MARCAS SOCIO-LINGUÍSTICO-CULTURAIS EM AULAS DE LÍNGUA PORTUGUESA MATERNA E/OU NÃO-MATERNA

  • Maria do Socorro Pessoa Universidade Federal de Rondônia - UNIR
Palavras-chave: Amazônia, Língua Portuguesa Materna, Língua Não-Materna, Plurilinguismo, Ensino, Pluridialetismo

Resumo

Ao se pensar em Língua Portuguesa do Brasil, logo considera-se que este é um país monolíngüe. Esse conceito não é de todo certo. Possuímos apenas uma língua, segundo o artigo 13 da Constituição Federal Brasileira: “A Língua Portuguesa é o idioma oficial da República Federativa do Brasil”, porém, na prática, são falados cerca de 210 idiomas; no meio indígena falam-se por volta de 170 línguas; existem outras 30 línguas entre as comunidades de descendentes de imigrantes; e, ainda, existe a Língua Brasileira de Sinais, a LIBRAS. Dessa forma, somos um país de inúmeras línguas/linguagens, portanto, plurilíngüe. Diz-se que um falante é plurilíngüe quando utiliza, no seio de uma mesma comunidade, várias línguas, conforme o tipo de comunicação (em sua família, em suas relações sociais, em suas relações com a administração, etc.). Diz-se de uma comunidade que ela é plurilíngue quando várias línguas são utilizadas nos diversos tipos de comunicação. A Amazônia é um grande exemplo disso: Língua Portuguesa, dialetos da Língua Espanhola, Línguas Indígenas, Línguas de Imigrantes e Línguas dos remanescentes de Quilombolas, todas em contato nas salas de aula da Rede Pública de Ensino, onde se ensina, portanto, a Língua Portuguesa Materna e Não-Materna simultaneamente. 

Publicado
2019-01-04
Seção
Artigos