//periodicos.ufam.edu.br/index.php/amazonica/issue/feedAmazônica - Revista de Psicopedagogia, Psicologia escolar e Educação2026-01-01T03:59:49+00:00Suely Aparecida do Nascimento Mascarenhassuelyanm@ufam.edu.brOpen Journal Systems<p>O periófico AMAZÔNICA - REVISTA DE PSICOPEDAGOGIA, PSICOLOGIA ESCOLAR E EDUCAÇÃO, vinculado ao Grupo Multidisciplinar de pesquisa em Educação, Psicopedagogia e Psicologia Escolar - UFAM/CNPq, B1 no Qualis Capes 2017-2020, foi criado em 2008 com o objetivo de ampliar a oferta de veículos para divulgação da produção científica nos domínios científicos das Ciências Humanas sediados no cenário Amazônico.</p> <p>Tem se consolidado com a colaboração do seu corpo editorial na organização de volumes temáticos no campo da psicopegagogia, psicologia escolar e educação em sentido escolar e não escolar.</p> <p>Seu corpo editorial é constituido por pesquisadores de diversas regiões do Brasil, Portugal, Espanha, Moçambique, Angola, Cuba e México.</p> <p>Centenas de artigos inéditos do Brasil, Portugal, Espanha, Cuba, México, Angola e Moçambique integram os volumes publicados desde a criação em 2008.</p> <p>Somos gratos aos autores e membros do corpo editorial, comissão científica e apoio técnico pelo apoio e entusiasmo com a consolidação do periódico que alegremente celebra e agradeçe 15 anos de contribuições para a divulgação científica comemorados em 2022 (2008-2022).</p>//periodicos.ufam.edu.br/index.php/amazonica/article/view/19276DEMOCRATIZAÇÃO DA INFORMAÇÃO:2025-12-31T16:13:53+00:00Antonio Samuel de Carvalho Colaressamuel_seraloc@yahoo.com.brLia Machado Fiuza Fialholia_fialho@yahoo.com.br<p style="margin: 0cm; text-align: justify;"><span style="font-size: 10.0pt;">O artigo analisa a democratização da informação por meio da linguagem simples no Ceará, destacando seu papel na inclusão social. O problema central é como superar barreiras informacionais que limitam a participação democrática, especialmente em contextos de analfabetismo funcional. O objetivo é avaliar a linguagem simples como ferramenta de democratização, examinando sua implementação e impactos no Estado. A metodologia qualitativa baseou-se em análises documentais, legais e bibliográficas. Os resultados mostram que a linguagem simples amplia o acesso à informação e fortalece o controle social, mas desafios persistem, como a exclusão de vozes marginalizadas. Conclui-se que a política é essencial para uma democracia mais inclusiva, exigindo mudanças culturais na administração pública. </span></p>2026-01-01T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 //periodicos.ufam.edu.br/index.php/amazonica/article/view/19278Diálogos sobre o experimento cênico A cor da hipocrisia2025-12-31T16:41:23+00:00Josivando Ferreira da Cruzjosivanfc10@gmail.comJacqueline Rodrigues Peixotojacqueline.peixoto@ifce.edu.br<p>O estudo aborda o processo criativo do experimento cênico A Cor da Hipocrisia, com o objetivo de compartilhar os conhecimentos agregados nessa experiência formativa. O experimento cênico, desenvolvido no curso de Licenciatura em Teatro do IFCE, em 2024.1, articula teorias e práticas em uma criação artística-educativa voltada às relações étnico-raciais, configurando-se como pesquisa qualitativa, bibliográfica e empírica. A dramaturgia e encenação problematizam questões étnico-raciais no contexto educacional enquanto uma iniciativa de combate ao racismo por meio da cena teatral. Os resultados do processo criativo incluem a construção de uma dramaturgia autoral e sua encenação colaborativa, que possibilitou aprendizagens dinâmicas, emancipatórias e humanitárias. A encenação configurou-se como uma expressão artística-pedagógica, refletindo o compromisso dos artistas-docentes com a profissionalização e com as questões étnico-raciais no teatro e na educação.</p> <p> </p>2026-01-01T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 //periodicos.ufam.edu.br/index.php/amazonica/article/view/19279Educação e Relações Étnico-Raciais: 2025-12-31T16:49:25+00:00Adriano Ferreira de Pauloacanibalia@gmail.com<p>Neste trabalho serão apresentadas possibilidades de expansão das reflexões na componente curricular Formação Cidadã no ensino fundamental, especificamente no 9º ano, tendo como base estudos sobre relações étnico raciais, objetivando uma educação antirracista, elevando os sentidos possíveis referentes à cidadania para todas e todos. Nos aportes teóricos temos a Lei 10.639/03 e também a Lei 11.645/08, que instituíram a obrigatoriedade do ensino de História e cultural afro-brasileira e africana em todos os níveis da educação básica, públicos e privados, e também os estudos de Almeida (2009) sobre Racismo Estrutural e ainda o pensamento de Cunha Júnior (2022) sobre afrodescendências. O resultado apresenta a elaboração de uma Lei Municipal de combate ao racismo, a partir de reflexões de alunas e alunos na busca por uma cidadania real.</p> <p> </p>2026-01-01T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 //periodicos.ufam.edu.br/index.php/amazonica/article/view/19280Enegrecer os currículos da EJA: 2025-12-31T16:57:41+00:00Lucas da Costa Silvalucas.silva@aluno.unilab.edu.brLuís Carlos Ferreiraluisferreira@unilab.edu.br<p>A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é destinada a pessoas que não tiveram acesso à educação escolar ou estão em estado de incompletude nesse acesso, definidas em Ferreira (2024) como ‘Gentes da EJA’, pessoas negras e pobres que ao longo de suas vidas são marcadas por processos de exclusão social. Nosso objetivo é analisar as diferentes práticas pedagógicas considerando a Educação das Relações Étnico-Raciais na EJA em escolas do Maciço de Baturité, Ceará. Partimos da hipótese de que a inferiorização da cultura negra continua viva em contexto escolar, não permitindo que a lei 10.639/2003 esteja em exercício. A metodologia segue princípios qualitativos do tipo analítico-interpretativa, usando dados obtidos pelos estagiários em campo do curso de Licenciatura em Pedagogia de uma universidade pública no interior do Ceará. Os resultados apontam para um despreparo por parte das instituições escolares que não contribuem para a educação libertadora e emancipatória.</p>2026-01-01T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 //periodicos.ufam.edu.br/index.php/amazonica/article/view/19281Estágio supervisionado e a contribuição na construção da identidade docente2025-12-31T17:07:45+00:00Maria Caroline Queiroz Ribeiromariacarolineq@gmail.comCamilla Rocha da Silvacamilla.pedagoga@ufc.br<p>O artigo aborda a relevância do estágio supervisionado nos anos iniciais do Ensino Fundamental para a formação de estudantes de Pedagogia da Universidade Federal do Ceará. A pesquisa, de caráter qualitativo e descritivo, evidencia como essa experiência contribui para a construção da identidade docente, a articulação entre teoria e prática e o desenvolvimento da práxis reflexiva. Também foram identificados desafios recorrentes, como a gestão de sala de aula, a heterogeneidade das turmas e a discrepância entre formação acadêmica e realidade escolar. Conclui-se que o estágio, longe de ser apenas uma obrigação curricular, é um espaço de reflexão, aprendizado e transformação, fundamental para a consolidação da identidade profissional docente.</p>2026-01-01T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 //periodicos.ufam.edu.br/index.php/amazonica/article/view/19282A formação de pedagogos da Faculdade de Educação, Ciência e Letras de Iguatu na perspectiva da educação especial inclusiva2025-12-31T17:16:20+00:00Sara Dayane Dias De Oliveirasara.dayane@aluno.uece.brMaria Taylanne Henrique Alvesmaria.taylanne@aluno.uece.brJosé Douglas de Abreu Araújojosedouglasabreu@gmail.com<p>Este estudo tem como objetivo refletir de que forma o curso de Pedagogia da Faculdade de Educação, Ciências e Letras de Iguatu, da Universidade Estadual do Ceará, tem promovido a formação de pedagogos para o atendimento ao público da Educação Especial. A partir da pesquisa qualitativa e da análise documental do Projeto Político Pedagógico do Curso, verificou-se que, embora exista uma disciplina obrigatória voltada ao tema e outras optativas de aprofundamento profissional, a carga horária da disciplina obrigatória é limitada, e a expansão do conteúdo por meio das optativas fragiliza a formação, uma vez que a sua natureza opcional não garante que todos os alunos as cursarão. Concluiu-se que é necessário ampliar o espaço formativo dedicado à educação especial inclusiva, investir na qualificação dos docentes e fortalecer as parcerias com escolas e comunidade acadêmica, de modo a potencializar a formação inicial dos futuros pedagogos.