ANINC - Anuário do Instituto de Natureza e Cultura https://periodicos.ufam.edu.br/index.php/ANINC Multidisciplinaridade, Alto Solimões, Amazônia pt-BR ANINC - Anuário do Instituto de Natureza e Cultura 2525-300X EDITORIAL https://periodicos.ufam.edu.br/index.php/ANINC/article/view/4343 Rodrigo Reis Copyright (c) 2018-03-12 2018-03-12 2 1 EDUCAÇÃO INTERCULTURAL NA TRÍPLICE FRONTEIRA BRASIL/COLOMBIA/PERU: UMA PERSPECTIVA ANTROPOLÓGICA https://periodicos.ufam.edu.br/index.php/ANINC/article/view/2712 <p class="Normal1" style="text-align: justify;">Neste artigo procurarei refletir sobre a prática da educação intercultural por meio da utilização do instrumental teórico da antropologia. Antes de analisarmos como o discurso intercultural, por meio do Programa Escolas Interculturais de Fronteira (PEIF) e dos movimentos sociais organizados, está adentrando as escolas da região do alto Solimões, na tríplice fronteira Brasil/Colômbia/Peru, entendo que se faz necessário apreender como se dão os processos interculturais de constituição, diferenciação e integração dos grupos fronteiriços. Para tanto levarei em consideração as políticas de identidades em suas múltiplas expressões, que formam as sociedades e Estados plurais contemporâneos, em interface com o conceito de cultura, etnicidade e nacionalidade, explorados neste texto.</p> José Maria Trajano Vieira Copyright (c) 2018-04-06 2018-04-06 2 1 59 67 MULTICULTURALISMO E INTERCULTURALIDADE: UMA REALIDADE E UMA PERSPECTIVA EDUCACIONAL? https://periodicos.ufam.edu.br/index.php/ANINC/article/view/2692 <p style="text-align: justify;">As escolas públicas dos municípios de Atalaia do Norte, Benjamin Constant e Tabatinga, no Amazonas, região Norte do Brasil, trabalham com classes formadas por alunos brasileiros (de diferentes regiões do país), indígenas (de diferentes etnias: Kokama, Tikuna, Matsés), peruanos (de diversas regiões do Peru), e, em alguns casos, alunos colombianos, do município de Letícia, principalmente. Diante dessa diversidade de culturas e línguas, é interessante discutirmos a questão do multiculturalismo como uma realidade com a qual nos defrontamos a cada dia e ainda a perspectiva da interculturalidade como uma proposta educacional. Para essa discussão far-se-á uma breve exposição sobre os temas e teceremos considerações sobre as experiências vivenciadas no Programa Escolas Interculturais de Fronteira (PEIF) desenvolvido nos três municípios já citados. Os resultados obtidos através dos seminários e encontros pedagógicos mostraram que a diversidade de línguas e de culturas não tem sido trabalhada de forma favorável ao reconhecimento e à valorização das diferenças como uma riqueza, o que é proposto pela abordagem intercultural.</p> <p style="text-align: justify;"><strong>&nbsp;</strong></p> <p><strong>Palavras-chave</strong>: Programa Escolas Interculturais de Fronteira; diversidade; línguas; culturas.</p> Marcilene da Silva Nascimento Cavalcante Lesly Diana Pimentel Yong Copyright (c) 2018-04-06 2018-04-06 2 1 68 76 REDE, PRA QUE TE QUERO: UM PROJETO DE ENSINO APRENDIZAGEM https://periodicos.ufam.edu.br/index.php/ANINC/article/view/2691 <p style="text-align: justify;">Este artigo é resultante das orientações realizadas aos cursistas do Programa Escolas Interculturais de Fronteira – PEIF desenvolvido nos municípios de Atalaia do Norte, Benjamin Constant e Tabatinga, no Amazonas, região Norte do Brasil. Após o período de formação dos cursistas o Programa teve como proposta, nesta fase inicial de implantação, desenvolver atividades didáticas em sala de aula com uma abordagem intercultural.&nbsp; Trabalhou-se, portanto, a proposta da elaboração de projetos de ensino-aprendizagem, considerando que as salas de aulas das escolas de fronteira são constituídas por alunos com culturas distintas. A metodologia envolveu reunião com a equipe do PEIF, leituras referentes à interculturalidade, fronteira, variações linguísticas, projeto de ensino-aprendizagem; realização de oficinas para elaboração do projeto, aplicação gradativa deste na escola. Os resultados alcançados demonstraram que o uso do projeto em sala de aula com uma abordagem intercultural traz uma nova dinâmica pedagógica, possibilita a construção de novos conhecimentos de forma mais humana.</p> <p><strong>Palavras-chave</strong>: Interculturalidade; PEIF; variações linguísticas.