Este dossiê propõe-se  a problematizar a emergência do princípio da “promoção humana”, que se origina da orientação das missões AD GENTES (para todos os povos e culturas), como uma resposta a crítica do colonialismo na África e na Ásia e do envolvimento das Igrejas cristãs com esse processo, nos anos 60 do século XX.  A “Promoção Humana” seria a tradução cristã da ideia da auto-determinação dos povos e propiciou importantes diálogos no campo religioso, do que seria o fim da tutela colonial e o favorecimento das reivindicações e das singularidades dos povos não brancos que eram cristãos.

Neste processo, importantes experiências de interação com a sociedade civil e com espaços missionários africanos e da América Latina, enriqueceram as práticas pastorais e a emergência de novos protagonistas na ação evangelizadora. Diálogos começaram a surgir em diferentes espaços religiosos de uma mesma congregação missionária, como a da Congregação do Espírito Santo, por exemplo que tem presença na cidade de Tefé (AM) e também em espaços missionários do Sul de Angola, entre outras áreas na África e no Brasil atendidas pela ação desta instituição.

Investigar esses diálogos possíveis entre experiências missionárias em espaços amazônicos e africanos, pós Concilio Vaticano II, é o desafio lançado para os artigos que comporão esta sessão da Revista Canoa do Tempo.

Publicado: 2019-01-26