NOVAS PRÁTICAS DE ACESSO A INFORMAÇÃO, CULTURA E EDUCAÇÃO: um estudo de caso com a Biblioteca Parque Manguinhos, a primeira biblioteca parque do país.

Alex dos Reis Saraiva, Felipi Corrêa de Assis

Resumo


Aborda o papel das bibliotecas como transformadoras sociais. Apresenta um estudo de caso com a Biblioteca Parque Manguinhos, pioneira no Brasil, localizada no Complexo de Manguinhos, um bairro formado por 16 comunidades localizado na zona norte da cidade do Rio de Janeiro que infelizmente foi esquecido durante anos pelos governantes.  Alocada em uma área de 2.3 mil metros quadrados e com um acervo de 25 mil itens abordando praticamente todos os campos do conhecimento e 650 filmes, a Biblioteca Parque Manguinhos é inspirada nas bibliotecas parque de Medelín e Bogotá. Bem mais que uma biblioteca no conceito tradicional, trata-se de um espaço cultural e de convivência, que oferece à comunidade serviços como, brinquedoteca, seção de periódicos, sala multiuso para reuniões da comunidade, um setor específico em braille voltado a leitores especiais, biblioteca digital, DVDteca, internet comunitária e rede wi-fi, sempre voltada à atualização frente às tecnologias da informação, além de servir como palco de inúmeras atividades de cunho cultural e educacional com atividades de incentivo a leitura, contação de estórias, peças teatrais, etc. com o propósito de inserir a  comunidade na chamada “sociedade da informação”, formando cidadãos conscientes, a fim de construir uma sociedade mais justa e igualitária. Tratando-se de um espaço cultural, a biblioteca põe em prática a ética e o papel social do bibliotecário: o  acesso à informação, educação e cultura para a comunidade em geral, enfatizando que a biblioteca além de funcionar como um espaço de leitura e pesquisa, também pode também ser um centro de cultura e lazer.

Palavras-chave


Bibliotecas parque; Centros culturais; Sociedade da informação; Ética do bibliotecário