HIERARQUIA E REVOLTA. PERNAMBUCO, 1817

  • Gefferson Ramos Rodrigues Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA)

Resumo

A Revolução Pernambucana de 1817, por muitos considerada como a primeira revolução a se opor objetivamente contra a escravidão, ao mesmo tempo em que inovava no campo político, com a entrada de ideias liberais, reforçava hierarquias tradicionais no plano social, justamente num momento em que novos atores entravam na cena política.
A fim de ilustrar essa assertiva, o texto explora episódio pitoresco ocorrido entre os revolucionários pernambucanos encarcerados na cadeia de Salvador na Bahia onde, insatisfeitos com o tratamento que lhes eram dispensados, foram instados pelo carcereiro a se organizarem “em classes”, a fim de receber melhor alimentação conforme a posição que cada um ocupava na escala social. Após acalorado debate entre os presos o que se viu, ao invés de uma organização tendo em vista a sociedade mais livre que almejavam, foi o reforço de antigas posições.
PALAVRAS-CHAVES: Revolução Pernambucana; Revoltas; Política.

Biografia do Autor

Gefferson Ramos Rodrigues, Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA)

Graduado em História pela Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), Minas Gerais, (2005), mestre (2009) e doutor (2015) em História pela Universidade Federal Fluminense, Niterói, Rio de Janeiro. O principal tema de suas pesquisas contempla as rebeliões na América portuguesa, sobretudo, em relação a participação de grupos populares, a exemplo de índios, escravos e homens livres pobres. Atualmente é professor Adjunto do curso de História na Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), lotado no Instituto de Ciências da Educação (ICED), em Santarém.

Publicado
2019-05-22