A INCLUSÃO SOCIAL E EDUCACIONAL DE MULHERES NAS ARTES MARCIAIS

  • Ariela Beatriz Alves de Oliveira NEIDA-FEFF-UFAM
  • Thaiane Cristine de Lira Ribeiro
  • Thomaz Décio Abdalla Siqueira

Resumo

Historicamente as mulheres eram rotuladas como “sexo frágil”, tendo como obrigação cuidar da casa, filhos e marido. A história da evolução das conquistas das mulheres por espaços no esporte é atrelada ao pensamento feminista e às representações ideais de feminilidade, e para compreender as reflexões desse pensamento, é necessário compreender que relações de gênero são construções sociais e culturais (BERTÉ, 2016).


Na cultura brasileira a presença de mulheres nas lutas não era algo considerado normal por não reforçar a alguns pressupostos da feminilidade da mulher, enquanto que para homens, a violência e a força física, oriundas das lutas, ressaltariam sua masculinidade diante da sociedade. Quando uma mulher é colocada como “melhor que muito homem” mostra que o gênero masculino seria superior (SALVINI, 2017).


Os períodos de governos de cunho ditatorial, o Estado Novo (1937-1945) e a ditadura civil-militar (1964-1985), foram os que mais impuseram controle acerca das práticas corporais adequadas ao corpo de mulheres. Artigos acerca da preocupação com a saúde da mulher atleta foram publicados na Revista Brasileira de Educação Física do Exército (REFE), onde os principais assuntos eram relacionados a condição “frágil” da mulher e a suposta masculinização de seus corpos ao praticar esportes inapropriados ao sexo feminino (SOUZA, 2006).


O Estado pensou no esporte como um instrumento de projeção internacional, assim, criou-se o Conselho Nacional de Desportos (CND), através do Decreto Lei nº. 3.199, de 14 de abril de 1941. Esse Decreto instaurou uma política de governo para o esporte nacional. Em decorrência aos estudos publicados na REFE, em 1941, o artigo 54 do Decreto Lei definiu que as mulheres ficariam impedidas de praticar esportes considerados incompatíveis com a sua natureza (BRASIL, 1941; GOELLNER, 2005). Em 1965, a Deliberação nº 7 do Conselho Nacional de Desportos regulamentou a atividade esportiva por mulheres e proibiu a “prática

Publicado
2018-05-02
Como Citar
ALVES DE OLIVEIRA, Ariela Beatriz; DE LIRA RIBEIRO, Thaiane Cristine; ABDALLA SIQUEIRA, Thomaz Décio. A INCLUSÃO SOCIAL E EDUCACIONAL DE MULHERES NAS ARTES MARCIAIS. BIUS -Boletim Informativo Unimotrisaúde em Sociogerontologia, [S.l.], v. 9, n. 1, p. 58-66, maio 2018. ISSN 2176-9141. Disponível em: <http://periodicos.ufam.edu.br/BIUS/article/view/4463>. Acesso em: 16 jul. 2018.