NOSSOS ANCESTRAIS PRATICAVAM SEXO? DIVERSIDADE SEXUAL NOS REGISTOS RUPESTRES DO PARQUE NACIONAL SERRA DA CAPIVARA-PIAUÍ, BRASIL

  • Antoniel dos Santos Gomes Filho
  • Leandro Colling
  • Michel Justamand
  • Gabriel Frechiani de Oliveira
  • Vanessa da Silva Belarmino
  • Mario Ribeiro dos Santos Filho

Resumo

E como nossos ancestrais praticavam sexo? Como indicam os estudos já publicados na área, às práticas sexuais estavam inseridas no cotidiano dos povos que habitaram as terras brasilis muito antes dos anos de 1500. Os registros rupestres nos indicam que aquelas pessoas possuíam variadas práticas sexuais que pareciam ainda não reguladas e normatizadas como nos dias atuais, como atestam vários estudos ligados às perspectivas queer. Essas práticas incluíam sexo entre pessoas do mesmo sexo, sexo entre pessoas de sexos distintos, sexo de pessoas com animais, sexo grupal entre pessoas e sexo de adultos com crianças ou pelo menos na presença das crianças. Através de estudos no campo da antropologia e arqueologia, desenvolvidos, há mais de 10 anos no Parque Nacional Serra da Capivara, por Michel Justamand, e em contato com as pesquisas sobre gênero e sexualidade de Leandro Colling, entre os dias 29 de janeiro e
05 de fevereiro de 2018, foi organizada uma expedição ao parque, para visitação de sítios arqueológicos com registros de cenas de práticas sexuais e de reprodução. Assim, o presente estudo tem como objetivo apresentar notas preliminares sobre o que se revelou durante essa expedição, especialmente, no que tange as cenas de práticas sexuais. Na apresentação utilizaremos os registros fotográficos das cenas rupestres dos sítios arqueológicos visitados na expedição, que dialogam com os referenciais teóricos sobre as práticas sexuais na História Antiga do Brasil.

Publicado
2018-12-26
Como Citar
GOMES FILHO, Antoniel dos Santos et al. NOSSOS ANCESTRAIS PRATICAVAM SEXO? DIVERSIDADE SEXUAL NOS REGISTOS RUPESTRES DO PARQUE NACIONAL SERRA DA CAPIVARA-PIAUÍ, BRASIL. Somanlu: Revista de Estudos Amazônicos, [S.l.], v. 18, n. 02, dez. 2018. ISSN 2316-4123. Disponível em: <http://periodicos.ufam.edu.br/somanlu/article/view/5068>. Acesso em: 26 mar. 2019.