HON NO MUSHI - ESTUDOS MULTIDISCIPLINARES JAPONESES - ISSN 2526-3846 https://periodicos.ufam.edu.br/index.php/HonNoMushi <p style="line-height: 18.75pt; background: white; margin: 15.0pt 0cm 15.0pt 0cm;"><strong><span style="font-size: 10.5pt; font-family: 'Segoe UI',sans-serif;">MISSÃO</span></strong></p> <p style="text-align: justify;">A Revista&nbsp;<em>Hon no Mushi</em>&nbsp;configura-se em um espaço crítico e reflexivo voltado à promoção e expansão da interlocução de ideias, culturas, bem como a convergência de estudos científicos diversos e novos conhecimentos nos campos da literatura, da língua e da cultura japonesas e do ensino de línguas. Assim, acolhe os desdobramentos revelados nas mais distintas formas de expressão científica, constituindo-se em verdadeiro e legítimo convite a diferentes inscrições a partir da fecunda multiplicidade de olhares.</p> <p style="text-align: justify;">&nbsp;</p> Universidade Federal do Amazonas - Ufam pt-BR HON NO MUSHI - ESTUDOS MULTIDISCIPLINARES JAPONESES - ISSN 2526-3846 2526-3846 <p>Os direitos autorais pertencem à Revista Hon no Mishi - Estudos Multidisciplinares Japoneses e aos autores de cada artigo. Todo trabalho ou parte dele, quando citado ou utilizado, deve ser referenciado.&nbsp;</p> APRESENTAÇÃO https://periodicos.ufam.edu.br/index.php/HonNoMushi/article/view/8074 <p>Apresentação do volume 5, número 8 da <em>Revista Hon No Mushi - Estudos Multidisciplinares Japoneses</em> organizado por Kaoru Tanaka de Lira e Marcus Tanaka de Lira.</p> Kaoru Tanaka de Lira Marcus Vinicius Tanaka de Lira Copyright (c) 2020 HON NO MUSHI - ESTUDOS MULTIDISCIPLINARES JAPONESES - ISSN 2526-3846 http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2020-08-22 2020-08-22 5 8 6 9 SEMELHANÇAS E DISCREPÂNCIAS ENTRE AS PARTÍCULAS MARCADORAS DE TÓPICO E SUJEITO NA LÍNGUA JAPONESA E NA LÍNGUA COREANA. https://periodicos.ufam.edu.br/index.php/HonNoMushi/article/view/7224 <p style="text-align: justify;">O presente trabalho, seguindo uma linha funcional tipológica e baseada em Li e Thompson (1976), tem como objetivo listar e perscrutar as semelhanças entre as partículas marcadoras de tópico e sujeito na língua japonesa e na língua coreana. As partículas de tópico têm como função topicalizar um elemento na sentença, em sua maioria este elemento estará no início da frase e é conhecido pelo locutor e pelo interlocutor. Já a partícula de sujeito irá exercer a função de marcar o sujeito da frase, porém se diferenciando do tópico, o sujeito traz uma informação nova. Os dados seguintes apresentados foram retirados de gramáticas descritivas do coreano e do japonês. Os resultados obtidos apontam que as funções das partículas marcadoras de tópico e sujeito em ambas línguas são muito semelhantes, porém ainda há pequenas diferenças.</p> Anna Benedicta Gomes de Sousa Copyright (c) 2020 HON NO MUSHI - ESTUDOS MULTIDISCIPLINARES JAPONESES - ISSN 2526-3846 http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2020-08-22 2020-08-22 5 8 11 30 MORFEMAS ASPECTUAIS NA VARIEDADE BRASILEIRA DA LÍNGUA JAPONESA https://periodicos.ufam.edu.br/index.php/HonNoMushi/article/view/7086 <p>A imigração japonesa no Brasil deu origem a uma variedade da língua japonesa distinta daquela falada no arquipélago japonês. Uma das características do falar dos imigrantes japoneses e seus descendentes residentes no Distrito Federal é a presença dos morfemas aspectuais <em>–yor</em> e <em>–tor </em>que são vistas em construções verbais como <em>mi-yor-u</em>, <em>mi-tor-u</em> ‘ver-asp-npsd’. A presença destes morfemas na língua japonesa falada no Brasil é confirmada em levantamentos preliminares do que é denominado, nesta pesquisa, de Variedade Brasileira da Língua Japonesa (VBLJ) como os de Takano (2013) e de Ferreira (2009). O presente trabalho tem como objetivo descrever o uso e a distribuição destes morfemas aspectuais na VBLJ. A fonte da análise foi coletada solicitando aos colaboradores a narrativa do vídeo Pear Stories. Participaram desta pesquisa, 34 nipo-brasileiros compostos por imigrantes, filhos e netos de imigrantes japoneses residentes no Distrito Federal. As ocorrências do morfema –<em>yor</em> deram aos verbos uma leitura aspectual progressiva, enquanto o morfema <em>–tor</em> oscilou entre leitura progressiva e resultativa de acordo com a transitividade do verbo ao qual se afixa com exceções em alguns verbos.