Canoa do Tempo http://periodicos.ufam.edu.br/index.php/Canoa_do_Tempo <p>Canoa do Tempo - Revista do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal do Amazonas</p> pt-BR <p>Esta obra está licenciada com uma Licença &lt;a rel =" license "href ="&nbsp;<a href="https://u928059.ct.sendgrid.net/wf/click?upn=FCN3ORrWzstxFmmMlqzCj0xsX7JQV535D5gIPhnEkuqExreE79hksD3SzAeBrIRwucl0xt1iL-2ByrMqKgLXLslw-3D-3D_h9-2BlUZ7verAhw3TxlJC44XouPPMjpZqfjlBeaqz55f-2FeDuf-2FVO-2FYa1JYYcSWvD9Jcn7dhe0-2Feu4Lz242rcCm5n9fZOTEz9ABV72gEPJpux2U-2FMeZ3PelmFO-2BnJwqmOHFrO9ZpuLULrF-2FEbIBAYyjssZ6wPFhwYRpbLyn-2FWg4iqi1IiXO4NmUVHvhMPp-2Fb3oqbTwgJFZ-2FPoAbrdcHb6xwKoNbVaz-2FrLZ-2F4et62-2B9z9vo-3D" target="_blank">http: / /creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/</a>&nbsp;"&gt;</p> canoadotempo@gmail.com (César Augusto Bubolz Queiros) canoadotempo@gmail.com (César Augusto Bubolz Queiros) Wed, 09 Oct 2019 19:17:41 +0000 OJS 3.1.2.4 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 FRONTEIRAS, TRABALHO E ETNICIDADE http://periodicos.ufam.edu.br/index.php/Canoa_do_Tempo/article/view/6470 <p>A revista Canoa do Tempo traz a público o dossiê Fronteiras, Trabalho e Etnicidade, com artigos que denotam a complexidade da discussão sobre a ideia de fronteira. Para além do entendimento sumário da categoria, usualmente articulada como linha divisória, há o indicativo do peso dos mundos do trabalho no estabelecimento de suas problemáticas. A Amazônia aparece como espacialidade privilegiada para a articulação de estudos desta natureza, ambientados entre o imaginário da opulência e as agruras de formas coercitivas da lida cotidiana. Ao longo do tempo, a floresta foi atravessada por diversos tipos de deslocamentos de fronteiras, cujos desdobramentos socioeconômicos e demográficos deixaram marcas indeléveis no tecido social de suas cidades, aldeias e rios.</p> <p>Não por acaso, a floresta por tempos pensada no terreno do fantástico perdeu força discursiva sob a sombra do colonialismo interno, quase sempre jungido a interesses capitalistas internacionais. O ethos das mulheres guerreiras que (re)batizou o vale ao gosto do imaginário europeu, teve seus sentidos transformados com as sucessivas devassas e esquadrinhamentos do espaço em busca de riquezas. As fronteiras do paraíso terreal tiveram de ser redimensionadas, restando apenas o invólucro da mensagem edênica, que traduziu a Amazônia como terreno inabitado, disponível e à margem da História.</p> <p>A diversidade de abordagens e aparatos teóricos aqui propostos demonstram a as possibilidades dos temas que abalizam o dossiê. Em tempos monocromáticos, refletir sobre a complexidade do conceito de fronteira vai na contramão de pensamentos que simplificam a realidade. Com isso, objetivamos fomentar ainda mais discussões que levem em conta o caráter movediço e múltiplo das experiências humanas no espaço e no tempo.</p> <p>Boa leitura!</p> Antonio Alexandre I Cardoso, Prof. Dr. Eurípedes Antônio Funes Copyright (c) 2019 Canoa do Tempo http://periodicos.ufam.edu.br/index.php/Canoa_do_Tempo/article/view/6470 Tue, 08 Oct 2019 22:12:47 +0000 A AMAZÔNIA NO OLHAR IMPERIALISTA http://periodicos.ufam.edu.br/index.php/Canoa_do_Tempo/article/view/5947 <p>O presente artigo&nbsp;se debruça sobre algumas visões estadunidenses sobre a região amazônica no século XIX. Ao analisar os&nbsp;projetos expansionistas e anexacionistas do futuro confederado Matthew Fontaine Maury, serão apresentadas&nbsp;reflexões sobre os discursos imperialistas envolvendo a exploração das riquezas da floresta e a navegação de seus rios.