Transparência semântica e o ‘calque’ cultural no noroeste amazônico

Simeon Floyd

Resumo


A literatura etnográfica tem descrito, por vezes, as partes do noroeste da Amazônia como áreas
de cultura compartilhada com grupos linguísticos. Este trabalho ilustra como um princípio
de transparência semântica entre idiomas é o meio pelo qual se estabelecem elementos de
uma cultura regional comum através de práticas como o calque linguístico de etnônimos e
topônimos de tal sorte que eles são semanticamente, mas não fonologicamente, equivalente
entre idiomas. Colocam-se as áreas do alto Rio Negro do noroeste da Amazônia em discussão
geral das práticas nominais entre idiomas na América do Sul e considera-se a extensão para a
qual uma preferência pela transparência semântica pode ser ligada a casos de ‘calques’ culturais
amplamente disseminados, em significados culturalmente importantes por serem similares
em diferentes sistemas linguísticos. Também se refere ao princípio de transparência
semântica além das frases específicas referenciais e em estruturas de discurso maiores. Conclui-
se que uma atenção para as práticas semióticas nos cenários multilíngues podem prover
novos e mais complexos modos de pensar a respeito da ideia de cultura compartilhada

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