TEORIA DAS FACETAS COMO FORMA PRIVILEGIADA DE ESTUDAR FENÔMENOS SOCIAIS E HUMANOS

MA APLICAÇÃO NO ESTUDO DAS RELAÇÕES ENTRE ETNIA E TRAÇOS PSICOLÓGICOS NA AMAZÔNIA BRASILEIRA

  • Suely Aparecida do Nascimento Mascarenhas Universidade Federal do Amazonas - UFAM
  • Antonio Roazzi Universidade Federal de Pernambuco - UFPE
  • Bruno Campello de Souza Universidade Federal de Pernambuco - UFPE
  • Gisele Cristina Resende Universidade Federal do Amazonas - UFAM

Resumo

A pesquisa em Ciências Humanas, Sociais e Ambientais envolvem as ações humanas tomadas em perspectivas simultaneamente individuais e coletivas, sendo necessário considerar diversos aspectos históricos e culturais, bem como as diversas interações lineares e não lineares entre essas dimensões. A Teoria das Facetas (TF) é uma abordagem científica que permite se lidar eficazmente com fenômenos multivariados de interrelações complexas por meio de procedimentos que geram resultados de forma visual e intuitiva e, ao mesmo tempo, integrando intimamente teoria e evidências. Tem-se, portanto, que a TF se apresenta como uma forma privilegiada de se realizar pesquisas envolvendo processos humanos. O presente trabalho buscou ilustrar isso por meio de uma aplicação no estudo da relação entre a identidade étnica e os traços psicológicos de otimismo, esperança, resiliência, felicidade e satisfação com a vida no contexto da Amazônia brasileira. Os achados obtidos evidenciam construtos e mecanismos envolvidos no fenômeno estudado que não foram explicitados por meio de técnicas tradicionais, corroborando as premissas metodológicas acerca da TF e apontando caminhos para pesquisas futuras.

Publicado
2018-08-10
Como Citar
DO NASCIMENTO MASCARENHAS, Suely Aparecida et al. TEORIA DAS FACETAS COMO FORMA PRIVILEGIADA DE ESTUDAR FENÔMENOS SOCIAIS E HUMANOS. Amazônica - Revista de Psicopedagogia, Psicologia escolar e Educação, [S.l.], v. 21, n. 1, Jan-Jun, p. 321-343, ago. 2018. ISSN 2318-8774. Disponível em: <http://periodicos.ufam.edu.br/amazonica/article/view/4723>. Acesso em: 17 dez. 2018.
Seção
Artigos