&nbsp;Havia por parte de setores da sociedade norte-americana o interesse em fundar uma espécie de reduto escravista ligado aos Estados Unidos, com o nome de República Amazônica, encravado no território brasileiro. Maury procurou apoio político para efetivar seus intentos em meados dos anos 1840 aos 1850, tendo em mente transferir populações escravizadas no Sul dos Eua para trabalhar em plantations em terras amazônicas. Para efeito de discussão dessas problemáticas, serão escrutinadas fontes ligadas aos planos expansionistas de Maury, de modo a revelar aspectos ainda pouco evidenciados da história&nbsp;social da amazônia no século XIX.</p> Maria Clara Sales Carneiro Sampaio Copyright (c) 2019 Canoa do Tempo http://periodicos.ufam.edu.br/index.php/Canoa_do_Tempo/article/view/5947 Tue, 08 Oct 2019 22:17:09 +0000 NOTAS DE PESQUISA SOBRE ESCRAVIDÃO NOS RIOS MADEIRA E PURUS (1850-1889) http://periodicos.ufam.edu.br/index.php/Canoa_do_Tempo/article/view/5734 <p>Na última década, as pesquisas acerca da presença negra assim como de seu impacto no<br>seio social amazônico têm se intensificado sobremaneira e apresentado a importância de tais<br>debates, seja para o meio historiográfico ou para a sociedade como um todo. No que concerne à<br>Província do Amazonas, várias pesquisas apresentam como a população negra ao lado da indígena<br>foram importante força de trabalho e como também criaram espaços de resistência e luta contra o<br>sistema escravista. Todavia, ainda se faz necessários analisar as vivências desses sujeitos em áreas<br>mais distantes da capital Manaus, como em torno dos altos rios amazônicos. Dessa forma, neste<br>artigo buscarei demonstrar a experiências desses agentes sociais no mundo do trabalho da floresta<br>nos rios Madeira e Purus no decorrer do século XIX. A partir de 1870, essas áreas passaram por<br>um processo de intensas transformações causada pelo avanço das fronteiras e da produção de<br>borracha. Utilizando como base documental jornais, processos criminais, dentre outras fontes que<br>de alguma forma nos permitam aproximar-nos das vivências desses sujeitos, adentrando pela<br>floresta e rios amazônicos.</p> Jéssyka Sâmya Ladislau Pereira Costa Copyright (c) 2019 Canoa do Tempo http://periodicos.ufam.edu.br/index.php/Canoa_do_Tempo/article/view/5734 Tue, 08 Oct 2019 22:19:00 +0000 “ABUSANDO DA FRAQUEZA E SIMPLICIDADE DO OFENDIDO" http://periodicos.ufam.edu.br/index.php/Canoa_do_Tempo/article/view/5495 <p><strong>Resumo</strong>: O objetivo deste artigo é analisar o tenso campo dos significados de liberdade e escravidão no Brasil oitocentista, tomando como lócus a fronteira meridional do Império. Persegue-se as implicações da existência de fronteiras cada vez mais porosas e intercambiáveis entre os status do cativeiro e da liberdade. Consideraremos o frequente trânsito de trabalhadores rurais, gado e fazendeiros pelos limites dos países platinos e como isso implicava no cotidiano das experiências laborais e na consideração dos status dos indivíduos negros envolvidos. Além disso, tendo em vista a proibição da frequência de negros livres, forros e escravizados nas aulas públicas do Rio Grande do Sul, analisaremos como participar desse espaço escolar carregava um simbolismo vinculado a afirmação de autonomia e de liberdade.