//periodicos.ufam.edu.br/index.php/Decifrar/issue/feedRevista Decifrar2025-12-28T17:26:47+00:00Kenedi Santos Azevedorevistadecifrar@ufam.edu.brOpen Journal Systems<p>A Revista Decifrar tem como objetivo divulgar a produção científica de docentes e discentes de programas de Pós-Graduação de Instituições de Ensino Superior do Brasil e do exterior. O periódico acolhe trabalhos que apresentem resultados de pesquisas concluídas ou em andamento, contribuindo para o aprofundamento das discussões em torno da Teoria e da Crítica Literária, bem como das Literaturas em Língua Portuguesa.</p> <p>A revista publica textos inéditos e originais, redigidos em língua portuguesa, inglesa, francesa ou espanhola, voltados às áreas de Letras, Artes e Humanidades, com ênfase nas subáreas de literatura brasileira, literatura portuguesa e demais literaturas. De periodicidade semestral, a Revista Decifrar adota o sistema de fluxo contínuo de submissões e publica artigos, dossiês, entrevistas, além de resenhas de obras teóricas, críticas ou artísticas, teses, dissertações e de monografias.</p> <p>O periódico é organizado por professores-pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Letras – Estudos Literários da Faculdade de Letras da Universidade Federal do Amazonas (UFAM).</p> <p><strong>ISSN:</strong> 2318-2229 | <strong>Ano de Criação:</strong> 2013 |<strong> Área do Conhecimento:</strong> Letras | <strong>Periodicidade:</strong> Semestral, na modalidade fluxo contínuo | <strong>DOI:</strong> 10.29281 | <strong>QUALIS:</strong> B1</p>//periodicos.ufam.edu.br/index.php/Decifrar/article/view/19245ACERVO JOSÉ ALDEMIR DE OLIVEIRA NO MUSEU DA AMAZÔNIA2025-12-23T18:16:56+00:00Paola Verri de Santanapvsantana@ufam.edu.brSoraia Pereira Magalhãessoraia.mag@gmail.comHellen Caroline de Jesus Bragahellenbraga.21@gmail.comJéssica Silva de Souzaahsjessica.souza@gmail.com<p>O amazonense, geógrafo e professor José Aldemir de Oliveira manifestou vontade em abrir para o público o material que reuniu ao longo da vida com o propósito de transformá-lo em biblioteca. O projeto de organização do que veio a se chamar “Biblioteca José Aldemir de Oliveira” partiu das ideias de acervo pessoal e especializado, hoje sediada no Museu da Amazônia (MUSA), onde também está abrigado o acervo do professor Ennio Candotti. Esse texto aborda o acervo José Aldemir de Oliveira, em respeito à apresentação no II Simpósio Práticas Leitoras. O objetivo foi inventariar o acervo do professor, no intuito de disponibilizá-lo para acesso ao público, bem como dar vitalidade à biblioteca. Esse propósito mobilizou uma equipe ligada ao Núcleo de Estudos e Pesquisas das Cidades na Amazônia Brasileira (NEPECAB), grupo de pesquisa do qual José Aldemir de Oliveira foi fundador e líder, vinculado à Universidade Federal do Amazonas. Atualmente a biblioteca, inserida no MUSA, oferece possibilidades de atender a comunidade em geral. Aos poucos a sociedade começa a se beneficiar, à medida em que vão sendo superadas as dificuldades técnicas e de infraestrutura para manter o acervo de uma biblioteca do porte e das características apresentadas, nas condições para que tenha a vitalidade que merece. Vários desafios permanecem, dentre os quais o de como coexistir frente a uma cultura cada vez mais digital.