</p>2026-01-01T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 //periodicos.ufam.edu.br/index.php/amazonica/article/view/19283Abordagens Pikler e Reggio Emilia: 2025-12-31T17:26:16+00:00Marília Vitória Nunes Marquesmmarilia140@gmail.com<p>Este relato de experiência surgiu da participação da autora em uma turma de infantil 4 da creche privada Ateliê Aquarela, em Fortaleza - CE. O estudo analisou como práticas pedagógicas inspiradas nas abordagens Pikler e Reggio Emilia contribuem para o protagonismo, a autonomia e o desenvolvimento integral das crianças. Foram realizadas observações sistemáticas registradas em diário de campo e entrevistas semiestruturadas com professoras, possibilitando compreender a rotina, o uso do espaço e a linguagem pedagógica. Observou-se que a intencionalidade pedagógica, a diversidade de experiências e o respeito às crianças favorecem relações horizontais e práticas democráticas, fortalecendo a formação docente e promovendo o desenvolvimento autônomo, sensível e competente das crianças.</p>2026-01-01T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 //periodicos.ufam.edu.br/index.php/amazonica/article/view/19284Adoecimento de professoras da Educação Infantil: 2025-12-31T17:32:41+00:00Maria José de Miranda de Oliveira16mjoliver@gmail.comEdith Maria Batista Ferreiraedith.maria@ufma.br<p>As transformações no mundo do trabalho sejam estruturais ou simbólicas, bem como nas políticas educacionais, tem sido refletidas nas práticas docentes contemporâneas, sendo um intensificador das condições de precarização e contribuído para o adoecimento dos professores. A pesquisa qualitativa realizada objetivou analisar o adoecimento mental de docentes da Educação Infantil, identificando os desafios vividos na atuação profissional e as perspectivas para o enfrentamento da situação em uma escola da rede pública municipal de São Luís-MA. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, que utilizou a entrevista semiestruturada e o questionário online como fonte de geração de dados. Os resultados revelaram que o estresse e a ansiedade se configuram os principais tipos de adoecimento mental. A falta de apoio, em especial da Secretaria Municipal de Educação (SEMED) e da gestão escolar, foi identificada como um desafio significativo e fator de adoecimento. O investimento na formação em saúde mental e a inclusão de auxiliares em sala, foram apontados como ações necessárias para o melhoramento das condições de trabalho.</p>2026-01-01T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 //periodicos.ufam.edu.br/index.php/amazonica/article/view/19285As políticas para a educação especial e a recontextualização da prática no Estado de Santa Catarina2025-12-31T17:39:43+00:00Shirlei de Souza Corrêashirlei.correa@unifebe.edu.brDenise Bolsandenise.bolsan@cacador.edu.sc.gov.brFrancieli da Silvafrancieli.dasilva3@gmail.com<p>A Educação Especial no Brasil é regida por uma série de políticas e legislações que buscam assegurar o acesso e a inclusão de alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação no sistema educacional. Consequentemente, Santa Catarina adota as diretrizes nacionais para a Educação Especial e também desenvolve políticas e ações específicas para atender às necessidades da população catarinense. Este texto busca responder a seguinte questão norteadora: como se configura a organização das políticas públicas para a Educação Especial no Brasil e em Santa Catarina, à luz dos contextos de influência, da elaboração legislativa e dos processos de implementação? Tem o objetivo de analisar a organização das políticas públicas para a educação especial no Brasil, com ênfase no Estado de Santa Catarina, a partir de pesquisa qualitativa, bibliográfica e documental. Para a análise, utilizou-se o ciclo de políticas, um método analítico e flexível proposto por Stephen Ball e Richard Bowe. Os resultados da pesquisa indicam que há uma consonância entre o contexto de influência e a produção dos textos legais no estado de Santa Catarina. O estudo conclui que no contexto da prática, ocorre uma reorganização das orientações, o que possibilita a efetivação de diferentes ações, sendo algumas delas inovadoras em relação ao contexto macro.</p>2026-01-01T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 //periodicos.ufam.edu.br/index.php/amazonica/article/view/19286Conhecimentos e percepções de professoras do Atendimento Educacional Especializado sobre o Autismo2025-12-31T17:47:41+00:00Rogéria Nadja Nascimento Tertorogeria.nascimento2@gmail.comThiago Falcão Solonthiago22falcao@gmail.com<p>Este artigo tem como objetivo compreender os conhecimentos e percepções produzidos por professoras do Atendimento Educacional Especializado (AEE) sobre estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). De abordagem qualitativa, a pesquisa evidencia os resultados de um estudo de caso realizado com três professoras do AEE atuantes na rede municipal de ensino de Caucaia, Ceará. As participantes foram interpeladas por meio de entrevistas semiestruturadas e a análise dos dados ocorreu a partir da análise de conteúdo. Como resultados, constatamos que os conhecimentos e percepções de professoras do AEE sobre o TEA são produzidos no entrelaçamento de diversos aspectos, entre os quais a compreensão do papel do AEE no processo de inclusão, os desafios vivenciados, a formação continuada e a elaboração do Plano de AEE, não obstante as baixas condições de trabalho e de formação ofertadas pelo município.</p>2026-01-01T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 //periodicos.ufam.edu.br/index.php/amazonica/article/view/19287Estética, literatura infantil e o afeto na educação das crianças2025-12-31T17:54:28+00:00Louiane Meneses Andradelouianemag@hotmail.comAlexandre Santiago da Costasantiagoalexandre@yahoo.com.br<p>Este trabalho tem como tema “A literatura infantil e os afetos na educação da primeira infância” e objetiva analisar de que modo as narrativas literárias, mediadas pela afetividade e pela dimensão estética, colaboram para o desenvolvimento integral da criança. O estudo fundamenta-se em uma abordagem qualitativa, de caráter descritivo, e articula reflexões bibliográficas com a prática pedagógica, tomando como exemplo uma sequência didática desenvolvida a partir do livro <em>Perigoso</em>, de Tim Warnes. O referencial teórico está ancorado em Henri Wallon, bell hooks e Regina Machado, que defende a narrativa literária como experiência estética de escuta e encantamento. Os resultados indicam que a literatura infantil, ao mobilizar emoções, imaginação e sensibilidade, contribui para a construção de vínculos, para a escuta atenta e para a constituição subjetiva da criança, consolidando-se como recurso pedagógico essencial na educação da primeira infância.</p>2026-01-01T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 //periodicos.ufam.edu.br/index.php/amazonica/article/view/19292Formação de Professores para o Manejo de Transtornos de Neurodesenvolvimento2025-12-31T19:12:25+00:00Daphyni Rodrigues de Oliveiradaphynirodriguesdeoliveira@gmail.comAna Lúcia Pereiraana.lucia.pereira.173@gmail.comLucas S chechtelchechtel.lucas@gmail.com<p>A formação de professores para o manejo de Transtornos de Neurodesenvolvimento é essencial para a realização de uma educação inclusiva. Este artigo, por meio de uma revisão sistemática da literatura, tem como objetivo compreender como as abordagens teóricas, práticas pedagógicas e políticas públicas brasileiras têm contribuído para a formação docente para atuar junto a estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e Transtornos do neurodesenvolvimento (TGD). A partir da análise de estudos acadêmicos selecionados nas plataformas Google Acadêmico, SciELO e Periódicos CAPES, evidenciou lacunas na formação inicial, dificuldades no acesso à formação continuada e a ausência de integração entre teoria e prática no contexto escolar. Os resultados indicam que a formação docente voltada à inclusão exige investimentos estruturais, revisão curricular e apoio institucional contínuo. Ressalta-se ainda a importância da universidade e das políticas públicas na transformação das práticas pedagógicas e no fortalecimento do compromisso com a diversidade educacional.