</p> Paulo Roberto Staudt Moreira Copyright (c) 2019 Canoa do Tempo http://periodicos.ufam.edu.br/index.php/Canoa_do_Tempo/article/view/5495 Tue, 08 Oct 2019 22:21:42 +0000 TERRITORIALIDADES COLONIAIS http://periodicos.ufam.edu.br/index.php/Canoa_do_Tempo/article/view/5296 <p>A região amazônica se constituiu como exemplo ímpar de colonização no <em>Novo Mundo</em>. Suas especificidades se conformaram para além dos estabelecimentos coloniais portugueses. Diferentes sujeitos e grupos sociais foram responsáveis pelo desenvolvimento de um cotidiano colonial com características próprias. O <em>status</em> de unidade administrativa autônoma, denominada primeiramente de Estado do Maranhão, não foi a única diferença evocada na relação com o Estado do Brasil. Legislações específicas, diversidade de produtos naturais, alto contingente populacional indígena e a intensa presença estrangeira fizeram desta região um <em>espaço</em> particular no ambiente colonial. Desse modo, o objetivo deste texto é apresentar uma breve reflexão sobre os principais agentes responsáveis pela conformação das <em>fronteiras sociais amazônicas</em> no século XVII, especificamente da região denominada de delta amazônico. Para tanto, apresentaremos algumas análises que procuram dar conta de noções como <em>lugar, espaço, fronteiras </em>e<em> territorialidades</em> de modo a possibilitar uma problematização inicial sobre o estabelecimento de um cotidiano colonial característico daquela região<em>.</em> Em seguida, apresentamos breves considerações sobre as relações estabelecidas entre alguns agentes que compartilharam este vasto território, concorrendo para a (re)configuração de fronteiras sociais naquela região.</p> Fernando Roque Fernandes Copyright (c) 2019 Canoa do Tempo http://periodicos.ufam.edu.br/index.php/Canoa_do_Tempo/article/view/5296 Tue, 08 Oct 2019 22:24:09 +0000 MOBILIDADE HUMANA E TRABALHO: http://periodicos.ufam.edu.br/index.php/Canoa_do_Tempo/article/view/5305 <p>O presente artigo visa compreender o processamento da mobilidade humana laboral de brasileiros, em busca de trabalho que transcorre na fronteira do Brasil com a República Cooperativista da Guiana, na cidade brasileira de Bonfim, em Roraima, com a cidade de Lethem, na Guiana. Nesse contexto, este estudo demonstra como se concretiza a ocorrência da mobilidade humana e a ordenação do universo do trabalho no contexto da globalização da economia, proporcionando um maior entendimento acerca desta temática de natureza multidisciplinar, com perspectivas distintas, dispondo conceitos capazes de dar atenção à complexidade desse fenômeno migratório que ocorre nessa transfronteira, enfatizando as relações cotidianas da população dessa região, por meio do enlaçamento dessas comunidades translocais, bem como das transformações que ocorrem nesse espaço e que tem proporcionado mudanças de natureza econômica, cultural, política e social para os migrantes fronteiriços.</p> Eduardo Gomes da Silva Filho, Júlia Maria Corrêa Almeida Copyright (c) 2019 Canoa do Tempo http://periodicos.ufam.edu.br/index.php/Canoa_do_Tempo/article/view/5305 Tue, 08 Oct 2019 22:27:12 +0000 A TENDA E O SIMULACRO http://periodicos.ufam.edu.br/index.php/Canoa_do_Tempo/article/view/5498 <p>Na década de 1860, George Kennan (1845 - 1924) fez parte de uma expedição para construção de uma linha telegráfica no nordeste russo. Alguns anos depois, em 1870, um livro em que contava suas experiências chegava ao mercado dos Estados Unidos. Com edições até os dias de hoje, <em>Tent Life in Siberia</em> foi um popular texto sobre aventura, masculinidade, natureza selvagem e extrema, que ajudou a formar uma visão a respeito deste território no pensamento ocidental. Este artigo debruça-se sobre duas passagens deste relato para explorar a relação de Kennan com sua posição dual de simultaneamente agente do progresso capitalista, e romântico em busca de aventura.</p> Nykollas Gabryel Oroczko Nunes Copyright (c) 2019 Canoa do Tempo http://periodicos.ufam.edu.br/index.php/Canoa_do_Tempo/article/view/5498 Tue, 08 Oct 2019 22:30:01 +0000