</p>2025-12-28T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Paola Verri de Santana, Soraia Pereira Magalhães, Hellen Caroline de Jesus Braga, Jéssica Silva de Souza//periodicos.ufam.edu.br/index.php/Decifrar/article/view/19248BIBLIOTECAS PÚBLICAS INVISÍVEIS NO AMAZONAS: INQUIETAÇÕES QUE INFLUENCIARAM O ESTUDO DO TEMA2025-12-24T18:28:09+00:00Soraia Pereira Magalhãessoraia.mag@gmail.com<p>Este artigo baseia-se na introdução da tese doutoral intitulada “Bibliotecas Invisíveis: sistemas, cidades e representações sociais de bibliotecas públicas no estado do Amazonas, Brasil”, que justifica o interesse da autora pelo tema das bibliotecas públicas. O trabalho relata impressões da autora sobre a Biblioteca Pública Estadual do Amazonas, em tempos pretéritos e anos mais tarde, e apresenta inquietações quanto à ausência de dados sistematizados sobre bibliotecas públicas nos municípios do estado. Como resultado, são compartilhadas as conclusões de uma pesquisa realizada <em>in loco</em> em 32 municípios do Amazonas, além de reflexões sobre o Programa Livro Aberto no estado. Alguns desses aspectos foram apresentados em palestra durante o II Simpósio Práticas Leitoras, realizado em 09 de julho de 2022.</p>2025-12-28T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Soraia Pereira Magalhães//periodicos.ufam.edu.br/index.php/Decifrar/article/view/19249UNIVERSIDADE E BIBLIOTECAS COMUNITÁRIAS EM REDE: FOMENTO À LEITURA E À CULTURA NA AMAZÔNIA2025-12-24T19:39:48+00:00Fátima Maria da Rocha Souzafmdsouza@uea.edu.brRaquel Souza de Liraraquelliraletras@gmail.comElisângela Silva de Oliveiraesoliveira@uea.edu.br<p>The second edition of the Reading Practices outreach project aimed to strengthen the partnership between the Amazonas State University (UEA) and the community libraries of the <em>Cachoeiras de Letras Network</em> (RNBC, 2021; Souza <em>et al.</em>, 2021) through three axes related to the cultural field: Education, Action, and Cultural Mediation. The first focused on the professional training of cultural agents (Netto, 2020); the second applied knowledge aimed at developing cultural projects in the libraries belonging to the C<em>achoeiras de Letras Network</em>; and the third integrated undergraduate literature students, scholarship holders, and/or volunteers in curatorial activities (Bunzen, 2020) related to both the collection and the specific readership served by each library. By envisioning a reading society (Queirós, 2009), based on strengthening partnerships between universities and community libraries, we envision theoretical and practical guidelines for the training of undergraduates in Literature, Library Science, Pedagogy, and related fields. Such interactions expand the network of cultural professionalization and foster reading practices, integrating teaching, research, and outreach.</p>2025-12-28T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Fátima Maria da Rocha Souza, Raquel Souza de Lira, Elisângela Silva de Oliveira//periodicos.ufam.edu.br/index.php/Decifrar/article/view/19252BIBLIOTECA COMUNITÁRIA PAULO FREIRE: PROCESSOS DE MEDIAÇÃO CULTURAL NO INTERIOR DO AMAZONAS2025-12-25T12:18:01+00:00Giovana Pinto Praiapraiagiovanna5@gmail.comFátima Maria da Rocha Souzafmdsouza@uea.edu.brRaquel Souza de Liraraquelliraletras@gmail.comJonatan Pereira Lopesjonatas7pereira@gmail.com<p>Este trabalho apresenta ações da segunda edição do projeto de extensão Práticas Leitoras (PROEX/UEA), realizadas na Biblioteca Comunitária Paulo Freire (BCPF) (Boletim, 2019; Souza, 2019; Batista <em>et al</em>., 2021). A parceria entre a universidade e o espaço de leitura viabilizou a atuação de bolsistas e voluntários, com participação em formações diversas. Com base em visitas técnicas e pesquisa bibliográfica, discute-se a mediação cultural por meio da leitura como prática de diálogo aberto entre biblioteca, comunidade e universidade (Rastelli, 2021). Os resultados evidenciam o papel da BCPF como espaço não formal de educação (Gohn, 2006, 2009; Souza <em>et. al.