</p> Kaoru Tanaka de Lira Copyright (c) 2020 HON NO MUSHI - ESTUDOS MULTIDISCIPLINARES JAPONESES - ISSN 2526-3846 http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2020-08-22 2020-08-22 5 8 31 49 CLASSES ADJETIVAIS NO NORDESTE ASIÁTICO https://periodicos.ufam.edu.br/index.php/HonNoMushi/article/view/7513 <p style="text-align: justify;">Descrições de línguas do nordeste asiático frequentemente precisam lidar com a questão do reconhecimento ou não de uma classe adjetival em seu sistema lexical. Essa discussão tem estado presente nos estudos de línguas da região como Ainu (REFSING, 1986; SHIBATANI, 1990), falado no norte do Japão; Coreano (CHANG, 1996; SOHN, 2004; SOHN, 1999; YEON e BROWN, 2011), falado na península coreana; e Nivkhe (NEDJALKOV e OTAINA, 2013; GRUZDEVA, 1998; MATTISSEN, 2003), falado ao norte do Japão. No Brasil, essa mesma discussão tem estado presente na área de estudos japoneses devido a descrições como a de Suzuki (2016). A fim de melhor entender as dificuldades envolvidas na descrição das classes adjetivais da região, foram analisadas em coreano e japonês as classes lexicais cuja classificação são objeto de debate. Aplicaram-se 17 critérios morfossintáticos e semânticos encontrados em Dixon (2010) e Givón (2001) e, após a análise, constatou-se que é possível verificar mais diferenças do que semelhanças no comportamento gramatical de verbos e adjetivos em ambas as línguas, justificando a divisão em duas classes lexicais.</p> Marcus Vinicius Tanaka de Lira Copyright (c) 2020 HON NO MUSHI - ESTUDOS MULTIDISCIPLINARES JAPONESES - ISSN 2526-3846 http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2020-08-22 2020-08-22 5 8 50 83 UM ESTUDO SOBRE COMO OS FALANTES DE PORTUGUÊS DO BRASIL ESTUDANTES DE JAPONÊS UTILIZAM A ESTRUTURA “TEIRU N GA ARU” https://periodicos.ufam.edu.br/index.php/HonNoMushi/article/view/7218 <p>日本語で「結果残存のテイル」とブラジル・ポルトガル語(以下BP)の「estar+過去分詞」は基本的に対応する。そのため,「結果残存のテイル」は比較的に習得が困難ではないと思われるが,日本語母語話者が「結果残存のテイル」を使用しているのに対して,BPを母語とする日本語学習者(以下BPS)が「ついている電気がある」のような「結果残存の「テイルNがある」」を使用している場合がある。これはBPにおける不定冠詞の影響だと思われる。この現象を確認するため本研究ではBPSを対象とし,アンケート調査と文法性判断調査を通して,その特徴を提示した。その結果,不定冠詞がつく場面では「結果残存の「テイルNがある」」の使用が見られ,母語の影響があることが考えられる。</p> Julia Toffoli Copyright (c) 2020 HON NO MUSHI - ESTUDOS MULTIDISCIPLINARES JAPONESES - ISSN 2526-3846 http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2020-08-22 2020-08-22 5 8 84 101 IDEOLOGIAS, POLÍTICAS LINGUÍSTICAS FAMILIARES E BILINGUISMO https://periodicos.ufam.edu.br/index.php/HonNoMushi/article/view/7064 <p style="text-align: justify;">Este artigo tem o objetivo de analisar algumas ideologias e políticas linguísticas adotadas por uma família de descendentes de japoneses residentes em Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil. Primeiramente, serão introduzidos alguns aspectos da imigração japonesa neste país e da condição dos imigrantes no início do século XX. Em seguida, será apresentado o aporte teórico sobre o qual a investigação se baseia e, por fim, será feita a análise dos dados obtidos a partir de entrevistas semiestruturadas com a família.</p> Vinicius Borges de Almeida Isabella Mozzillo Copyright (c) 2020 HON NO MUSHI - ESTUDOS MULTIDISCIPLINARES JAPONESES - ISSN 2526-3846 http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2020-08-22 2020-08-22 5 8 103 117 A INTERMODALIDADE NA LEITURA DE JOGOS NÃO DIDÁTICOS EM LÍNGUA JAPONESA https://periodicos.ufam.edu.br/index.php/HonNoMushi/article/view/7184 <p>Uma das maiores questões ao pesquisar o uso de jogos eletrônicos, não didáticos, como propiciadores de algum tipo de aquisição de línguas estrangeiras é a constante indagação: será que os jogadores conseguem ler os dizeres durante as partidas do jogo? Por se tratar de uma mídia multimodal (KRESS, 2009), jogos não são apenas texto estático e sua compreensão não depende somente da decodificação do modo escrito. Diferentes modos interagem e criam um ambiente de imersão (CSIKSZENTMIHALYI, 2014; SALEN; ZIMMERMAN, 2003) que até pode ser interpretado como um uso autêntico e contextualizado da linguagem (GILMORE, 2007; NEWCOMBE; BRICK, 2017), contudo pouco se sabe sobre a eficácia desse tipo de mídia para o treino da leitura, especialmente do japonês e seu complexo sistema de escrita (OLIVEIRA, 2019). Questões como: “será que meu aluno consegue ler isso? ”; “não é muito difícil para ele? ”; “Essas imagens não atrapalham? ” foram norteadoras para questionar até que ponto o ambiente contextualizado da linguagem dos jogos eletrônicos (NEWCOMBE; BRICK, 2017) pode propiciar alguma aquisição da escrita do idioma japonês (BASSETTI, 2019). Para analisar tais indagações 19 participantes informaram sobre seus hábitos de leitura em língua japonesa. Em seguida, 3 destes participantes, de diferentes níveis de proficiência, jogaram os jogos: <em>Osu! Tatakae! Ouendan!