórias.

Palavras chave: Heteronormatividade; Corpo de Mulheres Negras; Cabelo Crespo.

Biografia do Autor

Daiana de Moura Bernardes , Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR)

- atriz, pesquisadora e arte educadora, integrante da Plataforma de Pesquisas Cunhãntã. Graduação em Teatro Arte Educação na Universidade de Sorocaba (UNISO); mestranda em educação no PPGED Programa de Pós Graduação em Educação da Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR), Departamento de Ciências Humanas campus Sorocaba.

Viviane Melo de Mendonça , Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)

Professora Associada da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Departamento de Ciências Humanas e Educação, campus Sorocaba. Doutorado em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Mestrado em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica (PUCCAMP) de Campinas e Graduação em Psicologia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Publicado
2020-07-30