</em>, 2022a), contribuindo para a redução das desigualdades informacionais (Guedes, 2007) e para a criação de outras bibliotecas em contextos de vulnerabilidade social (Lira <em>et. al.</em>, 2022; Projeto, 2021; Oliveira, 2022). As ações fortaleceram o vínculo com bibliotecas comunitárias da Rede Cachoeiras de Letras (Souza <em>et al.</em>, 2021a; Cachoeiras, 2021). Por fim, apontam-se desafios e perspectivas diante da celebração dos 25 anos da BCPF, em 2026.</p>2025-12-28T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Giovana Pinto Praia, Fátima Maria da Rocha Souza, Raquel Souza de Lira, Jonatan Pereira Lopes//periodicos.ufam.edu.br/index.php/Decifrar/article/view/19253MEDIAÇÃO CULTURAL NO PORTAL DA CULTURA MUNGUBA2025-12-25T14:33:36+00:00Marcia Priscila Freire Borgesmarciapriscila2911@gmail.comVirgilio Pereira dos Reisvirgilioreis@gmail.comFátima Maria da Rocha Souzafmdsouza@uea.edu.br<p>Este artigo apresenta um breve histórico do Portal da Cultura Munguba - Biblioteca Munguba e Memorial de Presidente Figueiredo (AM) e destaca ações de mediação cultural. A metodologia da pesquisa-ação foi aplicada a partir da experiência da bolsista do projeto de extensão Práticas Leitoras (Ano 2), promovido pelo Núcleo de Estudos Superiores de Presidente Figueiredo da Universidade do Estado do Amazonas (NESPF/UEA), acadêmica do curso de Letras, em diálogo com o idealizador do espaço. A fundamentação teórica baseia-se nos cursos Formação de Agentes Culturais e Elaboração de Projetos Culturais, bem como nas participações no 2º Ciclo Formativo da Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias (RNBC) e na formação para auxiliares de bibliotecas, promovida pela Biblioteca Demonstrativa do Brasil (BDB Cultural). Como resultado, descreve a realidade desse espaço, evidenciando seu potencial artístico, cultural e memorialístico, bem como apresenta uma reflexão sobre as ações empreendidas, levantando desafios enfrentados e soluções construídas durante a execução do projeto. Por fim, procura-se evidenciar a importância da biblioteca comunitária no contexto social e a relevância do trabalho do mediador cultural para maior articulação cultural, por meio do enraizamento comunitário e da incidência política.</p>2025-12-28T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Marcia Priscila Freire Borges, Virgilio Pereira dos Reis, Fátima Maria da Rocha Souza//periodicos.ufam.edu.br/index.php/Decifrar/article/view/19254SALA DE LEITURA DO CASARÃO DE IDÉIAS: UMA BIBLIOTECA COMUNITÁRIA NO CENTRO HISTÓRICO DE MANAUS2025-12-25T17:24:28+00:00Raquel Souza de Liraraquelliraletras@gmail.comFátima Maria da Rocha Souzafmdsouza@uea.edu.brJoão Fernandes Netojfneto@uea.edu.br<p>A Sala de Leitura do Casarão de Idéias foi criada com o propósito de disponibilizar à comunidade o acervo pessoal do professor e gestor João Fernandes, inspirada nos fundamentos de Freire (1989), Queirós (2009) e Candido (2011), é estruturada em espaços destinados ao público adulto e infantil, reunindo obras direcionadas às artes e à gestão cultural. No âmbito do projeto de extensão Práticas Leitoras - Ano 2 (NESPF/UEA), investigaram-se práticas de mediação cultural (Rastelli, 2021) desenvolvidas nesse espaço, buscando compreender possibilidades de profissionalização cultural associadas ao livro, à leitura, à literatura e às bibliotecas. A metodologia incluiu visita técnica, diálogos com o gestor, participação em formações e levantamento bibliográfico. Os resultados apontam que o Casarão de Idéias configura-se como um espaço não formal de educação (Gohn, 2010), que