Revista Amazônida: Revista do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Amazonas [e-ISSN: 2527-0141] https://periodicos.ufam.edu.br/index.php/amazonida <p style="text-align: justify;"><strong>Amazônida</strong>, uma Revista de fluxo contínuo do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Amazonas (<strong><a href="https://ppge.ufam.edu.br/" target="_blank" rel="noopener">PPGE/UFAM</a></strong>), publica trabalhos de educação sob forma de artigos, relato de pesquisa, estudo teórico, resenhas críticas e entrevistas dentro de uma ação integradora dos conhecimentos produzidos no contexto da Amazônia internacional, no Brasil e no mundo.</p> pt-BR rappge@ufam.edu.br (Profa. Fabiane Maia Garcia) cgalmeida@hotmail.com (Dr. Carlos Aaugusto Gomes de Almeida) Thu, 12 Aug 2021 17:50:53 +0000 OJS 3.1.2.4 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 Inter/transculturalidade na Amazônia https://periodicos.ufam.edu.br/index.php/amazonida/article/view/8819 <p><strong>Inter/transculturalidade na Amazônia</strong></p> <p>&nbsp;</p> <p><em>Sumário: </em>A transmissão tradicional dos conhecimentos nas sociedades da oralidade e o modelo ocidental da forma escolar podem aparecer a priori dicotômicas, o que frequentemente contribuiu para o seu desenvolvimento justaposto e frequentemente um processo de dominação do segundo sobre as primeiras. No Brasil, após o processo republicano que visa assimilar as populações indígenas à Nação durante os anos 1970-1980, estas últimas organizaram-se para salvaguardar seu território e sua identidade cultural, o que preparado, desde os anos noventa, na generalização de uma educação escolar intercultural nos territórios indígenas, abrindo a forma escolar ocidental aos conhecimentos socioculturais indígenas. Assistimos a invenção institucional de uma escola indígena em um contexto de questionamento da hegemonia de dispositivos e das visões do mundo procedentes da colonização e da construção do Estado-nação brasileiro. Esta dinâmica inscreve-se no âmbito de um processo de transição democrática e de descentralização que caracteriza uma nova forma de governança de uma grande parte dos países da América Latina onde os territórios indígenas e os recursos dos quais dispõem podem ser preservados. Tem-se a possibilidade de desenvolver uma outra visão da educação escolar baseada numa dialética entre conhecimentos indígenas e conhecimentos escolares numa perspectiva de desenvolvimento sustentável dos territórios indígenas. Novas experiências começam a efetuar-se a partir do fim dos anos 2000 no ensino médio numa perspectiva “integrada” e o estudo de caso da escola Pamáali informa-nos sobre a maneira como foi organizado e sua articulação com os aspectos culturais, linguísticos, societais e ambientais específicos dos povos Baniwa e Coripaco que são os protagonistas.</p> <p>&nbsp;</p> <p><em>Palavras-chave:</em> Educação bilingue intercultural, povos indígenas, desenvolvimento sustentável, Amazônia, Baniwa.</p> Olivier Meunier Copyright (c) 2021 Revista Amazônida: Revista do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Amazonas https://periodicos.ufam.edu.br/index.php/amazonida/article/view/8819 Thu, 12 Aug 2021 17:50:07 +0000 Gênero e infâncias: das construções identitárias às imposições sociais https://periodicos.ufam.edu.br/index.php/amazonida/article/view/8618 <p>O termo gênero tem sido incluído nos discursos religiosos como “ideologia de gênero”, uma perspectiva equivocada, pois não se trata de ideologia, mas sim de uma categoria que diferencia os modos de ser de homens e mulheres. Dessa forma, por meio de uma pesquisa bibliográfica, o presente trabalho objetiva uma discussão acerca do significado do termo gênero como uma construção sociocultural, política e histórica, criado para caracterizar as diferenças entre homens e mulheres. Portanto, ao compreendermos a fase da infância como sendo propícia para o desenvolvimento infantil, buscamos também discutir como que o mundo dos/as adultos/as se insere nas brincadeiras, nos brinquedos, nos trajes e nos papéis que as crianças desempenham desde cedo, como premissa para mais tarde seguirem as padronizações sociais. Desde antes mesmo do nascimento, somos levados/as a construir identidades de gênero que histórico e culturalmente foram atribuídas e relacionadas ao sexo biológico, o que muitas vezes acaba naturalizando papéis, segregar desejos e promover o preconceito e a discriminação, principalmente, quando se rompe com as práticas e os modelos impostos pela sociedade – macho e homem, fêmea e mulher.</p> Reginaldo Peixoto, Eliane Rose Maio Copyright (c) 2021 Revista Amazônida: Revista do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Amazonas https://periodicos.ufam.edu.br/index.php/amazonida/article/view/8618 Fri, 27 Aug 2021 18:57:28 +0000 Desafios e possibilidades na utilização do módulo especial do Sistema Integrado de Gestão Educacional do Amazonas https://periodicos.ufam.edu.br/index.php/amazonida/article/view/8639 <p>Este artigo tem como objetivo apresentar as possibilidades administrativas e pedagógicas na utilização de um sistema informatizado na gestão escolar com foco na inclusão do aluno com necessidade especial. Nesse sentido, a Secretaria de Estado de Educação e Desporto (SEDUC/AM) desenvolveu e implantou o Sistema Integrado de Gestão Educacional do Amazonas (Sigeam), que traz, dentre outros serviços, um módulo chamado Especial. Esse módulo é composto de serviços e relatórios gerenciais que têm por finalidade subsidiar a gestão escolar e a macrogestão da SEDUC/AM, nas tomadas de decisão sobre o público-alvo da educação especial. É importante destacar que o interesse neste tema surgiu a partir de formações ministradas por esta pesquisadora aos gestores escolares, nas quais foram constatadas que estes, não só, não tinham acesso a todos os serviços deste módulo, como sequer conheciam, na íntegra, aqueles aos quais tinham acesso. Assim sendo, considerando esses fatores como condicionantes para o pleno uso do sistema, pondera-se que não basta ter um sistema informatizado, como também é fundamental que se conheçam as possibilidades administrativas e pedagógicas a ele pertinentes, além de possibilitar acesso pleno aos gestores. No que concerne à pesquisa, utilizou-se metodologia de natureza qualitativa exploratória e descritiva, sendo embasada por estudos bibliográficos da temática educação especial, no uso das NTICs e das possibilidades advindas da utilização de sistemas. Destarte, os achados dessa pesquisa trouxeram informações que podem possibilitar à SEDUC/AM ser mais assertiva nas políticas implementadas na área da educação inclusiva.</p> <p>&nbsp;</p> <p><strong>Palavras-chave: </strong>educação especial; Sigeam; gestão escolar.</p> Ana Patricia Peinado e Silva Copyright (c) 2021 Revista Amazônida: Revista do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Amazonas https://periodicos.ufam.edu.br/index.php/amazonida/article/view/8639 Fri, 27 Aug 2021 19:32:54 +0000