</p>2026-01-01T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 //periodicos.ufam.edu.br/index.php/amazonica/article/view/19293Formação em contexto: 2025-12-31T19:19:34+00:00Lílian Valéria Rodrigues Lemos Soareslemoslilian7@gmail.com<p>Este texto aborda a temática da Formação Continuada em Contexto como alicerce para uma prática pedagógica respeitosa na primeiríssima infância, baseada na Abordagem Pikler. O objetivo é analisar como o processo formativo contínuo no CIEI Creche da Liberdade (São Luís-MA) traduz os aportes piklerianos para a práxis cotidiana. A metodologia é uma pesquisa de campo qualitativa, via relato de experiência (2021-2023), usando observação participante e entrevistas semiestruturadas com professores, equipe de apoio e famílias, com análise de conteúdo. Os resultados indicam que a formação, pautada na "reflexão na ação" (Schön, 1997) e envolvendo toda a comunidade, provocou uma mudança paradigmática, levando a equipe a enxergar o bebê como pessoa. Evidenciam, ainda, a incorporação da tríade pikleriana (a qualidade do gesto, fala e olhar do adulto) como ferramenta de vínculo. Conclui-se que a formação em contexto é o dispositivo fundamental que viabiliza a transição da teoria para a práxis, superando a cultura adultocêntrica e construindo uma cultura institucional de respeito e segurança afetiva.</p>2026-01-01T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 //periodicos.ufam.edu.br/index.php/amazonica/article/view/19294Memórias e experiências de formação: 2025-12-31T19:24:12+00:00Maria do Socorro Lima Marques Françasocorro.franca@uece.br <p>O artigo apresenta o percurso formativo e de atuação profissional da professora em uma narrativa autoral associada aos acontecimentos históricos relacionados à educação brasileira e sua legislação. O propósito foi refletir sobre o próprio processo de formação e de atuação na docência, considerando o contexto educacional brasileiro dos tempos vividos. Fundamentado em uma abordagem qualitativa, o processo engendrado para elaboração do texto partiu de memórias escritas sobre cada uma das etapas constitutivas do processo de formação educacional e, depois, pela junção da carreira profissional e demais processos formativos contínuos vividos correlacionando-os a fatos históricos da educação brasileira. O diálogo com Saviani (2011, 2007), Souza (2006), Nóvoa (1999, 2001) e outros estudiosos fundamentaram o ensaio que narra e reflete sobre episódios educacionais da mulher-professora.</p>2026-01-01T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 //periodicos.ufam.edu.br/index.php/amazonica/article/view/19295Movimentos discursivos-ambivalentes e práticas docentes: 2025-12-31T19:29:03+00:00Lucinalva Andrade Ataíde de Almeida Andrade Ataíde de Almeidalucinalva.almeida@ufpe.brEdanelli Dolôres Vieira da Silvaednaelli.vieira@ufpe.brStephanie Kristina Barbosa da Silva Barbosa da Silvastephanie.kristina@ufpe.br<p>A presente pesquisa se insere no campo das políticas-práticas curriculares e os seus efeitos na ação docente. Desse modo, traçamos como objetivo geral de pesquisa compreender os movimentos discursivos que atravessam o cotidiano escolar e evidenciam a relação intrínseca das práticas docentes e determinações político-institucionais. Para tanto, tomamos a teoria do discurso de Laclau e Mouffe (2015) para compreender o currículo enquanto construção proveniente de uma rede de sentidos, amparada em autores como Lopes e Alba (2014), Thiesen (2021) e Moreira (2024). Os resultados apontam que a semelhança entre as bases comuns curriculares e o currículo estadual fomenta o caráter ambivalente dos espaços escolares, onde, de um lado, contribui para a normatização e a hierarquização, de outro, revela a tentativa incessante de ruptura dada às necessidades cotidianas. Entende-se assim que os professores, mesmo em um movimento de adaptação de práticas, podem ou não reforçar objetivos perseguidos por essas políticas hegemônicas.</p>2026-01-01T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 //periodicos.ufam.edu.br/index.php/amazonica/article/view/19296Narrativas de vida: 2025-12-31T19:37:06+00:00Ana Cláudia Lima de Assislaudialimaaaaa@gmail.comTereza Cristina Lima Barbosatereza.barbosa@aluno.uece.brElisangela André da Silva Costaelisangelaandre@unilab.edu.br<p>O presente trabalho foi realizado com o objetivo de analisar o significado da experiência escolar tardia a partir do ponto de vista de uma aluna de 76 anos. Os métodos empregados para a pesquisa incluíram elementos da abordagem qualitativa, leitura de registros autobiográficos e entrevistas narrativas como estratégias para abordar a realidade. Os resultados sugeriram a existência de uma história de exclusão do direito à educação, vivenciada por indivíduos de classes socioeconômicas mais baixas. No entanto, quando o direito à educação é garantido, isso indica que a aprendizagem é também um ato de reconstrução de si mesmo diante de estruturas opressivas que historicamente tentaram silenciá-la. Pode-se concluir que sua trajetória não pode ser realizada exclusivamente como um esforço individual, mas como uma expressão dos esforços coletivos de indivíduos historicamente privados do direito de aprender.</p>2026-01-01T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 //periodicos.ufam.edu.br/index.php/amazonica/article/view/19297Neurociência e formação inicial do pedagogo: 2025-12-31T19:47:00+00:00Erika Raveny de Sousa Santoserikasantos@aluno.uespi.brMarcoelis Pessoa de Carvalho Mouramarcoelispcm@gmail.com<p>O objeto deste artigo é a relação entre Neurociência e Educação. Objetiva refletir sobre a importância dos conhecimentos da Neurociência na formação inicial e continuada do pedagogo. Deriva de pesquisa acadêmica baseada na questão-problema: Como os conhecimentos da Neurociência podem contribuir na formação inicial do pedagogo? Realizada com abordagem qualitativa, que integra dois tipos de pesquisa: Revisão Integrativa de Literatura, com recorte temporal de 2019 a 2024; e Pesquisa Documental, com análise do Projeto do Curso de Licenciatura em Pedagogia vigente (2019) e de proposta de projeto (2024) de universidade pública. Os resultados evidenciam as lacunas relacionadas ao conhecimento da Neurociência na formação de professores e que a maioria das universidades não oferta a disciplina Neurociência nas matrizes curriculares. Conclui-se que a Neurociência traz benefícios para a formação do pedagogo e que se faz necessária sua inclusão tanto na formação inicial, quanto na formação continuada.</p> <p><strong> </strong></p>2026-01-01T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 //periodicos.ufam.edu.br/index.php/amazonica/article/view/19298O NAAI como espaço de permanência estudantil para os estudantes com deficiência na UECE2025-12-31T19:54:41+00:00Jordana Dias de Oliveiraordana.dias@aluno.uece.brArthur Dias de Moura Nascimentoarthur.dias@aluno.uece.brGiovana Maria Belém Falcãogiovana.falcao@uece.br<p>O presente artigo tem como objetivo refletir sobre a atuação do Núcleo de Acessibilidade e Apoio à Inclusão (NAAI) da Universidade Estadual do Ceará (UECE) como um espaço de permanência estudantil para pessoas com deficiência. O estudo de abordagem qualitativa, configura-se como estudo exploratório e ouviu, por meio de uma entrevista semiestruturada a coordenadora do núcleo. A análise dos dados evidenciou que o NAAI vem exercendo papel fundamental na acessibilidade e inclusão dos estudantes atendidos pelo núcleo, possibilitando ações que contribuem na aprendizagem e permanência desses estudantes. No entanto, ainda enfrenta muitos desafios, seja pelo reduzido número de profissionais, por barreiras estruturais e atitudinais ainda presentes na universidade ou pela pouca visibilidade do núcleo. A entrevistada defende a necessidade de maior investimento na formação dos professores e na ampliação da articulação do NAAI com outras instâncias da universidade.