AS AMBIGUIDADES DO ESPAÇO HABITADO: MANAUS NO OITOCENTOS 1845-1900

  • Bruno Miranda Braga Universidade Federal do Amazonas -UFAM.

Resumo

A proposta deste artigo é discutir e apresentar aspectos relevantes da cidade de Manaus ao fim do século XIX, destacando a população indígena presente no cotidiano citadino. O artigo parte da premissa que na cidade as culturas indígenas estavam em convivência mesmo que resistente com as culturas exteriores, ditas “brancas”. Nesse sentido, tecemos nossa análise a partir do ano de 1850, início de período Imperial Brasileiro, e findamos em seu decurso, que coincide com a Belle Époque manauara, que tentou impor um novo conceito a cidade e seus habitantes. O texto foi divido em duas partes: na primeira apresentamos a cidade no início da segunda parte do oitocentos, período que a cidade fora visitada por naturalistas que a descreveram como predominantemente indígena. Na segunda parte, destacamos a resistência política dos indígenas frente a modernização da cidade advinda com a riqueza do boom da borracha.


 

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Graduado em História pelo UNINORTE Laureate, e em Geografia pela Universidade do Estado do Amazonas UEA. Mestre em História Social pela Universidade Federal do Amazonas UFAM. Pesquisa sobre o Amazonas no periodo Imperial, detacando as culturas, os discursos e, as populações indígenas do período.

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Publicado
2018-10-03
Como Citar
BRAGA, Bruno Miranda. AS AMBIGUIDADES DO ESPAÇO HABITADO: MANAUS NO OITOCENTOS 1845-1900. Manduarisawa - Revista Eletrônica Discente do Curso de História da UFAM, [S.l.], v. 2, n. 2, p. 29-50, out. 2018. ISSN 2527-2640. Disponível em: <http://periodicos.ufam.edu.br/manduarisawa/article/view/4391>. Acesso em: 19 out. 2018.