• Revoluções e revoltas no século XX
    v. 2 n. 2 (2018)

    O presente dossiê traz artigos que analisam momentos importantes da História contemporânea. A Revolução Russa que completou seu centenário em 2017, marcou a trajetória dos trabalhadores do mundo todo, tendo um grande significado para o século XX. É imprescindível num momento em que o mundo novamente passa por uma grande transformação social, política e cultural, convulsionada pela globalização, migrações e novas relações de trabalho, tenhamos abordagens que nos possibilitem revisitarmos o passado onde as lutas sociais foram imprescindíveis para organizar, promover e fortalecer os trabalhadores, seus movimentos, suas reivindicações.

    Os artigos presentes no dossiê desse número da Revista Madwarisawa, foram apresentados durante a X Semana de História, da Universidade Federal do Amazonas, em 2017, que teve como tema “Os 100 anos da Revolução Russa e o ensino de História”.

    Os trabalhos aqui apresentados trazem temas diversos, mas possuem um único eixo que é a importância da agência dos trabalhadores como protagonistas históricos de eventos de grande impacto social no século XX. Portanto, são trabalhos resultantes de pesquisas monográficas, PIBICS ou artigos para disciplinas que refletem sobre as inquietações de seus autores, permitindo um diálogo rico sobre sujeitos, protagonismo, política e revolução.

    Desejamos uma ótima leitura para todos (as)!!

     

    Profa. Dra. Kátia Couto (Editora Convidada) e Equipe Editorial.

  • Capa Revista História Social do Trabalho na Amazônia
    v. 1 n. 1 (2017)

    Em seu primeiro número, a Manduarisawa-Revista Eletrônica Discente do curso de História da UFAM propõe um dossiê temático voltado para o campo da História Social do Trabalho na Amazônia, em especial por reconhecer uma inequívoca expansão do campo e sua inegável relevância. Considerando a constante necessidade de discutir as experiências e práticas sociais que englobam as categorias do trabalho na região amazônica, este dossiê visa fomentar o debate do campo da História do Trabalho que tem articulado discussões bastante amplas e diversificadas, como os estudos de gênero, a domesticidade, relações e interações entre trabalho livre e escravo, pós-abolição, identidade e migrações. Revisita também temas clássicos, como as múltiplas relações que se estabelecem entre os trabalhadores e suas organizações representativas; entre eles e o patronato, assim também como com o Estado.

    A abertura de cursos de Pós-Graduação no Norte do país ampliou significativamente o processo de produção do conhecimento histórico em muitos estados da região e, desta forma, há, hoje, um conjunto bastante interessante e diversificado de pesquisas em andamento, favorecendo a recepção e ampliação do debate historiográfico de ponta na região, da mesma forma em que também termina por dar vazão à inovação historiográfica, com a projeção de novas e instigantes temáticas, praticamente desconhecidas pela comunidade acadêmica de outras regiões.

    No interior destes Mundos do Trabalho, para usar a feliz e rica expressão consagrada por Eric Hobsbawm, os temas são os mais variados, indo desde a discussão de paradigmas interpretativos e debate historiográfico em torno da temática, até a análise das relações entre categorias distintas de trabalhadores, passando pelo tenso diálogo estabelecido pelas associações operárias com as mais diversas organizações da sociedade e instituições do Estado; pelos conflitos trabalhistas; as relações e distinções entre campo e cidade e entre trabalhadores urbanos e rurais, os mecanismos de controle e resistência, o trabalho feminino e infantil, etc.

    Nesse sentido, o dossiê tem como objetivo articular pesquisas que, preocupadas com a Amazônia, hoje se desenvolvem sem muitas conexões tanto no cenário local e regional de produção, quanto no cenário nacional mais amplo, onde as pesquisas tendem recepcionar mais pontualmente as contribuições teóricas e metodológicas difundidas por instituições acadêmicas mais tradicionais, consolidadas e de grande impacto no processo formativo de quadros acadêmicos na área de História para as universidades brasileiras, incluindo-se ai também às do Norte do país. Colocando-se como um espaço aberto para a divulgação desses estudos, a Revista Manduarisawa quer ser também um veículo dessa interação, entendendo que as trocas multidirecionais que possam resultar desse debate enriquecerão ainda mais o campo da História Social do Trabalho.
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