</p>2026-01-01T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 //periodicos.ufam.edu.br/index.php/amazonica/article/view/19299O papel do professor na Educação Infantil na perspectiva winnicottiana2025-12-31T20:01:38+00:00Maria Valonia da Silva Xaviervaloniaxavier@gmail.comLadyjane Brasileiro Alves Moreiraladyjanebrasileiro3@gmail.comLeônia Cavalcante Teixeiraleonia.ct@gmail.com<p>Este artigo discute as contribuições da teoria winnicottiana para a compreensão do papel do professor na Educação Infantil, com foco nos conceitos de holding, handling e apresentação do objeto. Transpostos para o campo educacional, tais conceitos evidenciam o professor como aquele que acolhe, cuida e media a relação da criança com a cultura. A partir da perspectiva psicanalítica, que não se apresenta como modelo pedagógico prescritivo, mas como campo reflexivo sobre os impasses e possibilidades da educação, busca-se destacar a importância da subjetividade da criança e da posição docente na construção de experiências educativas significativas. A pesquisa, de natureza qualitativa, adotou a metodologia de revisão narrativa de literatura. Explora produções acadêmicas que tratam da relação entre a psicanálise e a educação. O estudo, de caráter teórico-reflexivo, pretende oferecer subsídios para pensar a constituição de um ambiente educativo, capaz de sustentar práticas que articulem cuidado e aprendizagem. Defende-se que a teoria de Winnicott, ainda incipiente no campo pedagógico brasileiro, pode enriquecer as práticas em instituições de Educação Infantil, sobretudo naquelas voltadas ao acolhimento e à educação de bebês.</p>2026-01-01T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 //periodicos.ufam.edu.br/index.php/amazonica/article/view/19301Práticas pedagógicas para o desenvolvimento da consciência ecológica entre crianças e adolescentes2025-12-31T20:12:30+00:00Cledir Aparecida Gottwitzclegottwitz@gmail.comFranciele Foschiera Camboinsmfran@hotmail.com.br<p>O presente estudo analisou práticas pedagógicas voltadas ao desenvolvimento da consciência ecológica entre crianças e adolescentes na educação básica. O problema desta questão: de que maneira as práticas pedagógicas contribuem para o desenvolvimento da consciência ecológica entre crianças e adolescentes? Por meio da revisão bibliográfica de experiências escolares, foi possível identificar estratégias que promovem atitudes, valores e comportamentos sustentáveis. Observou-se que atividades práticas, hortas escolares e projetos interdisciplinares favorecem a participação ativa dos alunos, fortalecendo a percepção de responsabilidade ambiental. Além disso, a participação de professores e da comunidade escolar potencializa os resultados, contribuindo para a construção de uma postura crítica e consciente frente às problemáticas ambientais. O estudo evidencia que a integração entre conhecimento científico e vivências cotidianas é essencial para consolidar a educação ambiental como prática de suma importância e contínua, formando cidadãos comprometidos com a sustentabilidade.</p>2026-01-01T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 //periodicos.ufam.edu.br/index.php/amazonica/article/view/19302Produto Didático Multissensorial: 2025-12-31T20:17:31+00:00Gabriela Pereira Souzaprofgaby@hotmail.comSandro César Silveira Jucásandrojuca@ifce.edu.br<p>O presente artigo apresenta o desenvolvimento e a aplicação de um Produto Didático Multissensorial, voltado para a promoção de práticas pedagógicas inclusivas no ensino de Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM). Alinhado à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e aos princípios da Educação Inclusiva (Brasil, 2008), o material visa atender às necessidades de estudantes do Ensino Médio com deficiência visual. A proposta articulou material multissensorial composto por painel sensorial, aplicado inicialmente, como projeto-piloto, nas aulas de matemática em uma escola estadual do Ceará. O projeto fundamentou-se nos pressupostos do construtivismo social de Vygotsky (2007), nos princípios do Desenho Universal para a Aprendizagem (Cast, 2018) e na abordagem STEM como eixo integrador e transdisciplinar do conhecimento científico e tecnológico (Bybee, 2013; Fonseca et al., 2020). Os resultados obtidos indicam o aumento do engajamento dos estudantes com deficiência visual nas aulas práticas em Matemática.</p>2026-01-01T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 //periodicos.ufam.edu.br/index.php/amazonica/article/view/19303QUANDO A LEI FALA E A DIRETRIZ SILENCIA: 2025-12-31T20:23:37+00:00Lourdes Rafaella Santos Florenciolourdes.florencio@ifce.edu.br<p>A Educação das Relações Étnico-Raciais (ERER), consolidada como política de Estado desde a aprovação das Leis nº 10.639/2003 e 11.645/2008, constitui um eixo estruturante para a formação inicial de professores. No entanto, a publicação da Resolução CNE/CP nº 4/2024, que redefine as Diretrizes Curriculares Nacionais para a formação docente, reacende o debate sobre os sentidos políticos e epistemológicos dessa formação no Brasil. Este artigo analisa criticamente a presença – e os silenciamentos – da ERER na normativa de 2024, em diálogo com os marcos normativos anteriores (Resolução CNE/CP nº 1/2004 e Plano Nacional de Implementação das DCNERER, 2009) e com a literatura especializada. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, ancorada na análise documental, com base em autores como Ball, Bardin, Lopes, Cellard e Mainardes. Os resultados evidenciam que a Resolução 4/2024 promove deslocamentos significativos na concepção de docência, fragiliza a articulação teórico-prática ao reorganizar o estágio e omite referências explícitas ao enfrentamento do racismo, contrariando princípios históricos da ERER. Conclui-se que a normativa recente não assegura a continuidade de uma política de formação antirracista e tende a reforçar tendências tecnicistas, colocando novos desafios para a institucionalização da ERER nos currículos de formação inicial</p>2026-01-01T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 //periodicos.ufam.edu.br/index.php/amazonica/article/view/19304Relato de pesquisa com mulheres guineenses no associativismo migrante2025-12-31T20:28:36+00:00Renata Maria Franco Ribeirorenataribeiroiscte@gmail.com<p>O presente relato de experiência faz parte da investigação em andamento, na qual foi submetido o relatório de tese no segundo ano letivo de 2023/2024. Apresento parte da trajetória da investigação, desde o contato com as fontes primárias e secundárias, para obter e traçar caminhos que oportunizassem captar as vozes e narrativas das mulheres guineenses, participantes da nossa investigação, a partir das metodologias qualitativas e, como foco, a biografização da mobilidade social e, sobretudo, do protagonismo da agência feminina no associativismo migrante. Interessa-nos compreender como as mulheres participam, mobilizam e recriam recursos sociais e econômicos na diáspora e no lugar de origem</p>2026-01-01T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 //periodicos.ufam.edu.br/index.php/amazonica/article/view/19305Uso da placa micro:bit para trabalhar emoções em alunos com TEA2025-12-31T21:02:06+00:00Mikaely Mendes Rochamikaelymendes.mm@gmail.comValdeir Lira Pessoa e Silvaaldeirlira@hotmail.com<p>Este artigo apresenta um estudo de caso que mostra os resultados da experiência vivenciada e da intervenção realizada por uma neuropsicopedagoga e um professor de robótica, os quais decidiram utilizar a placa <em>micro:bit</em> como recurso mediador e instrumento para estimular o desenvolvimento socioemocional de um aluno com Transtorno do Espectro Autista (TEA), nível de suporte 1. O foco principal foi trabalhar a identificação e a expressão de emoções, especialmente relacionadas à frustração, a partir da representação de carinhas felizes e tristes no <em>display</em> da referida placa. Os profissionais e pesquisadores supracitados elaboraram atividades que têm a importante função de conectar situações do cotidiano escolar a estímulos visuais. A ação descrita promove reflexões a respeito do que gera felicidade ou raiva e, sobretudo, pode ajudar a planejar estratégias de regulação emocional diante de situações frustrantes. A iniciativa contribui para a inclusão escolar e para o desenvolvimento de competências socioemocionais, associando tecnologia, educação e saúde.