valoriza o território e a comunidade local ao fomentar o acesso à leitura por meio de lançamentos, consultas e doações de livros, além de difundir a arte em múltiplas linguagens, com exposições que dialogam com o acervo. Nessa perspectiva, ao promover a leitura como um direito humano, a Sala de Leitura consolida-se como uma biblioteca comunitária (RNBC, 2021), expandindo este conceito ao inseri-la em um espaço cultural que atrai públicos diversos, desde leitores em formação até interagentes mais experientes. No desenvolvimento das ações, em 2023 foi criado o Festival Literário do Centro e, em 2024, o espaço foi ampliado e ganhou a Livraria da Barroso.</p>2025-12-28T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Raquel Souza de Lira, Fátima Maria da Rocha Souza, João Fernandes Neto//periodicos.ufam.edu.br/index.php/Decifrar/article/view/19257EDUCAÇÃO E CULTURA: CONTRIBUIÇÕES DA MEDIAÇÃO CULTURAL PARA O PROCESSO DE FORMAÇÃO DE LEITORES2025-12-27T11:30:42+00:00Raquel Souza de Liraraquelliraletras@gmail.comLourene Nascimento Félixlourene.felix@semed.manaus.am.gov.br<p>Este artigo busca relatar e analisar os resultados do projeto “Educação e Cultura: contribuições da mediação cultural para o processo de formação de leitores” (PCE/FAPEAM, 2022), que teve como objetivo investigar as contribuições da mediação cultural (Rastelli, 2021) para o processo de formação de leitores, realizada em um espaço não formal de educação (Gohn, 2010) em interação com o componente curricular Língua Portuguesa, seguindo as normativas orientadas pela BNCC (Brasil, 2017). Nesta proposta, três estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental participaram de atividades de mediação de leitura e mediação cultural, em contexto escolar e extraescolar, na Escola Municipal Professora Maria Auxiliadora Santos Azevedo, situada no bairro Jorge Teixeira; e no Centro Cultural Casarão de Idéias, no centro, ambos em Manaus (AM). Esta proposta se justifica por possibilitar aos alunos descobertas leitoras múltiplas, com o intuito de enriquecer o repertório sociocultural, visando a uma formação multiletrada que aprimorasse suas competências da leitura e a escrita atreladas aos usos sociais da linguagem. A metodologia valorizou a abordagem qualitativa e os procedimentos técnicos: pesquisa bibliográfica e pesquisa-ação, desenvolvidas ao longo do período de vigência do projeto (jul.-dez./2022) que contemplou grupo de pesquisa/estudo, clube de leitura e mediação cultural. Por fim, os estudantes bolsistas socializaram suas experiências com alunos das turmas de 9º ano e em eventos científicos em contexto escolar e acadêmico. Os resultados obtidos demonstram que os cientistas juniores ampliaram o repertório literário, artístico e cultural, favorecendo o desenvolvimento de suas práticas de leitura e escrita.</p>2025-12-28T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Raquel Souza de Lira, Lourene Nascimento Félix//periodicos.ufam.edu.br/index.php/Decifrar/article/view/19258CLUBE DE LEITURA DO PROJETO TE CONTO EM CONTOS EM TURMAS DE ENGENHARIA NO AMAZONAS2025-12-27T13:28:46+00:00Fátima Maria da Rocha Souzafmdsouza@uea.edu.brElaine Pereira Andreattaeandreatta@uea.edu.brNayara da Silva Queiroznayarasq@unicamp.brRaquel Souza de Liraraquelliraletras@gmail.com<p>Este artigo apresenta reflexões sobre a criação de um Clube de Leitura, idealizado na disciplina de Comunicação e Expressão, ministrada na Universidade do Estado do Amazonas (EST/UEA). Diante do desafio de reinventar a docência durante a pandemia, o espaço virtual foi adotado como estratégia didática para promover práticas de leitura e escrita acadêmica. Os resultados são discutidos à luz dos conceitos de multiletramentos (Cazden <em>et. al.