RUA DE LAZER NA CIDADE DE MANACAPURU

  • Thomaz Abdalla NEIDA-FEFF-UFAM
  • Nelzo Ronaldo de Paula Cabral Marques Junior

Resumo

O projeto visou trabalhar com crianças e adolescentes em situação de recreação nas ruas de seus próprios bairros, procurando agregar talentos na própria comunidade na realização de atividades lúdicas, tais como: uso de fantoches, dança (street-dance), expressão corporal, uso de skate nas praças, bambolê, pular corda, brincadeiras de corrida, brincadeira com uso de bicicleta, pega-pega, cemitério, barra bandeira, uso de canções (Karaokê), contar estórias e etc. As atividades foram programadas pelos acadêmicos que se envolverão no projeto de forma voluntária e procuraremos entrar em contato com os comunitários de cada bairro para descobrir os talentos e convidá-los na participação dos eventos e foram agendados de acordo com a habilidade específica de cada um comunitário. METODOLOGIA: Desenvolvemos, no âmbito da Análise do Discurso (escola francesa), perspectivas voltadas ao estudo da forma de expressão através do lúdico (o brincar direcionado e/ou espontâneo, etc.) em sua materialidade, no nosso caso, o verbal (BARTHERS: 1990). Discutimos a questão relativa à materialidade da linguagem (verbal, isto é, expressa através dos relatos e diálogos dos comunitários), visando à formulação de um campo novo de descrição e análise do verbal, aquele que vai pressupor, em primeira instância, o repasse do não-verbal pelo verbal. Nesse caso a nossa intuição, feita através da interpretação que sabemos que pode de certa forma ter um viés interpretativo devido a nossa própria cultura acadêmica (PÊCHEUX: 1988). Descartando-se, assim, pressupostos outros como os oriundos da Lingüística e da Semiologia no estudo do ritmo e do movimento nas manifestações do lúdico em relação ao lazer na rua, formula-se o conceito de policromia, base de análise da expressão corporal na inter-relação do brincar com a expressão da linguagem (corporal e oral) (ORLANDI: 1985). Ao se pensar na ação (movimentos) através do verbal, acaba-se por descrever, falar da imagem, dando lugar a um trabalho de segmentação da imagem. A palavra fala da imagem, o descreve e traduz, mas pode revelar a sua matéria visual. Por isso mesmo, uma "imagem pode não valer mil palavras, ou outro número qualquer", mas a força da palavra pode expressar conteúdos internos da pessoa. A palavra não pode ser a moeda de troca das imagens (GABRIEL: 2002).  É a visualidade que permite a existência, a forma material da imagem e não a sua co-relação com o verbal. RESULTADOS E CONCLUSÕES: O projeto foi avaliado através dos relatos dos comunitários envolvidos nas ações, portanto utilizamos a análise da narrativa para verificar através do discurso o quanto as atividades foram de interesse dos mesmos e o que trouxe de mudança comportamental para o bairro. Reiteramos que era uma prática e um campo da lingüística e da comunicação especializado em analisar construções ideológicas presentes em um texto, no nosso caso será o próprio diálogo (ORLANDI: 1993). Foi muito utilizada, por exemplo, para analisar textos da mídia e as ideologias que trazem em si. A Análise do Discurso é proposta a partir da filosofia materialista que põe em questão a prática das ciências humanas e a divisão do trabalho intelectual, de forma reflexiva (GADET & HAK: 1990). Entendemos que o discurso era a prática social de produção dos relatos através do texto. Isto significa que todo discurso é uma construção social, não individual, e que só podia ser analisado considerando seu contexto histórico-social, suas condições de produção; significa ainda que o discurso refletia uma visão de mundo determinada, necessariamente, vinculada à do(s) seu(s) autor(es) e à sociedade em que vive(m) (DUCROT: 1987). Porém observamos o interesse através dos diálogos dos comunitários de cada bairro e fizemos uma interpretação dentro do contexto histórico-social.


Palavras-Chave: Atividade Lúdicas, Jogos, Recreação.

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O lançamento da nossa revista científica Boletim Informativo Unimotrisaúde em Sociogerontologia – BIUS é sempre algo a ser agradecido com carinho, principalmente por nossa comunidade acadêmica fefiana (Faculdade de Educação Física e Fisioterapia – FEFF) da Universidade Federal do Amazonas – UFAM. Sabemos o quanto as pessoas estão ocupadas com seus projetos de pesquisas e produções científicas. A nossa revista tem a natureza de divulgar nossas produções, sobretudo é um convite para que os leitores possam acompanhar alguns embriões de produções de resultados de estudos e pesquisas, para debate público, no sentido de realização da finalidade maior da academia: um diálogo que produza dissensos e consensos, fundados nos princípios e nos métodos científicos. Envolver os alunos nas pesquisas é a primeira forma de iniciação científica, portanto, reforçamos a publicação mesmo que em alguns casos “ingênuas”, mas com o passar do tempo isto os levará a um amadurecimento científico. Afinal o que é ciência? Nada que ama tentativa de encontrar respostas para algumas indagações e reflexões! Logo, a nossa revista é pra estimular a produção da nossa comunidade fefiana e a convivência com os pesquisadores/orientadores.

      

Publicado
2018-12-19
Como Citar
ABDALLA, Thomaz; JUNIOR, Nelzo Ronaldo de Paula Cabral Marques. RUA DE LAZER NA CIDADE DE MANACAPURU. BIUS -Boletim Informativo Unimotrisaúde em Sociogerontologia, [S.l.], v. 10, n. 2, p. 1-7, dez. 2018. ISSN 2176-9141. Disponível em: <http://periodicos.ufam.edu.br/BIUS/article/view/5022>. Acesso em: 26 mar. 2019.