</p>2026-01-01T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 //periodicos.ufam.edu.br/index.php/amazonica/article/view/19306Configurações familiares contemporâneas em suas transições e desafios: 2025-12-31T21:15:05+00:00Sarah de Souza Gatto de Souza Gattosarah.gatto@ufam.edu.brRenata Mark Soares Garcia Mark Soares Garciarenata.garcia@ufam.edu.brAna Vitória Ramos Oliveiravitoria.ramos@ufam.edu.brFabiana Vitória da Silveira Fariasfabiana.silveira@ufam.edu.brLavinia Angelica A. do Nascimentolavinia.nascimento@ufam.edu.br<p>As configurações familiares têm sido continuamente estudadas, das as mudanças que a contemporaneidade trouxe no que tange à estrutura propriamente dita. O estudo apresenta análise sobre as “configurações familiares contemporâneas em suas transições e desafios: Uma revisão integrativa da literatura”. Foi realizado por meio de pesquisa de revisão integrativa de literatura, que permitiu reunir achados por meio de trabalhos acadêmicos empíricos e teóricos. O estudo tem por objetivo analisar as diferentes configurações familiares no contexto contemporâneo, considerando as transformações ocorridas ao longo do tempo e os desafios vivenciados por essas famílias no ciclo de vida familiar. A metodologia utilizada foi a de pesquisa sob o viés qualitativo, recolha dos dados em plataformas distintas, a saber: Periódicos CAPES e Biblioteca Virtual de Saúde (BVS) e a análise bibliográfica. Foram identificados 256 artigos publicados que, após a utilização dos critérios de inclusão, resultou em 18 artigos componentes finais do estudo. A partir das pesquisas incluídas, os artigos foram lidos e, em seguida, elaboradas as seguintes categorias: a) <strong>As várias configurações familiares; b) Características familiares; c) O papel dos grupos de apoio nas relações familiares. </strong>Conclui-se que através da pesquisa foi possível identificar a importância do reconhecimento das famílias homoparentais, reconstituídas, monoparentais e outras configurações que se afastam do modelo tradicional. Com isso, percebemos como a pesquisa contribuiu para reforçar a necessidade de inclusão, respeito e valorização dessas novas formas de organização familiar.</p> <p> </p>2026-01-01T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 //periodicos.ufam.edu.br/index.php/amazonica/article/view/19307Saúde Mental e Intervenção Psicossocial: 2025-12-31T21:42:20+00:00Amanda Gama Terçoamanda.gama@ufam.edu.brBrenda Bianca Galúcio Ferreirabrenda.galucio@ufam.edu.br Lívia Lisboa da Motaivia.lisboa@ufam.edu.brMaria Emanuelly Dias Nascimentoemanuelly.dias@ufam.edu.br<p>O objetivo do artigo é sintetizar as evidências científicas disponíveis sobre as intervenções psicossociais em saúde mental, identificando suas principais modalidades, populações-alvo, efetividade e desafios de implementação, por meio de uma Revisão Integrativa conduzida nas bases de dados PubMed, SciELO, PsycINFO e LILACS. Utilizaram-se descritores controlados e palavras-chave, sendo incluídos artigos publicados entre 2015-2025. A síntese dos estudos evidenciou quatro eixos centrais: a organização da Rede de Atenção Psicossocial frente à alta demanda em saúde mental; os desafios da atenção psicossocial, com destaque para o adoecimento dos profissionais e o preconceito contra os usuários; o perfil dos usuários e os determinantes da vulnerabilidade social; e as barreiras de acesso e suas implicações para a eficácia do cuidado. Observou-se que as intervenções psicossociais apresentam impacto positivo na promoção da autonomia, na reabilitação psicossocial e na redução de agravos, porém sua efetividade permanece limitada por precarização dos serviços, insuficiência de recursos e persistência do estigma associado ao sofrimento psíquico. Destaca-se a necessidade de fortalecimento do trabalho interdisciplinar, da articulação intersetorial e da ampliação das políticas públicas voltadas à população em situação de vulnerabilidade. Com foco na Rede de Atenção Psicossocial e nos Centros de Atenção Psicossocial, o estudo evidencia a importância da Atenção Primária como ordenadora do cuidado em saúde mental. Conclui-se que a garantia dos direitos assegurados pela Reforma Psiquiátrica demanda investimentos contínuos, qualificação profissional e enfrentamento das desigualdades sociais para a efetiva consolidação do cuidado em liberdade no Sistema Único de Saúde no Brasil contemporâneo e em contextos locais diversos.</p>2026-01-01T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 //periodicos.ufam.edu.br/index.php/amazonica/article/view/19308Percepção de qualidade de vida em trabalhadores noturnos: 2025-12-31T21:54:20+00:00Maria das Dores Alves de Mélomariamelo@psicocg.fiponline.edu.brAnna Karenyna Guedes de Morais Limaannalima@fipcg.fiponline.edu.brJakson Luis Galdino Douradoaksonpsi@gmail.com<p>O presente estudo teve como objetivo analisar a qualidade de vida (QV) de trabalhadores noturnos, na cidade de Campina Grande/PB. Para tanto, contou-se com uma amostra de 69 trabalhadores noturnos, utilizando como instrumento dados sociodemográficos e as condições de trabalho e o WHOQOL-Bref, uma versão abreviada do WHOQOL-100, composto por 26 questões sobre os domínios físico, psicológico, relações sociais e meio ambiente. Trata-se de um estudo quanti-qualitativo descritivo, utilizando a versão abreviada de Avaliação de Qualidade de Vida da Organização Mundial de Saúde (OMS), o WHOQOL-Bref. Verificou-se que as abordagens e conceitualizações sobre a qualidade de vida se apresentam na literatura de forma diversificada, como também na concepção dos indivíduos. Como resultado da pesquisa, foi comprovado um nível de satisfação médio tanto para a qualidade de vida global quanto para os domínios físico, psicológico, social e ambiental. Entendemos como primordial o avanço para um entendimento mais amplo da qualidade de vida como condição de saúde e bem-estar e desenvolvimento bio-psico-social do indivíduo.</p>2026-01-01T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 //periodicos.ufam.edu.br/index.php/amazonica/article/view/19309A Escola como agente social: 2025-12-31T22:32:58+00:00Adrielly Oliveira Airesadriellyaires.work@gmail.com<p>A escola, enquanto instituição social, constitui-se como espaço central na formação dos sujeitos, na mediação das diversidades e na produção de sentidos socioculturais. As vivências dos atores escolares — estudantes, docentes, gestores e comunidade — revelam tensões, desigualdades e potencialidades que moldam o cotidiano escolar e influenciam diretamente os processos de socialização e desenvolvimento humano. Esta revisão integrativa analisou a produção científica sobre a escola como agente social, considerando 33 materiais inicialmente identificados e 26 documentos que atenderam aos critérios de elegibilidade. Os estudos evidenciam que fatores socioculturais, desigualdades educacionais, práticas pedagógicas, conflitos interpessoais e políticas institucionais condicionam as interações escolares e influenciam a formação dos sujeitos. As análises apontam que a escola tanto reproduz desigualdades estruturais quanto pode atuar como espaço de resistência, diálogo e transformação social. Conclui-se que compreender a escola como agente social exige reconhecer sua complexidade, a pluralidade de experiências vivenciadas em seu interior e a necessidade de práticas pedagógicas inclusivas, democráticas e contextualizadas.