</em>, 2021; Mendonça; Andreatta; Schlude, 2021), Letramentos Acadêmicos (Lea; Street, 2014) e Letramento Literário (Cosson, 2019a). Além dos conteúdos voltados para à produção de gêneros acadêmicos, como o resumo e a resenha (Motta-Roth, 2010), a criação do Clube de Leitura de textos literários (Cosson, 2019b) contribuiu significativamente para o aprendizado dos discentes. Essa estratégia, vinculada ao projeto de extensão Oficina de Escrita, foi implementada em formato experimental, incentivando a escrita autoral de resenhas de produtos culturais como o projeto <em>Te conto em contos </em>(Cardoso, 2021). A experiência evidenciou o protagonismo estudantil por meio dos letramentos literários, que também mobilizaram saberes tecnológicos e digitais, promovendo letramentos plurais e ampliando o repertório dos estudantes em formação.</p>2025-12-28T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Fátima Maria da Rocha Souza, Elaine Pereira Andreatta, Nayara da Silva Queiroz, Raquel Souza de Lira//periodicos.ufam.edu.br/index.php/Decifrar/article/view/19261NARRATIVAS PERIFÉRICAS: A LEITURA E AS NOSSAS LEITURAS DE QUARTO DE DESPEJO2025-12-28T00:23:30+00:00Lourene Nascimento Félixlourene.felix@semed.manaus.am.gov.brRaquel Souza de Liraraquelliraletras@gmail.com<p>Este artigo tem a finalidade de analisar a experiência docente derivada da realização de projeto de leitura, relatando e descrevendo práticas, saberes e resultados de sua aplicação. O projeto “Narrativas periféricas: a leitura e as nossas leituras de Quarto de despejo” foi desenvolvido entre estudantes do 8º ano, na Escola Municipal Professora Maria Auxiliadora Santos Azevedo, no Jorge Teixeira, em Manaus/AM. Ao longo do segundo semestre de 2022, fomentaram-se leituras e (re)leituras do livro <em>Quarto de despejo</em>: diário de uma favelada (Jesus, 2014). Na metodologia, utilizou-se a abordagem qualitativa e os procedimentos técnicos: pesquisa bibliográfica e pesquisa de campo, com aplicação de questionários para investigar a realidade social dos estudantes. Vislumbrando-se a literatura da perspectiva de seu “teor testemunhal” (Seligmann-Silva, 2003), os alunos leram a obra, conheceram a biografia e o cotidiano de Carolina Maria de Jesus e, aguçaram a percepção sobre as desigualdades sociais vigentes em sua comunidade, e desenvolveram uma consciência crítica acerca do lugar social que ocupam no contexto manauara. Após a aplicação e análise dos questionários, os resultados revelaram uma realidade amazonense (Manaus, 2022, Comunidade João Paulo II) semelhante àquela vivenciada pela protagonista Carolina (São Paulo, 1950/1960, favela do Canindé). Nesta perspectiva, observou-se que, durante as aulas de Língua Portuguesa, ao realizaram atividades em contextos reais de comunicação (Bakhtin, 2011), os estudantes aprimoraram as habilidades da leitura e da oralidade, por meio da socialização das pesquisas e das leituras de relatos narrados neste diário, além de compartilharem experiências pessoais de sua comunidade, classificada como “periférica”.