Em Defesa da Educação Pública

  • Arminda Rachel Botelho Mourão Universidade Federal do Amazonas - UFAM

Resumo

O país foi abalado por uma crise institucional que compromete os direitos dos cidadãos (ãs) brasileiros (as) e, particularmente o direito à Educação. Diversas medidas foram votadas no Congresso Nacional que ameaçam o processo de Valorização dos Profissionais da Educação, dentre estas tem-se: A lei da terceirização, a reforma trabalhista e a reforma do ensino médio. Os educadores têm desenvolvido processos de resistências que precisam ser ampliados e divulgados para que a Educação seja um dever do Estado e que verbas públicas subsidiem a Educação Pública, só desta maneira é que teremos uma Escola Pública de qualidade socialmente referenciada. No cotidiano das Universidades a lógica produtivista se expande. Nos Programas de Pós-Graduação a avaliação se desenvolve sem que se tenha alternativa para avançar, não respeitando o ritmo e as peculiaridades de cada região. Essa lógica permite que os parâmetros avaliativos sejam modificados em pleno processo e que os documentos das áreas sejam divulgados após o término do quadriênio e o mais revelador desta questão é que as exigências de produção dos professores que estão no mestrado ou doutorado seja a mesma, já que não se avalia o curso, mas o programa. Apesar da pressão sobre as Universidades e sobre os Programas de Pós-Graduação continuamos a lutar e resistir.  Manter a publicação da Revista Amazônida é prova desta afirmação, visto que no quadriênio passado nossa revista não chegou às mãos dos avaliadores e quando recorremos nem sequer nosso pleito foi avaliado. Desta forma é com muita alegria que estamos publicando o número de 2017/02 da Revista Amazônida. Vamos continuar produzindo conhecimento, vamos continuar difundindo a produção dos pesquisadores da região, dos educadores brasileiros e estrangeiros, que acreditam na nossa capacidade de construir e divulgar os conhecimentos. Este número representa nosso grito amazônico em defesa da Educação Pública, Gratuita e de Qualidade socialmente referenciada.

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Mestrado em Educação pela Universidade Federal do Amazonas (1990) e doutorado em Educação: História, Política, Sociedade pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2002). Atualmente é professora associada IV da Universidade Federal do Amazonas. Tem experiência na área de Educação/Trabalho, atuando principalmente nos seguintes temas: educação do campo, políticas educacionais referentes ao ensino superior, ensino técnico e tecnológico. Coordenou o Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Amazonas. Foi diretora da Faculdade de Educação (2006 a 2014). Atualmente volta a coordenar o Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade do Amazonas. Foi coordenadora do FORPRED/Norte.

Publicado
2018-03-12
Como Citar
BOTELHO MOURÃO, Arminda Rachel. Em Defesa da Educação Pública. Revista Amazônida: Revista do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Amazonas, [S.l.], v. 2, n. 2, p. 01-03, mar. 2018. ISSN 2527-0141. Disponível em: <http://periodicos.ufam.edu.br/amazonida/article/view/4354>. Acesso em: 21 out. 2018.