</p>2026-01-01T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 //periodicos.ufam.edu.br/index.php/amazonica/article/view/19310Racismo, Resistência Política de Inclusão: 2025-12-31T22:41:25+00:00Clisthian Cauã Nabor Barbosaclisthian.caua@ufam.edu.brClaudia Armanda de Oliveira Limaclaudia.limageo96@gmail.comEshyllen Gonçalves Mesquita Gonçalves Mesquitaeshyllen.goncalves@ufam.edu.brIan Lucas Soares Senaian.sena@ufam.edu.brKaroline dos Santos Rocha de Queirozkarolinedossantosrocha@gmail.comRichardson Silva da Silvarichardson.silva@ufam.edu.br<p>A exclusão social e as questões étnico-raciais estruturam desigualdades no Brasil, com ênfase nos impactos sobre a saúde mental e na efetividade das políticas públicas. A partir da revisão dos estudos sobre a temática, identificou-se que grupos historicamente marginalizados, como mulheres negras, população em situação de rua, crianças e adolescentes em vulnerabilidade, idosos, quilombolas e pessoas LGBTQIAPN+, vivenciam discriminações persistentes, negligência institucional e dificuldades de acesso aos serviços essenciais. No campo da saúde mental, observa-se que o racismo estrutural e as condições socioeconômicas adversas intensificam o sofrimento psíquico e limitam a oferta de um cuidado equitativo. Em relação às políticas públicas, verificou-se que, apesar de avanços normativos, permanecem fragilidades na implementação e na articulação intersetorial, o que contribui para a continuidade de violações de direitos, abandono e invisibilidade social. No âmbito das questões étnico-raciais, os estudos demonstram que práticas higienistas, estigmas históricos e desigualdades raciais ainda organizam as relações sociais, reforçando a marginalização do corpo negro e a reprodução de violências simbólicas e institucionais. Destaca-se a relevância da socialização étnico-racial e da atuação de mulheres negras no fortalecimento identitário e na construção de práticas antirracistas no Serviço Social. Conclui-se que enfrentar a exclusão social exige políticas públicas integradas, ações antirracistas e uma prática profissional comprometida com a equidade e com os princípios do Projeto Ético-Político do Serviço Social.</p>2026-01-01T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 //periodicos.ufam.edu.br/index.php/amazonica/article/view/19311Redução de Danos como Estratégia de Cuidado em Dependência Química: 2025-12-31T22:58:43+00:00Aiedra Valente de Carvalhoaiedra.valente@ufam.edu.brHenzo Rodrigues Arcehenzo.rod.arce@gmail.comJéssica Andrade dos S. Sobrinhojessica.sobrinho@ufam.edu.brMonick Melo da Silva monick.melo@ufam.edu.brPhillip Abrahim de Araújo Souza Cruz de Araújo Souza Cruzhillip.cruz@ufam.edu.brYasmin Santos Silvayasmin-santos.silva@ufam.edu.br<p>A dependência química permanece como um desafio de saúde pública no Brasil e no mundo, afetando uma parcela da sociedade, exigindo novas estratégias de cuidado. A Redução de Danos tem ganhado destaque por propor intervenções que buscam minimizar riscos e ampliar o acesso ao cuidado, sem exigir abstinência imediata. Objetivo: Identificar e analisar, na literatura nacional e internacional, as principais estratégias de Redução de Danos utilizadas no cuidado às pessoas que fazem uso de substâncias químicas. Metodologia: Revisão integrativa realizada a partir de artigos publicados em bases como CAPES, BVS e PubMed considerando publicações dos últimos 10 anos em português, inglês. Resultados: A busca resultou em 132 estudos encontrados e, após as etapas de seleção, 23 artigos foram incluídos. Conclusões: A Redução de Danos é uma abordagem efetiva para ampliar o acesso ao cuidado, diminuir riscos e fortalecer a autonomia das pessoas que usam drogas. Porém, ainda existem desafios, como resistência de profissionais, falta de estrutura e retrocessos em políticas públicas que dificultam a implementação da abordagem.</p>2026-01-01T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 //periodicos.ufam.edu.br/index.php/amazonica/article/view/19313A violação da infância contemporânea pela medicalização infantil: 2025-12-31T23:11:43+00:00Ewerton Helder Bentes de Castroewertonhelder@ufam.edu.brJanderson Costa Meirajandersonmeiraa@gmail.comIsabella Soares Faleirosisabellafaleiros@gmail.comRayana Lopes de Oliveiralopesrayana661@gmail.comIsabelle Menezes dos Santosmenezesisabelle01@gmail.comMuriel Kiane Gonçalves Jacobmurielkiane@gmail.com<p>Democracia, tolerância, respeito à diferença, convívio pacífico entre grupos diversos são princípios que permeiam as sociedades contemporâneas e se tornaram experiências muito presentes em nosso cotidiano moderno. No entanto, quando as crianças não se comportam nesses padrões, a opção mais frequente é a medicalização. Tal processualidade experiencial, entretanto, deixa de ser exceção e se transforma em regra. Essa tendência faz os direitos das crianças se tornarem apenas letras mortas, quando não são vilipendiados, violados abertamente. O objetivo deste ensaio teórico é discutir a pluridimensionalidade de uma ação que tem sido característica em nossa contemporaneidade, a medicalização da infância e todo o arcabouço de mudanças e transformações aí presentes. É um estudo sob o viés qualitative de pesquisa, utilizando como método o bibliográfico. São trazidas questões relativas a: <strong>Contexto histórico e sociocultural da infância, Conceitos centrais: medicalização, patologização e normalização, Mecanismos de medicalização infantil na prática clínica, Evidências empíricas: impactos na saúde, no desenvolvimento e na autonomia infantil!, Críticas e perspectivas teóricas, Implicações éticas e políticas públicas, Alternativas e caminhos possíveis: abordagens interdisciplinares e centradas na criança</strong>. Portanto, as ponderações feitas não se opõem à farmacologia, mas sim à decisão de fazer da farmacologia a primeira escolha em situações que permitem decidir por alternativas mais seguras e que favorecem o desenvolvimento saudável, contextualizado e integrado da criança. A infância é uma construção histórica, é um tempo da vida que se constrói e se vive, não um “ciclo da vida” natural em sentido estrito.</p>2026-01-01T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 //periodicos.ufam.edu.br/index.php/amazonica/article/view/19314Interdisciplinaridade como Estratégia para a Resolução de Problemas Complexos no Âmbito das Políticas Públicas2025-12-31T23:28:47+00:00Gabrielly Gomes Machadogabrielly-machado.gm@ufam.edu.brJuliana da Silva Martinsmartins.juliana@ufam.edu.brMaria de Lourdes de Oliveira Pinheiropinheiro.maria@ufam.edu.brNani Vitoria Santarém da Silvavitoriasantarm9@gmail.comRayla do Nascimento Mesquitaaylanascimento150@gmail.com<p>A complexidade crescente dos desafios contemporâneos das mudanças climáticas aos sistemas de saúde, da educação às desigualdades estruturais escancara a insuficiência de abordagens disciplinares isoladas no campo das políticas públicas. Este artigo apresenta uma revisão integrativa da literatura publicada entre 2015 e 2025, investigando o papel da interdisciplinaridade como estratégia para enfrentar “problemas perversos” (wicked problems), conceito formulado por Rittel e Webber (1973). A metodologia adotada segue o protocolo de Whittemore e Knafl (2005), incluindo artigos selecionados nas bases PubMed, SciELO, Web of Science, Scopus e CAPES Periódicos. Os resultados revelam que a interdisciplinaridade se manifesta como um elemento decisivo na formulação, implementação e avaliação de políticas, especialmente em áreas como saúde, educação, meio ambiente e políticas sociais. As principais barreiras identificadas envolvem obstáculos epistemológicos, deficiências de comunicação, fragmentação institucional e limitações financeiras. As potencialidades destacam a geração de soluções inovadoras, maior legitimidade pública e capacidade de adaptação a cenários incertos. Conclui-se que a interdisciplinaridade não deve ser compreendida como uma alternativa opcional, mas como um fundamento indispensável para a governança contemporânea.</p>2026-01-01T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 //periodicos.ufam.edu.br/index.php/amazonica/article/view/19315O Ensino da Matemática e a Língua Brasileira de Sinais: 2025-12-31T23:42:30+00:00Fabricio Maia Pintoabricio.pinto@ufam.edu.br<p>O ensino da matemática para estudantes surdos apresenta desafios específicos, sobretudo no que se refere à adaptação de conteúdos abstratos a uma perspectiva visual - espacial compatível com a Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS. Nesse cenário, o processo criativo assume papel central como mediador pedagógico, possibilitando a construção de estratégias didáticas que favoreçam a aprendizagem significativa. Este artigo tem como objetivo analisar as nuances do processo criativo no ensino da matemática mediado pela Libras, a partir de um relato de experiência desenvolvido no âmbito do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência – PIBID. Conclui-se, portanto, que ensinar matemática para estudantes surdos exige mais do que domínio de conteúdo: requer sensibilidade cultural, competência comunicativa em Libras, compreensão das particularidades da aprendizagem visual, criatividade pedagógica e, sobretudo, compromisso ético com a equidade educacional. Espera-se que este estudo contribua para ampliar reflexões e inspirar novas pesquisas, práticas e formações que fortaleçam o ensino de matemática em contextos bilíngue e inclusivos.