</p>2025-12-28T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Lourene Nascimento Félix, Raquel Souza de Lira//periodicos.ufam.edu.br/index.php/Decifrar/article/view/19262TRADIÇÃO E EXPERIMENTAÇÃO: VERTENTES DA POESIA DE JORGE TUFIC2025-12-28T10:21:55+00:00Diogo Sarraff Soaresdiogosarraff@outlook.com<p>Este artigo analisa os três primeiros livros de Jorge Tufic – <em>Varanda de pássaros</em> (1956), <em>Chão sem mácula</em> (1966) e <em>Faturação do ócio</em> (1974) – com o objetivo de demonstrar como sua poesia se estrutura em duas vertentes fundamentais: tradição e experimentação. A proposta parte da constatação crítica de que, embora reconhecida como múltipla, a obra do poeta ainda carece de análises que evidenciem com precisão as técnicas formais que sustentam essa multiplicidade. Para fundamentar a leitura, utiliza-se o conceito de “dominante”, conforme definido por Roman Jakobson, entendido como o componente estruturante que “regula, determina e transforma os demais componentes” da obra artística (Jakobson, 2014, p. 42). A análise percorre aspectos como métrica, forma fixa (como o soneto e o haikai), ritmo, imagismo, metalinguagem e narratividade, revelando como cada obra marca uma etapa distinta na evolução estética desse escritor. Conclui-se que a poesia de Jorge Tufic opera com maturidade e consciência estética entre dois polos estruturantes, ora reafirmando convenções clássicas, ora tensionando-as por meio da inovação formal e simbólica. Sua contribuição para a literatura de expressão amazonense reside justamente nessa capacidade de articular rigor técnico com liberdade criativa, construindo uma obra que permanece viva e singular dentro do panorama poético brasileiro.</p>2025-12-28T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Diogo Sarraff Soares//periodicos.ufam.edu.br/index.php/Decifrar/article/view/19263JOSÉ ALDEMIR DE OLIVEIRA - UM INTELECTUAL AMAZONENSE2025-12-28T11:25:33+00:00José Benedito dos Santos (In memoriam)profbenesantos@hotmail.com<p>São inúmeras as lembranças que guardo do amigo José Aldemir de Oliveira, como professor, geógrafo, cronista da cidade de Manaus e da Amazônia brasileira. Entretanto, nesse breve texto não cabem todas as lembranças advindas de vários anos de amizade, por isso, citarei apenas algumas delas que foram muito significativas para minha formação como leitor e pesquisador da cultura amazônica.</p> <p>Em 2017, após ser aprovado na seleção de doutorado em Literatura Brasileira na Universidade de Brasília (UnB), conversei com o professor José Aldemir de Oliveira a respeito da existência de obras de autores da região, que tratavam sobre as condições de vida das mulheres nos seringais amazônicos, ele citou um nome: Samuel Benchimol. Depois dessa conversa, fui convidado a pesquisar em sua biblioteca particular. Selecionei algumas obras, ele num gesto de boa vontade, disse-me que as emprestaria para eu ler. Saí de sua biblioteca com algumas obras raras. Li todas, em seguida, tirei cópias daquelas que seriam/continuam sendo úteis à minha pesquisa.</p>2025-12-28T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 José Benedito dos Santos (In memoriam)//periodicos.ufam.edu.br/index.php/Decifrar/article/view/19265LITERATURA E GEOGRAFIA EM JOSÉ ALDEMIR DE OLIVEIRA2025-12-28T12:01:27+00:00Esteban Reyes Celedónceledonesteban@ufam.edu.brFrancisca de Lourdes Souza Lourolourdeslouro@yahoo.com.brPaola Verri de Santanapvsantana@ufam.edu.br<p>Há uma série de geógrafos que buscam na literatura fontes de informação espacial sobre regiões diversas, outros encontram na escrita literária caminhos alternativos para expressar aspectos socioespaciais da realidade vivida. O caso de José Aldemir de Oliveira é compreendido como o de quem percorreu os dois caminhos. Para estudar e divulgar este feito, foram desenvolvidos dois eventos com ciclos de palestras, que são descritos aqui. Uma parceria entre a Faculdade de Letras (FLET) e o Departamento de Geografia (DEGEOG), por intermédio dos grupos de pesquisa “Crônica Brasileira: Dilemas, Paradoxos e Soluções de um Gênero Moderno” e o “Núcleo de Estudos