CIVILIZAÇÃO, OCIDENTE, “CLÁSSICOS” E EUROCENTRISMO:

É POSSÍVEL UMA ECOLOGIA DE SABERES PARA A HISTÓRIA DA HISTORIOGRAFIA E A TEORIA DA HISTÓRIA?

  • Matheus Vargas de Souza UNIRIO

Resumo

Este trabalho tem por objetivo discutir os processos eurocêntricos conectados com os estudos sobre a Antiguidade, em especial pondo em questão a ideia de uma Antiguidade “Clássica”, dentro da perspectiva de uma cultura de elite e um critério de avaliação para as demais culturas humanas. Partindo disso, encontramos as bases de um Ocidente europeu que, apesar de suas distinções nacionais internas, soube se diferenciar do restante do mundo tendo esse alicerce ideológico historiográfico como instrumento. Pretendemos nos questionar sobre a historiografia e a possibilidade de se desvencilhar de suas, convenientemente elaboradas, “raízes clássicas” em detrimento de uma apreciação mais plural das culturas humanas e das práticas historiográficas como um todo, utilizando as noções de “ecologia de saberes” e “co-presença radical” de Boaventura de Sousa Santos, no intuito de vislumbrar uma nova epistemologia para a História.

 

Publicado
2020-03-06