</p>2026-01-01T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 //periodicos.ufam.edu.br/index.php/amazonica/article/view/19316Síndrome de burnout em fisioterapeutas: 2026-01-01T00:06:25+00:00Guilherme da Silva Guedes da Silva Guedesguilhermedasilvaguedes18@gmail.comYasmim Gabrielly da Silva Barrosyasmingabriellydasilvabarros@gmail.com Dean de Souza Matozinhodeanmatozinho007@gmail.comCruz Alicia Reyes Matacruz-alicia.mata@ufam.edu.br Antônio Victor de Souza Barrosvictor.barros@ufam.edu.br<p><strong>Objetivo:</strong> Sintetizar as evidências científicas sobre a prevalência, os fatores desencadeantes, as consequências e as estratégias de promoção da saúde mental de fisioterapeutas que atuam em ambientes laborais desgastantes. <strong>Método:</strong> Revisão integrativa conduzida nas bases PubMed, PsycINFO, SciELO, LILACS e Web of Science, utilizando descritores relacionados a "fisioterapia", "saúde mental", "esgotamento profissional" e "condições de trabalho". Período: 2014-2024. <strong>Resultados:</strong> A análise de [15] estudos revelou alta prevalência de Síndrome de Burnout, estresse, ansiedade e depressão entre fisioterapeutas atuantes em UTIs, emergências, oncologia e neurofuncional. Os principais fatores de risco incluem sobrecarga de trabalho, contato com sofrimento e morte, baixo suporte institucional e desvalorização profissional. As consequências abrangem desde prejuízos à saúde do trabalhador até a redução da qualidade da assistência prestada. <strong>Conclusões:</strong> A saúde mental do fisioterapeuta é gravemente impactada por ambientes de trabalho desgastantes. Urge a implementação de políticas institucionais de suporte, a valorização profissional e a criação de espaços de cuidado para esses trabalhadores, assegurando tanto seu bem-estar quanto a segurança do paciente. ·</p>2026-01-01T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 //periodicos.ufam.edu.br/index.php/amazonica/article/view/19317Violência e Vulnerabilidade Social: 2026-01-01T00:24:16+00:00Ana Beatriz Bezerra Vilaçaana.vilaca@ufam.edu.brGabriela Andrade Britogabriela.andrade@ufam.edu.brGabriela Bezerra Moraesgabriela.moraes@ufam.edu.brLaura Beatriz Mendonça Batistalaura-beatriz.mendonca@ufam.edu.brManoela Rodrigues Porto manoela.porto@ufam.edu.br<p>A relação entre violência e vulnerabilidade social é um tema importante nas ciências sociais e da saúde, em razão dos efeitos duradouros que causa em populações que vivem em situações de desigualdade. Fatores como pobreza, marginalização social, preconceito racial, desigualdade de gênero e acesso restrito a políticas públicas aumentam as chances de experimentar diversas formas de violência. O objetivo deste artigo é conduzir uma revisão integrativa da literatura sobre as interseções entre violência e vulnerabilidade social, abordando três grupos específicos: mulheres em situação de rua, crianças e adolescentes, e idosos. A fim de entender seus determinantes e efeitos nos níveis individual e coletivo. A metodologia se fundamenta na avaliação de pesquisas divulgadas em bases científicas reconhecidas, escolhidas de acordo com critérios estabelecidos anteriormente. Os resultados sugerem que fatores sociais e estruturais afetam diretamente a incidência da violência e suas consequências físicas e psicológicas, destacando a necessidade de políticas públicas.</p>2026-01-01T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 //periodicos.ufam.edu.br/index.php/amazonica/article/view/19318Costurar danos, bordar vidas: 2026-01-01T00:37:09+00:00Adriana Rosmaninho Caldeira de Oliveira Rosmaninho Caldeira de Oliveiraadrianacaldeira@id.uff.brLarissa Santosla_santos@id.uff.br<p>O presente artigo aborda a Redução de Danos no Brasil a partir de uma concepção de subjetividade como produção situada geradora de sentido e uma concepção de autonomia compreendida pela ética do desejo, contrapondo-se à racionalidade normativa e afirmando a coautoria do cuidado. Inspirado na cartografia e nas narrativas ficcionais, o estudo utiliza fragmentos clínicos e relatos para analisar práticas de cuidado em vulnerabilidades. Ao recusar dicotomias entre teoria e prática, entende a RD como campo de disputa e aposta em práticas que valorizam singularidades e experiências como produtoras de saber.</p>2026-01-01T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 //periodicos.ufam.edu.br/index.php/amazonica/article/view/19319Educação e inclusão: 2026-01-01T00:43:56+00:00Ernani de Morais Lima Juniorernani.morais66@gmail.com<p>O presente trabalho se trata de um estudo bibliográfico crítico que busca apresentar ideias e fazer uma interface sobre o pensamento do psicólogo norte americano, Carl Rogers pertencente ao movimento humanista ou terceira força na psicologia, apresentando as suas ideias sobre a educação de modo a explorar as suas principais contribuições no campo educacional e principalmente o que entendia sobre o que chamava de aprendizagem significativa. Rogers era um crítico ferrenho a modelos educacionais conservadores, então a partir dos seus principais postulados busca-se fazer uma interlocução numa perspectiva do ensino centrado no estudante entendendo a educação como realmente democrática e suas formas de inclusão dos sujeitos nas suas mais variadas formas de se expressar sobre o mundo visto que trazem consigo subjetividades e experiências únicas e particulares. Considerando, portanto, um fieri teórico com base na abordagem centrada na pessoa esse artigo busca elucidar como Rogers pensava a educação, quais ideias impactam no tido modelo tradicional de ensino e com isso se debruçar/pensar sobre a inclusão dentro desse referencial.</p>2026-01-01T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 //periodicos.ufam.edu.br/index.php/amazonica/article/view/19320A clínica racializada: 2026-01-01T00:50:59+00:00Janderson Costa Meirajandersonmeiraa@gmail.comVitória Maria Bassi Marquespsi.vitoriabassi@gmail.com<p>O ensaio dialoga com autoras/os/es que problematizam a colonialidade do saber e do ser, enfatizando que o sofrimento psíquico de sujeitos racializados não pode ser compreendido de forma dissociada das violências históricas, estruturais e simbólicas que atravessam suas existências. Ao longo do texto, são discutidos os limites de uma clínica fundada em modelos universalizantes e medicalizantes, bem como a necessidade de despatologizar experiências marcadas pelo racismo, pela exclusão e pelo luto coletivo. A escrevivência é mobilizada como gesto político e metodológico que permite reinscrever a partir do fazer clínico racializado como espaço de escuta implicada, cuidado coletivo e reencantamento da vida. Ao recusar um fechamento conclusivo, o artigo afirma a clínica racializada como prática em permanente construção, convocando a psicologia a ampliar suas epistemologias, seus referenciais e seus modos de formação, de modo a sustentar uma clínica comprometida com a vida, a memória e a continuidade dos povos historicamente marginalizados.</p>2026-01-01T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 //periodicos.ufam.edu.br/index.php/amazonica/article/view/19321Dyslexic Word Search: 2026-01-01T01:28:38+00:00Alan Victor Sarinho de Sousa Limalavictor.sarinho.trabalho@gmail.comJoão Ricardo Lima Abdias de Souzacontact@joasouza.meLuciana Cidrimlucianacidrim@gmail.comFrancisco Madeirofrancisco.madeiro@unicap.br<p>Dyslexia is a specific learning disability that requires fluency and accuracy in word recognition, directly impacting the academic performance of school-age children. In recent years, the use of digital technologies has established itself as a promising alternative to support external interventions for this population, especially when combined with multisensory approaches and gamification strategies. This article presents Dyslexic Word Search, an application for Android devices that adapts the traditional word hunt game, incorporating visual, auditory, and tactile resources, as well as gamification elements, to enhance user engagement and motivation. The game was developed based on words frequently misspelled by students with dyslexia and structured in progressive levels of difficulty, allowing customization and monitoring of performance in a playful and accessible environment. Thus, Dyslexic Word Search not only adapts a consolidated game, but also reconstructs it pedagogically, articulating educational technology, gamification and multisensory learning to support dyslexia subjects.