e Pesquisas das Cidades da Amazônia”, além do de extensão “Aglaya Literária”, todos ligados a Universidade Federal do Amazonas, representa um marco deste diálogo entre literatura e geografia na obra de José Aldemir de Oliveira. O primeiro foi o ciclo de palestras <em>Ressonâncias da urbe nas o</em><em>bras de José Aldemir de Oliveira: o espaço geográfico e literário. </em>O segundo foi o evento chamado<em> Seis crônicas exemplares seis: homenagem ao cronista José Aldemir de Oliveira. </em>Como resultados, são descritos parte dos projetos de pesquisa e extensão e abordados diálogos entre profissionais que conviveram com o amazonense em análise e que une e separa essas áreas e tipos de conhecimento.</p> <p> </p>2025-12-28T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Esteban Reyes Celedón, Francisca de Lourdes Souza Louro, Paola Verri de Santana//periodicos.ufam.edu.br/index.php/Decifrar/article/view/19268FICHA TÉCNICA2025-12-28T17:14:33+00:00Editor-Chefekenedi.santosazevedo@gmail.com<p>Ficha Ténica</p>2025-12-28T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Editor-Chefe//periodicos.ufam.edu.br/index.php/Decifrar/article/view/19266APRESENTAÇÃO2025-12-28T14:54:52+00:00Elaine Pereira Andreattaeandreatta@uea.edu.brElisangela Silva de Oliveiraesoliveira@uea.edu.brFátima Maria da Rocha Souzafmdsouza@uea.edu.brPaola Verri de Santanapvsantana@ufam.edu.brRaquel Souza de Liraraquelliraletras@gmail.com<p>“Se existe um lugar propício aos desvios e aos encontros inesperados, é a biblioteca”, afirma a antropóloga Michèle Petit (2010, p. 273). É na biblioteca, continua a autora, que se torna possível experimentar o tempo fora de casa sem prestar contas a ninguém, abandonando-se ao devaneio, entendendo-se como sujeito de tantos aprendizados que impulsionam a crescer. Também refletindo acerca desse espaço de conhecimento e cultura, Manguel (2006, p. 13) alerta o leitor que o amor às bibliotecas, assim como muitos amores, “deve ser aprendido. Ninguém que pise pela primeira vez num aposento repleto de livros saberá instintivamente como se comportar nem o que se espera, o que se promete e o que é permitido”. Os dois autores, sob perspectivas diversas, reafirmam a força do livro e do lugar que se torna seu guardião, garantindo acesso e partilha. Além disso, eles também traduzem o percurso singular da relação entre leitores e biblioteca, celebrando o encontro das gentes nesta geografia acidentada pelos labirintos de mesas, estantes, sombras, luzes e segredos.</p>2025-12-28T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Elaine Pereira Andreatta, Elisangela Silva de Oliveira, Fátima Maria da Rocha Souza, Paolo Verri de Santana, Raquel Souza de Lira//periodicos.ufam.edu.br/index.php/Decifrar/article/view/19267PREFÁCIO2025-12-28T16:13:13+00:00Geraldo Alves de Souzageraldoalves@ufam.edu.brPaola Verri de Santanapvsantana@ufam.edu.br<p>O <em>Dossiê Literatura e Geografia: Bibliotecas em Rede no Amazonas</em> chega logo após o <em>Workshop 30 anos de NEPECAB: reflexões e perspectivas sobre as cidades da Amazônia. </em>As duas iniciativas tendem a se somar a um momento de comemorar a união entre a Literatura e a Geografia, registrada por meio de expressões da oralidade, da escrita e da paisagem, entre a liberdade artística e o rigor científico sobre o espaço. Esses ofícios eram a vida e o trabalho do geógrafo amazonense, que encontrava nos estudos e nas pesquisas sobre as cidades na e da Amazônia a inspiração para crônicas e definição de objetos de investigação.</p>2025-12-28T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Geraldo Alves de Souza, Paola Verri de Santana