</em> e <em>Kukkingu Mama</em> em uma sessão de jogo. Os relatos foram registrados e permitiram inferir que o nível de conhecimento na língua influencia a compreensão do modo escrito. Contudo, o ambiente multimodal aparenta ser benéfico para estimular os jogadores aprendizes mesmo entre os níveis iniciantes.</p> valdeilton lopes de oliveira Copyright (c) 2020 HON NO MUSHI - ESTUDOS MULTIDISCIPLINARES JAPONESES - ISSN 2526-3846 http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2020-08-22 2020-08-22 5 8 118 137 VOZES DE ERIKO https://periodicos.ufam.edu.br/index.php/HonNoMushi/article/view/7220 <p><span style="font-weight: 400;">O presente artigo tem como interesse analisar, diante das teorias </span><em><span style="font-weight: 400;">queer</span></em><span style="font-weight: 400;">, as leituras possíveis em cima da personagem Eriko, da novela </span><em><span style="font-weight: 400;">Kitchen</span></em><span style="font-weight: 400;">, escrito por Yoshimoto Banana e publicado no mercado nacional em 1995. Em diálogo direto com a pesquisadora britânico-australiana Sara Ahmed, a pesquisa trará debates sobre os aspectos da violência contra transexuais na literatura, assim como a comunidade </span><em><span style="font-weight: 400;">queer </span></em><span style="font-weight: 400;">em geral, a negligência sobre os lutos enfrentados pela comunidade, a composição de família e o combate contra as tradições heterocisnormativas perpetuadas nos estilos de vida japonês e global. Como veículo, por meio de Eriko, propomos fazer uma leitura de encontro das vozes entre a personagem fictícia com as Erikos do mundo real e como encontrar esperanças nessas jornadas.</span></p> Wanderson Tobias Rodrigues Copyright (c) 2020 HON NO MUSHI - ESTUDOS MULTIDISCIPLINARES JAPONESES - ISSN 2526-3846 http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2020-08-22 2020-08-22 5 8 138 149 NO SANGUE ESCORRIDO https://periodicos.ufam.edu.br/index.php/HonNoMushi/article/view/7267 <p>Entendendo a literatura como uma instituição na qual se pode ou não dizer tudo, este trabalho tenta conciliar a essa definição uma problemática discursiva em torno da morte. Os contos selecionados parecem de alguma forma não se opor ao sugerido, porém, trazem complicações tanto para o entendimento da obra quanto para a forma na qual seu conteúdo é narrado, assim, busca-se entender como morte, literatura e ética podem se relacionar em estruturas narrativas que partem de um elemento tão díspar como, por exemplo, o assassinato.</p> Fabio Pomponio Saldanha Copyright (c) 2020 HON NO MUSHI - ESTUDOS MULTIDISCIPLINARES JAPONESES - ISSN 2526-3846 http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2020-08-22 2020-08-22 5 8 150 161 NOVA COLÔNIA JAPONESA DA GRANDE AMAZÔNIA (DAI AMAZON NO NIHON SHOKUMINCHI), DE TSUKASA UETSUKA https://periodicos.ufam.edu.br/index.php/HonNoMushi/article/view/7738 <p>Trata se da tradução do plano de Tsukasa Uetsuka para o desbravamento da Amazônia, que iniciou o caminho prodigioso da lavoura da juta nas várzeas dos estados do Amazonas e Pará, levando o Brasil à autossuficiência de fibra de juta em 1951. Uetsuka (1890 -1978) foi responsável pela nova modalidade de imigração japonesa mediante formação de um grupo de líderes (<em>koutakusei</em>) e desenvolvimento de um instituto de pesquisa na Vila Amazônia no município de Parintins-AM. O texto amplia a compreensão da arquitetura inicial do processo migratório, o contrato de concessão de um milhão de hectares pelo governador do Amazonas Efigênio Salles, em 1927, aos japoneses e os primeiros passos para a efetivação do assentamento no estado do Amazonas, da apresentação da Amazônia e suas riquezas aos futuros desbravadores. O texto foi publicado na revista mensal japonesa <em>Kingu,</em> em junho de 1931, e encontra-se disponível no site digital da biblioteca do Congresso Nacional Japonês.</p> Minoru Uchigasaki Copyright (c) 2020 HON NO MUSHI - ESTUDOS MULTIDISCIPLINARES JAPONESES - ISSN 2526-3846 http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2020-08-22 2020-08-22 5 8 163 184