</p>2026-01-01T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 //periodicos.ufam.edu.br/index.php/amazonica/article/view/19322Dyslexic Word Search: 2026-01-01T01:46:05+00:00Alan Victor S arinho de Sousa Limaalavictor.sarinho.trabalho@gmail.comJoão Ricardo Lima Abdias de Souzacontact@joasouza.me Luciana Cidrimlucianacidrim@gmail.comFrancisco Madeirofrancisco.madeiro@unicap.br<p>A dislexia é um transtorno específico de aprendizagem que compromete a fluência e a precisão no reconhecimento de palavras, impactando diretamente o desempenho escolar de crianças em idade escolar. Nos últimos anos, o uso de tecnologias digitais tem se consolidado como alternativa promissora para apoiar intervenções voltadas a esse público, especialmente quando associadas a abordagens multissensoriais e estratégias de gamificação. Este artigo apresenta o <em>Dyslexic Word Search</em>, um aplicativo para dispositivos <em>Android</em> que adapta o tradicional jogo de caça-palavras, incorporando recursos visuais, auditivos e táteis, bem como elementos de gamificação, a fim de potencializar o engajamento e a motivação dos usuários. O jogo foi desenvolvido com base em palavras frequentemente escritas de modo incorreto por escolares com dislexia e estruturado em níveis progressivos de dificuldade, permitindo personalização e monitoramento do desempenho em um ambiente lúdico e acessível. Assim, o <em>Dyslexic Word Search</em> não apenas adapta um jogo consolidado, mas o reconstrói pedagogicamente, articulando tecnologia educacional, gamificação e aprendizagem multissensorial como suporte às intervenções em dislexia.</p>2026-01-01T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 //periodicos.ufam.edu.br/index.php/amazonica/article/view/19323Moral Disengagement in Children: 2026-01-01T02:02:01+00:00Antonio Roazziroazzi@gmail.com Maria Aline Rodrigues de Mouraaline.moura@upe.brAlessandro Toni alessandro.toni@uniroma1.itLorenza Di Pentimaorenza.dipentima@uniroma1.itAlexsandro M edeiros do Nascimentoalexsandro.mnascimento@ufpe.brBruno Campello de Souzabcampello@uol.com.br <p>The present study aimed to adapt and validate the psychometric properties of the Moral Disengagement Scale for Children (MDS-C) by employing an innovative approach that integrates illustrative visual stimuli specifically designed for Brazilian children. A total of 244 participants aged 7 to 12 years from public schools took part in the research. To establish evidence of validity, the adapted scale was administered together with the Empathy Scale for Children and Adolescents (EECA) and the Attachment in Friendship Relationships (AFR/ARA), thereby creating a concurrent validation framework. Exploratory Factor Analysis (EFA) and Similarity Structure Analysis (SSA) supported a three-dimensional structure of moral disengagement, which diverged from the original unidimensional model but converged with previous Brazilian validations among youth and adults. The findings highlight the psychometric soundness of the adapted version, demonstrating adequate internal consistency and strong construct validity, as evidenced by significant correlations with empathy and attachment insecurity. Furthermore, the study underscores the innovative incorporation of visual illustrations in assessing moral disengagement—an approach that enhances cognitive accessibility and response reliability among young children. Given the limited availability of validated instruments for this construct in childhood, the current adaptation constitutes a significant advancement in developmental psychology, moral education, and intervention programs. Future research should explore its cross-cultural generalizability and developmental sensitivity across age cohorts.</p>2026-01-01T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 //periodicos.ufam.edu.br/index.php/amazonica/article/view/19324Psychometric Validation of the Sophotechnic Mediation Scale and a New Understanding of the Development of GenAI Mastery: 2026-01-01T03:21:22+00:00Bruno Campello de Souzabcampello@uol.com.br Antonio Roazziroazzi@gmail.com Agostinho Serrano de Andrade Netoagostinho.serrano@ulbra.br<p>The rapid diffusion of generative artificial intelligence (GenAI) systems has introduced new forms of human–technology interaction, raising the question of whether sustained engagement gives rise to stable, internalized modes of cognition rather than merely transient efficiency gains. Grounded in the Cognitive Mediation Networks Theory, this study investigates Sophotechnic Mediation, a mode of thinking and acting associated with prolonged interaction with GenAI, and presents a comprehensive psychometric validation of the Sophotechnic Mediation Scale. Data were collected between 2023 and 2025 from independent cross-sectional samples totaling 3,932 adult workers from public and private organizations in the Metropolitan Region of Pernambuco, Brazil. Results indicate excellent internal consistency, a robust unidimensional structure, and measurement invariance across cohorts. Ordinal-robust confirmatory factor analyses and residual diagnostics show that elevated absolute fit indices reflect minor local dependencies rather than incorrect dimensionality. Distributional analyses reveal a time-evolving pattern characterized by a declining mass of non-adopters and convergence toward approximate Gaussianity among adopters, with model comparisons favoring a two-process hurdle model over a censored Gaussian specification. Sophotechnic Mediation is empirically distinct from Hypercultural mediation and is primarily driven by cumulative GenAI experience, with age moderating the rate of initial acquisition and the depth of later integration. Together, the findings support Sophotechnia as a coherent, measurable, and emergent mode of cognitive mediation associated with the ongoing GenAI revolution.</p> <p> </p> <p> </p>2026-01-01T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 //periodicos.ufam.edu.br/index.php/amazonica/article/view/19325A psicologia fenomenológica de inspiração heideggeriana e a compreensão da mundanidade da dependência digital: 2026-01-01T03:34:44+00:00Ewerton Helder Bentes de Castroewertonhelder@ufam.edu.brAndré Silva Malagueta malaguetaandre723@gmail.comPedro Lucas de Aquino Coelhop.aquinocoelho@gmail.comGabriel Guimarães de Almeidauimagabriell88@gmail.comBranca Cecília Beníciocecilia.psi@hotmail.com<p>A proposta do estudo é investigar o fenômeno da dependência digital em suas relações com a mundanidade, utilizando como arcabouço teórico a psicologia fenomenológica da vida cotidiana de Martin Heidegger. Trata-se de um ensaio teórico, natureza qualitativa, onde se empreende esforço para imbricar a pluridimensionalidade do fenômeno contemporâneo nominado vício de telas ou dependência digital com a proposta teórica de Heidegger, especificamente o constructo mundanidade. Conclui-se que a proposta foi então a descrição da mundanidade do vício digital, com a elaboração de modelo explicativo que articula e conecta a teoria e a prática, e a discussão sobre as suas implicações no cotidiano humano. Essa discussão, se, por um lado, se afastou do foco original, por outro, a sua pertinência para a compreensão da mundanidade do vício digital na vida cotidiana é inegável.</p>2026-01-01T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 //periodicos.ufam.edu.br/index.php/amazonica/article/view/19275Capa, Sumário e Apresentação do volume2025-12-31T16:09:30+00:00Ewerton Helder Bentes de Castroewertonhelder@ufam.edu.br<p>Capa, Sumário e Apresentação do volume</p>2026-01-01T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026