</p> Shirlane Pantoja da Silva Marcilene da Silva Nascimento Cavalcante Lesly Diana Pimentel Yong Copyright (c) 2018-04-06 2018-04-06 2 1 77 87 ENTRE FIOS DE TUCUM E TRAÇOS DE ARUMÃ: crônica da memória e do cotidiano das mulheres artesãs Tikuna de Benjamin Constant-AM https://periodicos.ufam.edu.br/index.php/ANINC/article/view/2929 Benedito do Espirito Santo Pena Maciel Copyright (c) 2018-04-06 2018-04-06 2 1 88 96 O MODO DE VIDA E AS ATIVIDADES PRODUTIVAS EM SÃO JOSÉ, BENJAMIN CONSTANT, AMAZONAS https://periodicos.ufam.edu.br/index.php/ANINC/article/view/4295 <p style="text-align: justify;">O sistema de produção na comunidade de São José se configura como cultivo agroflorestal, que envolve o cultivo simultâneo de árvores e espécies agrícolas. O objetivo da pesquisa foi analisar o sistema produtivo como componente para a sustentabilidade ambiental dos agricultores familiares da comunidade de São José no município de Benjamin Constant-AM. A Comunidade de São José encontra-se na Ilha de Aramaçá em um ambiente de várzea, situada na margem direita do rio Solimões. A abordagem utilizada foi quali-quantitativa. E o delineamento da pesquisa escolhido foi o estudo de caso. Foram utilizadas técnicas como: observação simples e entrevista semiestruturada. Os sujeitos sociais da pesquisa foram qualificados como agricultores familiares da comunidade de São José. Os participantes foram maiores de 18 anos de idade, independente de sexo, cor, etnia e crença, que se disponibilizaram a responder espontaneamente à entrevista. A produção agrícola predominantemente é voltada ao autoconsumo e o excedente destinado à comercialização. Os produtores cultivam várias espécies, garantindo assim a segurança alimentar, com disponibilidade de espécies para colheita na época seca. Realizam várias atividades simultâneas como: pesca, caça, plantio, colheita e criação de animais de pequeno porte. Os produtores agrícolas de várzea produzem quantidade e qualidade de produtos capazes de satisfazer suas necessidades em alimentos das unidades de consumo familiar. Os agricultores estão em recomeço/readaptação em área de várzea. Favorecem a conservação dos recursos naturais, adquirem recursos, produtos sem desmatar demasiadamente a floresta, se reutilizando de áreas já utilizadas e recuperando o solo com fertilidade natural. Assim os agricultores familiares vivem de forma sustentável na comunidade de São José.</p> <p style="text-align: justify;">&nbsp;</p> <p><strong>Palavras-Chave:</strong> Sistema de produção; agricultura familiar; Alto Solimões.</p> <p style="text-align: justify;">&nbsp;</p> Patrício Freitas de Andrade Antonia Ivanilce Castro Dácio Rodrigo Oliveira Braga Reis Diones Lima de Souza Osvaldino Brito Freitas Copyright (c) 2018 ANINC - Anuário do Instituto de Natureza e Cultura 2018-04-06 2018-04-06 2 1 97 107 INFLUÊNCIA DA DENSIDADE DE ESTOCAGEM NA SOBREVIVÊNCIA E CRESCIMENTO DE LARVAS DO MATRINXÃ (Brycon amazonicus SPIX & AGASSIZ, https://periodicos.ufam.edu.br/index.php/ANINC/article/view/803 <p>Baixas taxas de sobrevivência durante a larvicultura do matrinxã frequentemente têm sido associadas ao comportamento canibalístico iniciado nos primeiros dias de vida larval. O objetivo deste trabalho foi verificar a influência de diferentes densidades de estocagem na sobrevivência e crescimento de larvas do matrinxã. Larvas com três dias de vida foram submetidas a três tratamentos, com 4 repetições, sendo: T1-15 larvas/litro; T2-30 larvas/litroe T3-45 larvas/litro. Foram utilizadas bandejas plásticas brancas (01 litro) e as larvas foram alimentadas diariamente, por 10 dias, com organismos da Classe Cladocera, ofertados <em>ad libitum.</em> Monitorou-se as variáveis temperatura, oxigênio, ph e condutividade. Ao final do experimento não houve diferença significativa no crescimento em peso e comprimento de larvas submetidas a T1 (0, 0187±0, 0110g e 25,25±7,42mm), T2 (0,0123±0,0091g e 21,67±6,56mm) e T3 (0,0149±0,0133e 19,99±6,81mm). Não foram observadas diferenças entre as taxas de sobrevivência dos tratamentos comparados T1 (30,0±13,88%), T2 (51,66± 7,93%) e T3 (49,44± 6,64%) quando comparados o 5º e 10º dias, porém, analisados separadamente, no 5º dia, o T2 apresentou valores significativamente maiores (51,66± 7,93%) em relação a T3 (49,44± 6,64%) e T1 (30,00±13,88%). No 10º dia, porém, a maior taxa de sobrevivência também foi observada no T2(41,38±27,54%). Em relação à mortalidade ocasionada por canibalismo, no T3: 45 larvas/litro (p&lt;0,05), foi significativamente maior em relação aos demais (0, 937±1.10). Os resultados sugerem que a densidade 30 larvas/litro (T2), foi a mais adequada à fase de larval do matrinxã por proporcionar maior taxa de sobrevivência, produtividade e menor ocorrência de mortalidade por canibalismo larval.</p> Ana Carolina Souza Sampaio Nakauth Jarluce Reina Jacaúna Marle Angélica Villacorta-Correa Agno Nonato Serrão Acioli José de Ribamar da Silva Nunes Copyright (c) 2018 Anúario do Instituto de Natureza e Cultura 2017-04-03 2017-04-03 2 1 108 115